terça-feira, 29 de maio de 2012

A4L recomenda: O jogo da minha vida

Nunca concordei com a visão de que jogador de futebol é um boa-vida por natureza. Muito menos chamo de mercenário um atleta que busca contratos mais vantajosos. Todavia, mesmo despido desses preconceitos, não deixei de me surpreender com o livro escrito pelo zagueiro Paulo André Benini. Sabia que a vida de um jogador que busca seu espaço era dura, porém, não imaginei que fosse tanto. A luta para ganhar espaço no time, a distância dos amigos e familiares, as condições precárias de nossas categorias de base, as lesões, as decepções com empresários oportunistas, tudo isso mostra o quão persistente precisa ser alguém que sonha vencer nesse esporte.
Confesso que também me surpreendeu saber que Paulo André tem uma carreira mais consistente do que eu pensava. Para este blogueiro, o zagueiro do Corinthians tinha uma trajetória mais modesta e só conseguiu espaço quando Tite barrou o capitão Chicão durante a campanha do título brasileiro de 2011. Não é nada disso. Nascido em Campinas, Paulo é um atleta na concepção da palavra. Quando criança, praticava diversos esportes e teve uma educação acima da média quando comparado aos outros boleiros. Em campo, começou como meia-direita e foi parar na defesa por um feliz acaso. Talvez por ter começado a carreira no meio, sempre demonstrou uma classe incomum para a função combinada com boa presença no jogo aéreo. Em 2005, atuando pelo Atlético Paranaense, disputou a Bola de Prata da revista Placar (que venceu em 2011) com Lugano e Gamarra, último passo antes de se transferir para o futebol francês.
No entanto, o que mais me chamou a atenção foi a maneira como essa obra foi escrita. Fazendo uso de uma escrita simples, sem nenhum tipo de pedantismo e permeada por um sentimento de amor ao esporte, Paulo André faz de “O jogo da minha vida” uma leitura divertida, instrutiva e também emocionante. De longe, trata-se da melhor publicação escrita por um brasileiro sobre futebol. Simplesmente imperdível.

domingo, 27 de maio de 2012

Contagem Regressiva: Maio de 2012

Para um fanático por futebol, Copa do Mundo é muito mais do que um evento esportivo. É um período para se tirar férias do trabalho e só sair de casa para tratar de assuntos estritamente necessários. São semanas mágicas, onde um jogador consegue deixar o mundo mortal para fazer parte do panteão dos Deuses da Bola e, de quebra, transformar um país inteiro numa grande festa. É uma época para se rir, chorar, se emocionar. Enfim, é um momento que será guardado para sempre em nossos corações...
Da teoria para a prática.
Uma das maiores críticas que Mano Menezes, técnico da Seleção Brasileira, recebe diz respeito à enorme distância entre seu discurso e o futebol praticado em campo pelo Brasil. Nas entrevistas concedidas, Mano declarava que, historicamente, a Seleção sempre procurou praticar um futebol de imposição ofensiva e que, por sediar o próximo Mundial, terá a obrigação de sair para o jogo contra qualquer adversário. Todavia, na prática, o que se via era um time que não era tão consistente defensivamente quanto o Brasil de Dunga e, ao mesmo tempo, não era capaz de se impor diante dos melhores adversários.
Pois esse cenário pode estar mudando. Na vitória por 3 x1 sobre a Dinamarca em Hamburgo, o Brasil deu mostras de que as teorias de Mano Menezes podem estar entrando em sintonia com a realidade. Apresentando uma marcação forte no campo de ataque, muita movimentação e, sobretudo, talento, a Seleção anotou três gols ainda no primeiro tempo contra o selecionado de Morten Olsen.  O grande nome da partida foi Hulk, autor do primeiro e do terceiro gols e com participação decisiva no segundo, marcado contra por Zimling. Com essa atuação, o portista espera garantir sua vaga entre os jogadores acima dos 23 anos que estarão nos Jogos Olímpicos de Londres.
Assim como quase tudo no futebol, o cenário da Seleção está mudando rapidamente. Antes, devido às carências defensivas, Mano sinalizava que os três reforços acima da idade limite seriam escolhidos entre os defensores Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo. Agora, com as lesões de Daniel e David e as atuações de Juan Jesus e Hulk é provável que Mano Menezes esteja reavaliando suas opções. Outro que vem ganhando espaço é o meia Oscar. Após o imbróglio jurídico entre Internacional e São Paulo, o jovem colorado que via sua vaga nos Jogos mais distante agora aproveita a ausência do recém-operado Paulo Henrique Ganso para mostrar trabalho. Contra a Dinamarca, Oscar armou, marcou e atacou como gente grande e dificilmente estará fora da lista final para as Olimpíadas.
Os rivais.
Os próximos compromissos da Seleção acontecerão nos dias 30 de maio diante dos Estados Unidos em Washington, 3 de junho contra o México em Dallas e, por fim, enfrenta a Argentina no dia 9 em New Jersey. Dessas partidas, o técnico Mano Menezes definirá os dezoito atletas que representarão o futebol brasileiro em Londres. Dos três amistosos, sem dúvida, o que mais chama a atenção será o duelo contra nossos hermanos. Atuando completa, a Argentina terá antes do Brasil partida válida pelas Eliminatórias contra o Equador, em Buenos Aires, no dia 2 de junho.     
De olho na Copa:
A situação dos estádios brasileiros segue complicada. Segundo o Ministério do Esporte, somente quatro estados (Bahia, Ceará, Minas Gerais e o Distrito Federal) estão em dia com seus cronogramas de obras dos estádios para a Copa de 2014. Somente as citadas arenas cumpriram 50% ou mais de suas construções, todas financiadas por recursos do BNDES.
Quanto aos aeroportos, dos 13 considerados prioritários para o Mundial, apenas cinco já foram entregues: Cuiabá, Porto Alegre, Campinas e dois em São Paulo. Em relação às obras de mobilidade urbana, nove das 12 sedes estão com os trabalhos em andamento. Todavia, 81% dessas obras só serão concluídas no segundo semestre de 2013.     
Confira abaixo, o andamento das obras nas doze sedes:         
Dentro do previsto: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza e Salvador;  
Apresentando atrasos: Cuiabá, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo;
Situação preocupante: Curitiba, Manaus e Natal.
Imagem: Lancenet

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Question – Aviso

Até este momento, o blog não recebeu o e-mail do campeão Luciano. Para que o prêmio seja escolhido e posteriormente enviado, é necessário haver o contato através de a4l@bol.com.br.
Aguardando retorno.

sábado, 19 de maio de 2012

Não existe só uma forma de jogar

Confesso que minha expectativa para a decisão desta edição da UEFA Champions League era baixa. Nada contra os finalistas Bayern e Chelsea, mas era difícil acreditar que Real Madrid e Barcelona, as duas melhores equipes do mundo, não conseguiram passar das semifinais. Mesmo assim, sabia que algo especial poderia acontecer.
A partida em si não foi das melhores. Ao seu modo, os Blues procuraram se fechar e aproveitar os poucos espaços concedidos pela defesa bávara. O Bayern, atuando em seus domínios, procurou mais o jogo, criou mais situações e poderia ter vencido ainda no tempo normal. O Chelsea, visitante indigesto, esteve quase morto após perder para o Napoli na Itália e acabou renascendo das cinzas após a demissão do técnico André Villas-Boas e a efetivação de Roberto Di Matteo. Difícil acreditar que o mesmo time que se arrastava sob o comando do treinador português era o mesmo que eliminou o mítico Barcelona de maneira heróica. Mas era. E não era só isso. Ainda havia um título para conquistar.
Não faço parte daqueles que acham que só os times ofensivos devem ganhar. Acredito que cada equipe é livre para traçar suas estratégias, medir seus limites e escolher seu comportamento dentro de campo. Como sempre digo, a Grécia nunca seria campeã europeia se buscasse o ataque. Este Chelsea, provavelmente, também não. Deste modo, nada mais emblemático do que vermos o time londrino levando a decisão para a marca do pênalti. Um título merecido, mesmo que muitos achem que só existe uma maneira legítima de se jogar.
Imagem: Reuters

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Question – Final

No último desafio desta série, responda quem é o ex-jogador retratado abaixo.
Resposta: Ele é Javier Iruretagoyena Amiano, mais conhecido como Javier Irureta. Ex-jogador de Atlético de Madrid e Atlético de Bilbao (finalistas da última Europa League), Irureta tornou-se conhecido no Brasil por seu trabalho como técnico do Deportivo La Coruña onde foi campeão espanhol da temporada 1999/2000 e da Copa do Rei 2001/2002. Também foi a vítima da cabeçada que tirou Djalminha da Copa do Mundo de 2002.
Classificação: Parabéns ao grande campeão Luciano, vencedor da 5ª edição do Question. Assim, conforme prometido, em breve receberá em sua residência um livro sobre futebol. Para tanto, basta enviar nome completo e endereço para o e-mail a4l@bol.com.br e escolher seu prêmio.
Na oportunidade, agradeço a todos os participantes e antecipadamente os convido para a 6ª edição que terá início no segundo semestre. Confira abaixo a classificação final da 5ª edição do Question: 
1º - Luciano – 25 pontos;
2º - Yuri – 20 pontos;
3º - Arthur Barcelos – 16 pontos;
4º - Gustavo Carratte – 14 pontos;
5º - Johnny – 13 pontos;
6º - Alexandre Rodrigues Alves, Eduardo Jr., Joe William e Victorino Netto – 12 pontos;
7º - Prisma – 11 pontos;
8º - Fernando Clemente – 9 pontos;
9º - Leonardo Bandeira – 8 pontos;
10º - Thiago Fernandes – 7 pontos;
11º - Marcus Buiatti – 6 pontos;
12º - André Chasee – 5 pontos;
13º - Danilo – 4 pontos;
14º - Guilherme Siqueira – 3 pontos;
15º - Ismail Filho – 2 pontos;
16º - Alexandre Aníbal – 1 ponto.

domingo, 13 de maio de 2012

Top 10 – Coisas que me irritam na imprensa esportiva

Quem acompanha noticiários esportivos certamente já se deparou com algum texto ou declaração capaz de tirar do sério. Hoje, tudo parece válido para chamar a atenção do público, seja um comentário calculadamente polêmico ou uma nota puramente especulativa, o que importa é a audiência. Obviamente, existem as valorosas exceções de sempre, mas nesta lista não há lugar para elas.
Contudo, é importante deixar claro que este Top 10 não tem a pretensão de pautar a mídia futebolística, apenas mostrar as situações que mais incomodam este velho blogueiro...
10. Abusar das especulações – Todo torcedor gosta de saber em quais jogadores seu time está interessado. Porém, transformar interesse plantado por empresário em notícia séria serve apenas para iludir os fãs;
9. Desprezar a opinião de quem está em campo – Acho divertido quando um comentarista dá a entender que sabe mais sobre determinado time do que o técnico que acompanha a equipe todos os dias. Arrogância pouca é bobagem;
8. Ex-jogadores que não se preparam para comentar – Não tem mais jeito. Os ex-jogadores chegaram às transmissões esportivas para ficar. Nada contra quem vem trazer ao público a visão de quem já esteve lá, mas só isso não basta. É preciso estudar sobre o assunto. Conhecer jogadores, técnicos e esquemas táticos. Infelizmente, são raros os que se preparam;
7. Achismo – Hoje, sobra opinião e falta informação. Gosto de programas de debate, mas, muitas vezes, os participantes deixam de lado a informação para ponderar sobre aquilo que não tem certeza;
6. Alimentar crises – Clubes brasileiros, por natureza, adoram uma crise. Porém, lamentavelmente, parte de uma imprensa que deveria ser neutra adora colocar mais lenha na fogueira de vaidades do nosso futebol. Tudo isso, claro, para que sejam produzidas mais e mais notícias;
5. Tratar o público como idiota – Alguns veículos tratam seu público como uma verdadeira massa estúpida e acrítica. Dão a entender que as pessoas não conhecem jogadores, esquemas táticos e a história dos times. Todavia, com o acesso cada vez maior à informação, as pessoas querem ser intelectualmente desafiadas e não apenas ser massa de manobra;
4. Nacionalismo e estrangeirismo – Todo extremismo é ruim. O pachequismo exacerbado de alguns deixa turva qualquer análise em que jogadores e times brasileiros estejam envolvidos. Por outro lado, o eterno complexo de vira-lata de muitos faz com que só o que vem de fora (sobretudo da Europa) tem valor;  
3. Tratar o esporte como mero entretenimento – O futebol está impregnado na cultura dos povos. Durante sua existência, parou guerras, aliviou opressões, deu alegria e provocou dor. Tratá-lo como um simples entretenimento é algo superficial e até indigno diante de sua importância;   
2. Falta de educação para com o público – Não sou adepto da infeliz frase “sou eu quem paga o seu salário”. Também não defendo os trolls que infestam a internet. No entanto, é lamentável como alguns jornalistas tratam pessoas que se manifestam de forma meramente discordante ou contestatória. Parecem prima-donas cheias de não me toques. Curiosamente, esses mesmos adoram cobrar paciência e gentileza dos profissionais da bola;
1. Perseguição e opiniões maldosas – De todas é a pior. Quem ousa desafiar certos jornalistas, seja jogador, técnico ou dirigente se torna alvo de perseguições covardes. Por vezes, tal conduta se manifesta em tom de escárnio ou simplesmente discordância a qualquer movimento do objeto de caça. Um caso em que o microfone se torna uma arma.
E então, o que mais te incomoda na imprensa esportiva?
Imagens: Sportv e UOL.

sábado, 12 de maio de 2012

Penúltima chamada

Ao contrário das listas anteriores, desta vez Mano Menezes acertou. Como se trata de uma convocação voltada para os Jogos Olímpicos, nada mais normal do que convocar uma base formada por atletas abaixo dos 23 anos reforçada por nomes acima da idade limite.
A lista traz jogadores que podem ser debatidos, mas nada que comprometa a montagem do grupo. Sem tempo para trabalhar o time que tentará a inédita medalha de ouro em Londres, Mano precisou rechear seus chamados anteriores com atletas mais jovens para que pudessem ser observados na equipe principal. Esse período de testes resultou na lista abaixo, contendo 23 nomes de onde sairão os 18 inscritos. Em negrito, os veteranos do grupo:
Goleiros: Jefferson (Botafogo), Neto (Fiorentina) e Rafael (Santos);
Zagueiros: Bruno Uvini (Tottenham), David Luiz (Chelsea), Juan Jesus (Internazionale) e Thiago Silva (Milan);
Laterais: Alex Sandro (Porto), Daniel Alves (Barcelona), Danilo (Porto) e Marcelo (Real Madrid);
Volantes: Casemiro (São Paulo), Rômulo (Vasco) e Sandro (Tottenham);
Meias: Giuliano (Dnipro), Lucas (São Paulo), Oscar (Internacional) e Paulo Henrique Ganso (Santos);
Atacantes: Alexandre Pato (Milan), Hulk (Porto), Leandro Damião (Internacional), Neymar (Santos) e Wellington Nem (Fluminense).
Nota-se que o meio-campo é o único setor em que o técnico não considerou necessário reforçar. Assim, é perfeitamente normal a ausência de Ramires e outros. A presença de Jefferson onde se esperava Júlio César pode ser sinal de que o técnico desistiu do goleiro interista. Único atacante acima da idade limite, Hulk dificilmente estará nos Jogos. A prioridade está na defesa onde quatro jogadores disputam três vagas. E é exatamente para isso que servem os quatro amistosos que o Brasil disputará. Os jogos contra Dinamarca (26/05), Estados Unidos (30/05), México (03/06) e Argentina (09/06) servirão de campo de observação para a lista final.
A julgar pela inatividade em seus clubes, os sub-23 Bruno Uvini e Juan Jesus terão a sombra de David Luiz e Thiago Silva que devem formar o miolo da defesa brasileira. Deste modo, restaria apenas uma vaga que, teoricamente, ficaria entre Daniel Alves e Marcelo. Arriscando um palpite, diria que o time titular do Brasil nos Jogos Olímpicos será formado por: Rafael; Daniel Alves, Thiago, David Luiz e Alex Sandro; Sandro e Casemiro; Lucas, Ganso e Neymar; Damião. Taticamente, a disposição seria esta:
Como a reserva será formada por apenas sete jogadores, Mano terá que ter jogadores versáteis à disposição. Assim, Danilo (lateral direito e volante) e Juan (zagueiro e lateral esquerdo) têm boas chances de figurarem na lista final. Assim, apostaria em Neto, Danilo, Juan, Rômulo, Oscar, Pato e Wellington Nem, com Bruno Uvini e Giuliano ficando de fora.  
E então, gostou da convocação ou acha que mais alguém deveria ter sido chamado? Comente!
Imagem: CBF News

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Question – 15

No último desafio desta série, responda quem é o ex-jogador retratado abaixo.
Dicas serão inseridas neste espaço de acordo com a necessidade dos participantes.
Regulamento: O primeiro acertador receberá três pontos. Os demais acertadores receberão um ponto pela participação. Na próxima sexta, a resposta deste Question e o nome do vencedor.
Premiação: O participante que somar o maior número de pontos ao final de quinze edições receberá em casa um livro à sua escolha sobre o tema futebol.
Boa sorte a todos!
Anterior:
Descubra o nome do ex-jogador descrito na(s) afirmativa(s) abaixo.
I – É considerado um dos melhores goleiros sul-americanos de todos os tempos;
II – Tem um título de campeão do mundo no currículo;
III – Defendeu clubes da Argentina, Brasil e Espanha;
IV – Fez parte da comissão técnica argentina na Copa de 2006.
Resposta: Trata-se do mítico goleiro argentino Ubaldo Matildo Fillol. Ex-goleiro de Racing, River Plate, Flamengo e Atlético de Madrid, Pato Fillol era o dono da meta albiceleste no título mundial de 1978.
Classificação: Congratulações ao grande Victorino Netto que, de primeira, acertou o nome de Fillol. Agora a disputa ficou entre Luciano e Yuri com 22 e 20 pontos, respectivamente, e quatro “primeiros acertos”. Pelo regulamento, quem acertar este último desafio será o vencedor. E, se outro participante acertar, o prêmio ficará com Luciano que tem dois pontos de vantagem.
Confira abaixo a classificação de momento:
1º - Luciano – 22 pontos;
2º - Yuri – 20 pontos;
3º - Arthur Barcelos – 16 pontos;
4º - Gustavo Carratte e Johnny – 13 pontos;
5º - Joe William e Victorino Netto – 12 pontos;
6º - Alexandre Rodrigues Alves, Eduardo Jr e Prisma – 11 pontos;
7º - Fernando Clemente – 9 pontos;
8º - Leonardo Bandeira – 8 pontos;
9º - Marcus Buiatti e Thiago Fernandes – 6 pontos;
10º - André Chasee – 5 pontos;
11º - Danilo – 4 pontos;
12º - Guilherme Siqueira – 3 pontos;
13º - Ismail Filho – 2 pontos;
14º - Alexandre Aníbal – 1 ponto.

sábado, 5 de maio de 2012

Dois monstros e um campeonato desnivelado.

Lionel Messi provavelmente é o melhor jogador que vi atuar. O “provavelmente” significa que eu não me decidi ainda. Em clubes, certamente é. Porém, falta atuar melhor pela Argentina. Nem digo conquistar títulos, pois isso depende também do restante do time, mas atuar em alto nível numa competição importante. Assim, como o camisa 10 do Barcelona tem apenas 24 anos, prefiro esperar antes de bater o martelo.
Bem próximo a Messi está Cristiano Ronaldo. Mesmo sem ser tão genial, o atacante do Real Madrid consegue acompanhar os absurdos números do rival fazendo uso da combinação talento, força física e empenho. Deste modo, consegue se manter próximo ao melhor do mundo e bem distante dos “meros mortais”.
Reafirmar a qualidade de Messi e Cristiano Ronaldo pode parecer redundante, mas é necessário. É importante ressaltar a qualidade de ambos para em seguida constatar o óbvio: Nem mesmo craques desse quilate conseguiriam marcar tantos gols numa liga realmente competitiva. Hoje, La Liga abriga os dois melhores times do mundo, algumas boas equipes como Valencia, Atlético de Madrid e Athletic Bilbao e outras que diante dos dois gigantes não passam de sparrings prontos para serem triturados. É nesse contexto que Messi chegou a 50 gols. Um feito histórico, sem dúvida, mas que se não for contextualizado tornará qualquer análise rasa, apenas loas para um gênio da bola.
Até o início dos anos 2000, o campeonato espanhol ainda resguardava sua competitividade. Logicamente, Real Madrid e Barcelona sempre foram mais fortes que a concorrência e invariavelmente largavam como favoritos ao título. Todavia, outros times conseguiam vislumbrar o posto mais alto da tabela sem que isso soasse puro devaneio. Para se ter uma ideia, a famosa temporada 1993/94 decidida na última rodada com Barcelona e Deportivo La Coruña na disputa, viu os catalães vencerem 25 vezes e empatar em seis ocasiões. Naquela época, vitórias ainda valiam dois pontos, então os 56 pontos ao final de 38 rodadas valeriam 81 agora. Enquanto isso, o mesmo Barcelona somou em seu último tricampeonato (2008 a 2011) 87, 99 e 96 pontos em cada certame. Do mesmo modo, a estratosférica campanha do Real Madrid de Fabio Capello na temporada 1996/97 quando somou 91 pontos parece pouco empolgante quando comparada aos 97 que os Merengues obtiveram até a 37ª rodada deste campeonato.
Neste momento, o abismo financeiro que separa Barcelona e Real Madrid dos demais concorrentes não torna apenas a competição desequilibrada, mas também a briga pela artilharia. Com tanta disparidade de forças, Messi e Cristiano Ronaldo, além de serem melhores, ainda têm a vantagem de ter muito mais oportunidades para concluir em gol e, consequentemente, balançar as redes mais vezes. Logicamente, isso não é uma crítica aos vencedores das últimas quatro Bolas de Ouro, apenas uma constatação de que a vida já foi mais difícil para os gigantes espanhóis.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Question – 14

Descubra o nome do ex-jogador descrito na(s) afirmativa(s) abaixo.
I – É considerado um dos melhores goleiros sul-americanos de todos os tempos;
II – Tem um título de campeão do mundo no currículo;
III – Defendeu clubes da Argentina, Brasil e Espanha;
IV – Fez parte da comissão técnica argentina na Copa de 2006.
Atenção: Serão quatro alternativas ao todo. Uma por dia. Cada uma revela determinada informação do personagem que, reunidas, formam uma resposta única. Agora, cuidado ao arriscar, pois cada participante só tem direito a uma opção.
Regulamento: O primeiro acertador receberá três pontos. Os demais acertadores receberão um ponto pela participação. Na próxima sexta, a resposta deste Question e a postagem de um novo desafio.
Premiação: O participante que somar o maior número de pontos ao final de quinze edições receberá em casa um livro à sua escolha sobre o tema futebol.
Boa sorte a todos!
Anterior:
Quem é o ex-jogador retratado ao lado?
Resposta: Ele é Josef “Jupp” Heynckes. Ex-atacante de Borussia Mönchengladbach, Hannover 96 e seleção alemã. Treinador de sucesso, Heynckes passou por equipes como Real Madrid, Benfica e Schalke 04. Atualmente no comando do Bayern de Munique, é finalista desta edição da UEFA Champions League. 
Classificação: Congratulações ao Luciano que assumiu a liderança de maneira espetacular ao acertar dois desafios seguidos! Agora, restando apenas dois desafios, Luciano só pode ser alcançado por Yuri ou Arthur.
Confira abaixo a classificação de momento:
1º - Luciano – 21 pontos;
2º - Yuri – 19 pontos;
3º - Arthur Barcelos – 15 pontos;
4º - Johnny – 13 pontos;
5º - Gustavo Carratte e Joe William – 12 pontos;
6º - Eduardo Jr – 11 pontos;
7º - Alexandre Rodrigues Alves e Prisma – 10 pontos;
8º - Fernando Clemente e Victorino Netto – 9 pontos;
9º - Leonardo Bandeira – 8 pontos;
10º - Marcus Buiatti e Thiago Fernandes – 6 pontos;
11º - André Chasee – 5 pontos;
12º - Danilo – 4 pontos;
13º - Guilherme Siqueira – 3 pontos;
14º - Ismail Filho – 2 pontos;
15º - Alexandre Aníbal – 1 ponto.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Contagem Regressiva: Abril de 2012

Para um fanático por futebol, Copa do Mundo é muito mais do que um evento esportivo. É um período para se tirar férias do trabalho e só sair de casa para tratar de assuntos estritamente necessários. São semanas mágicas, onde um jogador consegue deixar o mundo mortal para fazer parte do panteão dos Deuses da Bola e, de quebra, transformar um país inteiro numa grande festa. É uma época para se rir, chorar, se emocionar. Enfim, é um momento que será guardado para sempre em nossos corações...
As falácias de Mano.
Não resta dúvida de que o técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes, tem o dom da palavra. Seus discursos, sempre articulados, conseguem convencer a maioria das pessoas – incluindo a imprensa – a acreditar em seus argumentos sem grandes contestações. Nos últimos tempos, diante da desconfiança que cerca seu trabalho, Mano decidiu fazer uso de sua oratória para se fazer acreditar. Infelizmente, com observações que não estão próximas da verdade.
Para se defender da pouca ou nenhuma evolução de seu trabalho à frente do selecionado brasileiro, Mano citou que a preparação para o Mundial de 2002 aconteceu aos trancos e barrancos e mesmo assim o Brasil foi pentacampeão. Ora, em primeiro lugar, não é porque algo não foi conduzido de maneira correta, porém deu certo no final que as coisas devem caminhar sempre assim. A evolução do trabalho é necessária não só para convencer torcida e imprensa, mas para convencer os próprios jogadores de que as coisas estão funcionando bem.
Outro comentário frequente do ex-treinador do Corinthians é dizer que o futebol brasileiro não é o mesmo que se joga no resto do mundo. E está correto. Por aqui, conceitos como compactação e marcação por zona ainda não estão totalmente enraizados e os times locais dão mais espaço do que vemos nas principais ligas europeias. Todavia, não faz muito sentido usar esse problema como desculpa para a Seleção. Isto porque dos prováveis titulares do Brasil apenas três jogadores (Ganso, Neymar e Damião) atuam no país. E esse número ainda pode cair para dois, caso Mano opte por Hernanes na vaga de Ganso, para ficar num único exemplo.  
O que o técnico nunca admitiu é que herdou de Dunga um time competitivo – que podia desagradar aos críticos brasileiros, mas teve chances reais de ser campeão na África do Sul – e não conseguiu manter o mesmo nível. Seguindo a sugestão pouco abalizada de Ricardo Teixeira, Mano Menezes descartou tudo o que aquela seleção havia conquistado e começou um time a partir de (quase) zero. Sem jogadores experientes, Mano vê seu trabalho estagnado e já se especula que o fato da Seleção não estar enfrentando grandes adversários é um pedido seu. “Ele se acovardou”, teria dito Andrés Sanchez, diretor de seleções da CBF, a pessoas próximas. Em outras palavras, o técnico que em seu discurso inicial deu a entender que o time de Dunga não representava o futebol que os brasileiros queriam ver, em dois anos não só perdeu o trabalho anterior como não constituiu um novo projeto baseado em seus conceitos. E isso explica seu medo de desafios maiores. Não por acaso, a possível troca de comando técnico após os Jogos de Londres pode partir do próprio Andrés.
Kaká e Ramires.
As semifinais da UEFA Champions League ajudaram a mostrar algo sobre as ausências de Kaká e Ramires das convocações da Seleção Brasileira em 2012. Preterido dos titulares do Real Madrid em momentos decisivos, Kaká só entrou no final do segundo tempo do duelo contra o Bayern no Santiago Bernabéu. Aparentando estar longe de sua melhor forma e sem ritmo, Kaká foi muito mal. Para piorar sua situação no clube, ainda perdeu um dos pênaltis na disputa que alijou os Merengues de mais uma final europeia.
Por outro lado, nada explica a ausência de Ramires. Peça fundamental do Chelsea na classificação diante do fortíssimo Barcelona participando de dois dos três gols dos Blues no confronto, o “queniano azul” mostrou que, atualmente, é um dos melhores meio-campistas brasileiros em atividade. A desculpa de Mano Menezes na última semana dizendo que já sabe do que Ramires é capaz é exatamente isso, uma desculpa. Quando um técnico considera um jogador realmente bom, nada mais lógico do que convocá-lo e mantê-lo no grupo.                
Os rivais:
No dia 20 de julho em Middlesbrough, Brasil e Reino Unido realizarão um amistoso preparatório para os Jogos de Londres. A partida será a última das duas equipes antes das Olimpíadas e será de fundamental importância para o técnico Mano Menezes antes da competição, uma vez que esta versão da Seleção Olímpica do Brasil nunca entrou em campo.
Sobre essa questão, muitos jornalistas têm criticado a CBF pela ausência de jogos da seleção olímpica no período, mas é bom lembrar que simplesmente não existe um calendário sul-americano para a categoria sub-23 e que muitos dos atletas que irão compor o grupo que defenderá o Brasil em gramados britânicos fazem parte da equipe principal. Além disso, nem mesmo o argumento de que o vizinho Uruguai tem reunido seus jogadores locais para treinos deveria ser usado como crítica. Afinal, se por aqui já criticam as convocações para amistosos em datas FIFA, imagine a gritaria se a Seleção tirasse os jogadores de seus clubes imersos num calendário lotado apenas para treinar.    
De olho na Copa:
Uma matéria assinada por Roberto Pereira dos Santos, do UOL, confirmou que o ex-presidente da FIFA, João Havelange, e o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, receberam propina da extinta ISL entre 1989 e 1998. O escândalo foi revelado através de um relatório (ainda parcial) emitido pelo Parlamento Europeu. Havelange, 95, está internado no Hospital Samaritano no Rio Janeiro vítima de uma infecção no tornozelo direito, mas seu estado de saúde é estável. Teixeira, 64, mora em Miami desde que renunciou à presidência da CBF.
O presidente do Botafogo, Maurício Assumpção revelou na última sexta-feira que o Engenhão, estádio do clube, pode ser usado como “plano B” para a Copa das Confederações. Obviamente, isso significa que o consorcio responsável pela reforma do Maracanã pode não cumprir o prazo de entrega do estádio para a competição que se realizará em 2013.    
Confira abaixo, o andamento das obras nas doze sedes:         
Dentro do previsto: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Fortaleza e Salvador;  
Apresentando atrasos: Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo;
Situação preocupante: Curitiba, Manaus e Natal.
Imagens: EFE e AFP

sexta-feira, 27 de abril de 2012

O fim, o legado e os caminhos.

É oficial. Josep Guardiola não é mais técnico do Barcelona. Após quatro anos, treze títulos em dezoito possíveis, o ex-volante anunciou em coletiva que não comandará o time catalão na próxima temporada.  Segundo palavras do presidente Sandro Rosell, foi uma decisão unilateral, uma vez que - apesar da eterna panela de pressão política que sempre caracterizou o clube - a direção blaugrana se mostrava satisfeita com seu trabalho. Na oportunidade, o nome do auxiliar Tito Vilanova foi anunciado como o novo técnico, dando um sentido de continuidade ao projeto que vem sendo desenvolvido.
Desconheço as razões da saída de Guardiola. No entanto, é impossível não encarar o anúncio como o fim de um ciclo. Em quatro temporadas, Pep reconstruiu uma equipe desacreditada e a transformou num esquadrão dos sonhos, praticante de um tipo de futebol nunca antes visto em tamanha plenitude. Coletiva e individualmente muito próximo a perfeição. Obviamente, nada impede que Tito Vilanova realize façanha semelhante. Porém, ainda é muito cedo para dizer se o auxiliar tem a inventividade, a coragem e até a parcela de loucura presente em Guardiola.
Como legado, este Barcelona deixa para o mundo da bola mensagens positivas como não ser necessário possuir atletas altos e fortes para ser competitivo, que ser ofensivo não significa ser defensivamente vulnerável, que os volantes podem marcar e também jogar e, sobretudo, que é possível vencer sem abdicar do futebol bem jogado. Difícil imaginar outro time que tenha deixado tantas lições e influenciado tanto.
Neste momento algumas perguntas se fazem obrigatórias. O destino do Barcelona é a primeira delas. A motivação e a ambição deste grupo continuarão as mesmas? Em diversos momentos, os jogadores culés relacionaram o fantástico momento que viviam a Guardiola. Como será com Vilanova no comando? Pelo lado do treinador, é impossível não especular sobre sua próxima equipe e se ele será tão bem sucedido numa agremiação que não lhe é tão familiar. Afinal, uma coisa é treinar um time “de casa”, onde se conhece do porteiro ao presidente. Outra, bem diferente, é comandar um grupo desconhecido, numa realidade desconhecida. Certamente, propostas não faltarão. Hoje, uma história chegou ao fim, mas outra começa a ser escrita a partir de agora. Feliz de quem viu esse time jogar.


Imagem: Reuters

Question – 13

Quem é o ex-jogador retratado ao lado?
Dicas serão inseridas neste espaço de acordo com a necessidade dos participantes.
Regulamento: O primeiro acertador receberá três pontos. Os demais acertadores receberão um ponto pela participação. Na próxima sexta, a resposta deste Question e a postagem de um novo desafio.
Premiação: O participante que somar o maior número de pontos ao final de quinze edições receberá em casa um livro à sua escolha sobre o tema futebol.
Boa sorte a todos!
Anterior:
Descubra o nome do ex-jogador descrito na(s) afirmativa(s) abaixo.
I – Conhecido por sua precisão nos passes, atuou como lateral e meia;
II – Disputou as Copas de 1990 e 1994;
III – Além do futebol brasileiro, também jogou na Itália e na Espanha;
IV – Hoje observa o sucesso de seus filhos no Barcelona;
Resposta: Trata-se de Iomar do Nascimento, mais conhecido como Mazinho. Formado pelo Santa Cruz, também defendeu Vasco da Gama, Lecce, Fiorentina, Palmeiras, Valencia e Celta de Vigo. Pela Seleção Brasileira, Mazinho conquistou a Copa América de 1989 e a Copa do Mundo de 1994. É pai das jovens promessas do Barcelona, Thiago e Rafael Alcântara.
Classificação: Parabéns para Luciano, o primeiro a acertar o nome de Mazinho. Neste momento, a liderança é dividida entre o próprio Luciano e Yuri, restando apenas três desafios para o final.
Confira abaixo a classificação de momento:
1º - Luciano e Yuri – 18 pontos;
2º - Arthur Barcelos – 14 pontos;
3º - Johnny – 13 pontos;
4º - Joe William – 12 pontos;
5º - Gustavo Carratte – 11 pontos;
6º - Eduardo Jr – 10 pontos;
7º - Alexandre Rodrigues Alves, Prisma e Victorino Netto – 9 pontos;
8º - Fernando Clemente – 8 pontos;
9º - Leonardo Bandeira – 7 pontos;
10º - Thiago Fernandes – 6 pontos;
11º - André Chasee e Marcus Buiatti – 5 pontos;
12º - Danilo – 4 pontos;
13º - Guilherme Siqueira – 3 pontos;
14º - Ismail Filho – 2 pontos;
15º - Alexandre Aníbal – 1 ponto.
Crédito da 2ª imagem: IG

terça-feira, 24 de abril de 2012

Não foi uma derrota do futebol.

É perfeitamente compreensível que as pessoas lamentem a eliminação do Barcelona da UEFA Champions League. O time comandado por Pep Guardiola pratica o futebol mais encantador mundo, está sempre no ataque e ainda conta com o melhor jogador do planeta. Mesmo assim, a classificação do Chelsea não pode ser chamada de “derrota do futebol”. Pelo contrário, foi mais uma prova de como esse esporte pode ser fantástico e imprevisível.
Diante do poderio blaugrana, só havia um caminho para os Blues: se defender. Cobrir cada espaço, correr em cada bola, se entregar. Pode não ser algo plasticamente bonito, mas é emocionante e, por que não dizer, heróico. E deu certo. Agora, cabe ao técnico Roberto Di Matteo recuperar o fôlego do grupo, remontar um time que terá quatro importantes desfalques na decisão e tentar o voo final.
Ao Barcelona, cabe a reflexão. A eliminação de hoje não significa que tudo está errado e muito menos representa que a “Fórmula Barça” se esgotou. Grandes times da história também tiveram suas trajetórias vencedoras interrompidas e nem por isso foram menos especiais. Este não precisa ser o fim de um ciclo, mas é importante que diretoria catalã acredite nisso e mantenha Guardiola no cargo.
O futebol continua escrevendo suas linhas. E segue forte. Apaixonante.
Imagem: El País