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sábado, 19 de outubro de 2013

Top 10 – Mitos da imprensa esportiva

Dizem que uma mentira contada muitas vezes acaba se tornando verdade. E, logicamente, essa tese também vale para o futebol. Conheça dez histórias que se perpetuaram através dos tempos, mas que não passam grandes equívocos...
10 - As cores do Juventus-SP – Dizem que o grená e o branco do Moleque Travesso seriam derivados dos uniformes das duas agremiações de Turim, porém, era uma homenagem à Fiorentina, só que desbotou;
9 - Cartão amarelo após pênalti – Muitos comentaristas, após um pênalti, reclamam pelo cartão amarelo ao infrator. Mas não há isso na regra!
8 - As duas listras em vez de três na camisa de Cruyff – Não foi por ideologia, mas pelo contrato do mesmo com a rival da Adidas, a Puma.
7 - A lesão de Reinaldo em 1982 – Muitos lamentam a suposta lesão que tirou Reinaldo da Copa da Espanha, onde Serginho se mostrou incompatível com a leveza de Zico & Cia. Contudo, o ídolo atleticano pouco participou da reta final daquele ciclo. O desfalque, este sim por lesão, foi Careca;  
6 - O Caso Sandro Hiroshi – Boa parte da imprensa noticia que em 1999 o São Paulo foi penalizado por conta do "gato", mas a verdadeira razão foi o bloqueio do passe de Hiroshi;
5 - Os cinco camisas 10 de 1970 – É muito comum ouvirmos que a Seleção de 1970 tinha cinco camisas 10 entre os titulares, mas, na verdade, Gérson e Tostão usavam a camisa 8 em seus clubes. Sem falar que as características eram bem diferentes;
4 - A perna quebrada por Chicão – Muitos acreditam que o são-paulino Chicão foi o responsável pela dividida que resultou na perna fraturada de Ângelo do Atlético Mineiro na final do Brasileirão de 1977. Contudo, o jogador do São Paulo que provocou a lesão foi Neca;  
3 - A fila do Corinthians contra o Santos – Até hoje noticiada pelos veículos como 11 anos sem vencer o Santos de Pelé. Todavia, esses 11 anos eram apenas pelo Campeonato Paulista. Pelo Rio-São Paulo e em amistosos, o Timão venceu, sim, o Santos nesse período;
2 - O corte de Romário em 1998 – Não é difícil encontrar quem diga que Romário foi injustamente cortado da Seleção e que o Baixinho se recuperou da lesão muscular a tempo de jogar pelo menos da final daquele Mundial. É verdade que Romário atuou num amistoso entre Flamengo e Internacional durante da Copa da França, mas foi no sacrifício, só para mostrar que podia entrar em campo. Logo depois, o centroavante ficou cerca de dois meses de molho, desfalcando o rubro-negro;
1 - Final de 1950 – Brasil 1x2 Uruguai de 1950 não foi a final daquele Mundial porque, simplesmente, não houve final. O campeão Uruguai foi o vencedor do quadrangular decisivo numa partida em que o Brasil teria ficado com a Jules Rimet caso empatasse o jogo.
Colaborou Yuri Barros
E você, conhece algum mito de nossa imprensa esportiva? Escreva nos comentários!

domingo, 13 de maio de 2012

Top 10 – Coisas que me irritam na imprensa esportiva

Quem acompanha noticiários esportivos certamente já se deparou com algum texto ou declaração capaz de tirar do sério. Hoje, tudo parece válido para chamar a atenção do público, seja um comentário calculadamente polêmico ou uma nota puramente especulativa, o que importa é a audiência. Obviamente, existem as valorosas exceções de sempre, mas nesta lista não há lugar para elas.
Contudo, é importante deixar claro que este Top 10 não tem a pretensão de pautar a mídia futebolística, apenas mostrar as situações que mais incomodam este velho blogueiro...
10. Abusar das especulações – Todo torcedor gosta de saber em quais jogadores seu time está interessado. Porém, transformar interesse plantado por empresário em notícia séria serve apenas para iludir os fãs;
9. Desprezar a opinião de quem está em campo – Acho divertido quando um comentarista dá a entender que sabe mais sobre determinado time do que o técnico que acompanha a equipe todos os dias. Arrogância pouca é bobagem;
8. Ex-jogadores que não se preparam para comentar – Não tem mais jeito. Os ex-jogadores chegaram às transmissões esportivas para ficar. Nada contra quem vem trazer ao público a visão de quem já esteve lá, mas só isso não basta. É preciso estudar sobre o assunto. Conhecer jogadores, técnicos e esquemas táticos. Infelizmente, são raros os que se preparam;
7. Achismo – Hoje, sobra opinião e falta informação. Gosto de programas de debate, mas, muitas vezes, os participantes deixam de lado a informação para ponderar sobre aquilo que não tem certeza;
6. Alimentar crises – Clubes brasileiros, por natureza, adoram uma crise. Porém, lamentavelmente, parte de uma imprensa que deveria ser neutra adora colocar mais lenha na fogueira de vaidades do nosso futebol. Tudo isso, claro, para que sejam produzidas mais e mais notícias;
5. Tratar o público como idiota – Alguns veículos tratam seu público como uma verdadeira massa estúpida e acrítica. Dão a entender que as pessoas não conhecem jogadores, esquemas táticos e a história dos times. Todavia, com o acesso cada vez maior à informação, as pessoas querem ser intelectualmente desafiadas e não apenas ser massa de manobra;
4. Nacionalismo e estrangeirismo – Todo extremismo é ruim. O pachequismo exacerbado de alguns deixa turva qualquer análise em que jogadores e times brasileiros estejam envolvidos. Por outro lado, o eterno complexo de vira-lata de muitos faz com que só o que vem de fora (sobretudo da Europa) tem valor;  
3. Tratar o esporte como mero entretenimento – O futebol está impregnado na cultura dos povos. Durante sua existência, parou guerras, aliviou opressões, deu alegria e provocou dor. Tratá-lo como um simples entretenimento é algo superficial e até indigno diante de sua importância;   
2. Falta de educação para com o público – Não sou adepto da infeliz frase “sou eu quem paga o seu salário”. Também não defendo os trolls que infestam a internet. No entanto, é lamentável como alguns jornalistas tratam pessoas que se manifestam de forma meramente discordante ou contestatória. Parecem prima-donas cheias de não me toques. Curiosamente, esses mesmos adoram cobrar paciência e gentileza dos profissionais da bola;
1. Perseguição e opiniões maldosas – De todas é a pior. Quem ousa desafiar certos jornalistas, seja jogador, técnico ou dirigente se torna alvo de perseguições covardes. Por vezes, tal conduta se manifesta em tom de escárnio ou simplesmente discordância a qualquer movimento do objeto de caça. Um caso em que o microfone se torna uma arma.
E então, o que mais te incomoda na imprensa esportiva?
Imagens: Sportv e UOL.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Top 10 – Erros da cartolagem brasileira.

Caio Júnior é mais uma vítima dessa insanidade conhecida como futebol brasileiro. Demitido do Grêmio após oito partidas, parece óbvio que o técnico não teve tempo de mostrar o seu trabalho. E se alguém disser que esse tempo foi o suficiente para a diretoria gremista perceber que ele não era quem o clube buscava, trata-se então da confissão de incompetência dos cartolas gaúchos que não souberam contratar o profissional que necessitavam.
Infelizmente, essa é uma prática comum em nosso futebol. Decisões são tomadas e muito dinheiro é gasto sem que se saiba o porquê. Após essa triste constatação, selecionei aqueles que considero os dez principais equívocos da cartolagem brasileira. E, acredite, muita coisa ainda ficou de fora...
10 - Erros na montagem do elenco: Mau planejamento dos elencos é quase uma constante por aqui. O mais comum são os clubes que negociam jogadores no meio da temporada, não repõem à altura e terminam o ano sofrendo com isso;
9 - Contratar atleta com histórico de lesões ou de indisciplina: Outro erro básico. O jogador tem fama de “chinelinho”, apronta todas por onde passa e mesmo assim sempre tem um clube para lhe abrir as portas e, pior, pagar um alto salário;
8 - Negociar uma jovem promessa: Sempre com o pires na mão, os cartolas negociam jovens atletas antes que estes atinjam a maturidade. Não por acaso, são cada vez mais comuns os casos de jogadores brasileiros aparecendo diretamente no futebol europeu;
7 - Contratar um técnico que há tempos não faz um bom trabalho: Se você pensou em Vanderlei Luxemburgo, levante a mão. Mas ele não é o único. Muitos treinadores se sustentam por anos no mercado mesmo sem apresentar bons trabalhos durante anos;
6 - Atrasar salários: Esse é fatal. Atrasar os vencimentos da boleirada é pedir para ver o time afundar. E nem venha com a história de que jogador ganha muito e por isso pode ficar sem receber. Quem ganha muito, gasta muito. É uma lei da vida;
5 – Prometer algo aos jogadores e não cumprir: Acredite, isso é ainda pior do que os atrasos. Se o cartola reunir os jogadores e prometer que pagará dia X, é bom cumprir, caso contrário, perderá de vez a credibilidade com o grupo. Depois, é bom não reclamar se eles fingirem que estão jogando;
4 - Demitir um técnico que vem dando bons resultados: Essa é típica de dirigente que não tem a real dimensão do elenco que possui e não percebe que a posição normal do time é o meio da tabela. Basta uma sequência de maus resultados e todo o trabalho vai para o lixo;  
3 - Deixar dívidas para as administrações posteriores: Num primeiro momento, pode ser uma boa para a atual gestão, mas a longo prazo é péssimo para a instituição. Sem contar que essa mesma administração pode voltar no futuro e se deparar com a mesma poeira que varreu para debaixo do tapete;  
2 - Transformar o clube em “refém” de empresários e investidores: Equívoco cada vez mais comum. Muitos clubes não detêm os direitos de diversos atletas e acabam dependentes das decisões de investidores que, invariavelmente, têm interesses diferentes. Essa fórmula pode até funcionar no início, todavia, em algum momento as diferentes intenções vão se confrontar;   
1 - Desprezar a importância do torcedor: Não é clichê dizer que o torcedor é a razão da existência de um clube de futebol. No entanto, no Brasil, o torcedor é tratado sem o mínimo de respeito. Seja no valor dos ingressos, no preço dos materiais esportivos, na falta de condições razoáveis para frequentar o estádio ou no espaço exagerado dado às organizadas, nada é feito em prol do torcedor comum. Por sorte da cartolagem, ao contrário de qualquer outro ramo, os torcedores permanecem fiéis mesmo sem receber o tratamento que precisam e merecem.
E então? Deixei algum equívoco importante de fora? Colabore com este debate!     
Imagem: UOL

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Top 10.

Os dez fatos futebolísticos mais importantes de 2011.
Não foi tarefa simples listar o que de mais importante aconteceu neste ano. Como pesar a morte de um ícone em comparação com uma partida de futebol? E mais, como elencar situações a partir de uma ótica local sem deixar de lado o que aconteceu fora do Brasil? Tentando equilibrar essas questões, selecionei os episódios mais marcantes de 2011. O resultado você vê a seguir...
10º - A queda do River Plate: Mesmo com um regulamento que protege os grandes clubes argentinos, o River Plate não resistiu a seguidas campanhas ruins e acabou rebaixado à segunda divisão. O desespero da torcida é representado pelo vídeo abaixo, onde o agora folclórico Tano Pasman mostra toda a sua decepção com o time;
9º - O Uruguai vence a Copa América: Dando continuidade à boa apresentação na Copa do Mundo, a Celeste Olímpica chegou ao seu 15º título continental coroando o sólido trabalho do maestro Óscar Tabárez e a geração formada por Diego Forlán, Luiz Suárez e Diego Lugano;
8º - Vasco da Gama e Ricardo Gomes: O drama vivido pelo ex-zagueiro da Seleção Brasileira sensibilizou o País. Campeão da Copa do Brasil deste ano, Ricardo Gomes sofreu um AVC hemorrágico durante a partida entre Vasco e Flamengo pelo 1º turno do Brasileirão. Felizmente, o técnico se recuperou bem e viu de casa a belíssima campanha do time cruzmaltino, vice-campeão brasileiro e semifinalista da Copa Sul-Americana;
7º - Neymar: Não resta dúvida de este foi o ano de afirmação da joia santista. Destaque na conquista do Campeonato Paulista e da Copa Libertadores, titular da Seleção Brasileira e hit entre a molecada, o atacante ainda viu seu nome figurar entre os 23 jogadores que concorreram à Bola de Ouro da FIFA. De quebra, aceitou a proposta milionária do Santos para permanecer no clube até 2014 e também está entre os finalistas do Prêmio Puskas por essa obra de arte anotada contra o Flamengo;
6º - O ano do Barcelona: Se alguém ainda tinha dúvidas de que Barcelona é o melhor time do mundo, elas foram dirimidas em 2011. Campeão espanhol, europeu e mundial, o Barça mostrou que é perfeitamente possível dar espetáculo e ser competitivo. Destaque para Lionel Messi que deve receber pela terceira vez consecutiva o título de melhor jogador do mundo;
5º - Seleção Brasileira: Que o balanço geral da Seleção em 2011 não foi positivo, não se discute. Há um ano e meio no cargo, Mano Menezes ainda não mostrou a que veio. Resultados abaixo das expectativas, convocações controversas e discurso diferente da realidade são os exemplos mais cristalinos de que o seu trabalho ainda não engrenou;             
4º - Ricardo Teixeira: Antes intocável, o presidente da CBF e do COL da Copa viu seu império abalado após diversas denúncias de corrupção. Durante os últimos doze meses, Teixeira foi envolvido em suposto esquema de propina paga pela extinta ISL e está sendo investigado pelo Ministério Público pela compra de um avião cujo valor declarado seria de apenas um dólar;    
3º - A derrota do Santos em Yokohama: Que o Barcelona era favorito para a final do Mundial de Clubes, todos sabiam. O que não se esperava era o massacre por 4x0, fora o baile. A derrota repercutiu tanto que o debate acerca da formação de jogadores no País foi novamente reaberto;  
2º - Campeonato Brasileiro: O nível técnico do Brasileirão talvez não tenha sido tão alto, mas não faltou emoção. Com disputas acirradas no topo e na parte de baixo na tabela, o campeonato movimentou mídia e torcida como poucas vezes se viu. No fim, graças a sua regularidade, o Corinthians conquistou o quinto título nacional de sua história;  
1º - A morte de Sócrates: 2011 também foi marcado pela perda de uma das maiores personalidades do futebol brasileiro. Debilitado pelo alcoolismo, Sócrates nos deixou após a terceira internação neste ano. Craque dos gramados e da cidadania, o Doutor ficará para sempre na memória de todos aqueles que amam o futebol e a vida.  
E para você, quais foram os fatos mais marcantes de 2011?
Imagem: Revista Carta Capital

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Top 10.

Os 10 melhores comentaristas esportivos do Brasil.
Ao contrário do que disse Romário certa vez, comentar futebol é muito mais do que apenas falar sobre o que se vê. Para ser um bom comentarista é preciso, além de entender de futebol, estudar, se preparar e ainda oferecer informação, análise e uma visão de jogo isenta ao espectador.  Em outras palavras, está longe de ser um trabalho tão simples quanto o Baixinho pensa. 
De minha parte, também não é tarefa simples elaborar uma lista que, além do gosto pessoal, envolve profissionais de diversas mídias como TV aberta e fechada, rádio, imprensa escrita e internet. E, como perceberão a seguir, o Top 10 não se refere apenas a comentaristas brasileiros, mas àqueles que, independente da nacionalidade, militam no Brasil.
Assim, mais delongas, vamos aos escolhidos: 
10º - Lédio Carmona (Sportv e Jornal Extra): Melhor comentarista do Sportv, Lédio é crítico, ponderado e não se deixa levar pelo ufanismo de alguns companheiros. Grande conhecedor de futebol brasileiro e internacional;
9º - Washington Rodrigues (Rádio Tupi e Jornal Meia Hora): Veterano do rádio, Apolinho tem o feeling que acompanha os grandes profissionais. É do tipo de comentarista capaz de prever o que acontecerá numa partida;
8º - Leonardo Bertozzi (Canais ESPN): Jornalista da nova geração, Bertozzi está sempre bem informado e antenado a tudo o que rola no futebol brasileiro e internacional. Tem tudo para se tornar os dos grandes nomes do jornalismo esportivo brasileiro nos próximos anos;
7º - Mauro Cezar Pereira (Canais ESPN e Jornal Marca Brasil): Apesar de discordar de Mauro Cezar com alguma frequência, sobretudo no trato às pessoas que lhe dirigem a palavra, não resta dúvida de que o niteroiense é um dos melhores no que faz. Além disso, possui algo que considero uma virtude nos dias de hoje: Nunca perde a capacidade de se indignar;    
6º - Claudio Carsughi (Sportv, Rádio Jovem Pan): Mais do que experiente, cobriu a Copa de 1950 pelo Corriere dello Sport. Um dos comentaristas mais sóbrios do País, dificilmente se deixa levar pela emoção em suas observações. Deveria servir de modelo, sobretudo para os jornalistas mais antigos, mas, na verdade, Carsughi é uma exceção;
5º - Mauro Beting (Rádio e TV Bandeirantes, Esporte Interativo, Lance!): Sem dúvida, um dos jornalistas esportivos que mais conhecem de futebol no Brasil. Presente em diversas mídias, faz do bom humor sua marca registrada;
4º - Tostão (Folha de São Paulo, Estado de Minas, etc.): Único ex-jogador da lista, Tostão enxerga o futebol brasileiro e mundial como poucos. Não se limita apenas aos aspectos técnicos e táticos, abordando também o lado psicológico do esporte. Grande crítico da supervalorização dos treinadores e da pouca preocupação com a técnica no futebol. Tímido, é avesso a aparições públicas, preferindo presentear seu público com suas brilhantes colunas;  
3º - Paulo Calçade (Canais ESPN e Estadão): Paulo Calçade bem que poderia ser conhecido como Professor Calçade, devido aos ensinamentos que sempre oferece em seus comentários. Além de profundo conhecedor de tática e dos aspectos físicos do futebol, fez curso de arbitragem com o intuito de conhecer esse ofício e não apenas criticá-lo;
2º - Tim Vickery (BBC, World Soccer e Sports Illustrated): Correspondente da BBC na América do Sul, vive no Brasil desde 1994. Sua visão britânica possibilita uma análise mais comedida do futebol praticado deste lado do Atlântico. Grande crítico dos Estaduais e combatente do que ele chama de “Síndrome Maníaco-Depressiva” presente em torcedores e imprensa local;     
1º - Paulo Vinícius Coelho (Canais ESPN e Estadão): Sem dúvida, o melhor de todos. Não apenas pela memória absurda, mas pela maneira como vive o futebol. Grande analista, costuma perceber antes da maioria a ascensão e queda de grandes times. Se existe um gênio no jornalismo esportivo brasileiro, este atende pelas iniciais PVC.  
E aí, gostaram da lista? Quais são seus comentaristas preferidos?
Crédito da Imagem: ACEESP.

domingo, 2 de outubro de 2011

Top 10.

Os 10 maiores jogadores de todos os tempos.
Há alguns dias, Romário, ex-atacante e hoje deputado federal, polemizou declarar numa entrevista ao jornalista Jorge Kajuru que se considera o segundo melhor jogador da história, atrás apenas de Pelé. Como se sabe, modéstia nunca foi uma qualidade do Baixinho, mas suas palavras fizeram muita gente pensar sobre o assunto. E como este blogueiro é louco por esse tipo de debate, nada melhor do que elaborar a minha lista de maiores de todos os tempos.
Para tanto, resolvi estabelecer critérios de pontuação observando diferentes aspectos da carreira de um jogador profissional, mesmo sabendo que isso é algo quase impossível de se fazer, além de altamente subjetivo. Os cinco critérios escolhidos foram:
1º - Técnica, habilidade e poder de decisão: Trata-se do único critério com “peso 2” no processo. Afinal, é o mais importante de todos.
2º - Recordes, premiações e reconhecimento mundial: Este item engloba todo o status que o atleta ocupa no mundo futebolístico.
3º - Liderança e importância para a sua geração: Como liderança, também deve-se entender aquela considerada técnica e não apenas a capacidade de dar ordens.
4º - Conquistas e bons resultados por clubes: Os bons resultados também são importantes. Nem só de títulos vive um jogador.
5º - Conquistas e bons resultados pela seleção: Os bons resultados também são importantes. Nem só de títulos vive um jogador.
Importante dizer que a ordem dos critérios também define o desempate. Assim, uma maior pontuação no 1º critério se sobrepõe ao segundo e assim sucessivamente. Sem mais delongas, os 10 maiores são:  
10) Michel Platini
1º - Técnica, habilidade e poder de decisão (Peso 1): 9 x 2 = 18
2º - Recordes, premiações e reconhecimento mundial: 8
3º - Liderança e importância para a sua geração: 10
4º - Conquistas e bons resultados por clubes: 9
5º - Conquistas e bons resultados pela seleção: 6
Total: 51
9) Garrincha
1º - Técnica, habilidade e poder de decisão (Peso 1): 10 x 2 = 20
2º - Recordes, premiações e reconhecimento mundial: 8
3º - Liderança e importância para a sua geração: 9
4º - Conquistas e bons resultados por clubes: 5
5º - Conquistas e bons resultados pela seleção: 9
Total: 51
8) Romário
1º - Técnica, habilidade e poder de decisão (Peso 1): 10 x 2 = 20
2º - Recordes, premiações e reconhecimento mundial: 8
3º - Liderança e importância para a sua geração: 9
4º - Conquistas e bons resultados por clubes: 6
5º - Conquistas e bons resultados pela seleção: 8
Total: 51
7) Ferenc Puskas
1º - Técnica, habilidade e poder de decisão (Peso 1): 9 x 2 = 18
2º - Recordes, premiações e reconhecimento mundial: 8
3º - Liderança e importância para a sua geração: 10
4º - Conquistas e bons resultados por clubes: 10
5º - Conquistas e bons resultados pela seleção: 6
Total: 52
6) Johan Cruyff
1º - Técnica, habilidade e poder de decisão (Peso 1): 9 x 2 = 18
2º - Recordes, premiações e reconhecimento mundial: 9
3º - Liderança e importância para a sua geração: 10
4º - Conquistas e bons resultados por clubes: 10
5º - Conquistas e bons resultados pela seleção: 6
Total: 53
5) Franz Beckenbauer
1º - Técnica, habilidade e poder de decisão (Peso 1): 8 x 2 = 16
2º - Recordes, premiações e reconhecimento mundial: 9
3º - Liderança e importância para a sua geração: 10
4º - Conquistas e bons resultados por clubes: 10
5º - Conquistas e bons resultados pela seleção: 9
Total: 54
4) Ronaldo
1º - Técnica, habilidade e poder de decisão (Peso 1): 10 x 2 = 20
2º - Recordes, premiações e reconhecimento mundial: 9
3º - Liderança e importância para a sua geração: 9
4º - Conquistas e bons resultados por clubes: 7
5º - Conquistas e bons resultados pela seleção: 9
Total: 54
3) Zinedine Zidane
1º - Técnica, habilidade e poder de decisão (Peso 1): 10 x 2 = 20
2º - Recordes, premiações e reconhecimento mundial: 9
3º - Liderança e importância para a sua geração: 10
4º - Conquistas e bons resultados por clubes: 8
5º - Conquistas e bons resultados pela seleção: 9
Total: 56
2) Diego Maradona
1º - Técnica, habilidade e poder de decisão (Peso 1): 10 x 2 = 20
2º - Recordes, premiações e reconhecimento mundial: 10
3º - Liderança e importância para a sua geração: 10
4º - Conquistas e bons resultados por clubes: 7
5º - Conquistas e bons resultados pela seleção: 9
Total: 56
1) Pelé
1º - Técnica, habilidade e poder de decisão (Peso 1): 10 x 2 = 20
2º - Recordes, premiações e reconhecimento mundial: 10
3º - Liderança e importância para a sua geração: 9
4º - Conquistas e bons resultados por clubes: 10
5º - Conquistas e bons resultados pela seleção: 10
Total: 59
Como era de se esperar, o Rei ficou em primeiro. Maradona foi o segundo, mas empatado com Zidane. Por sua vez, o nada modesto Romário ficou com a sétima colocação. Também tiveram sua importância avaliada os seguintes jogadores: Gerd Muller (16, 8, 8, 10, 9, 51), Lionel Messi (20, 9, 7, 10, 4, 50), Marco van Basten (18, 8, 8, 10, 6, 50), Giuseppe Meazza (18, 7, 10, 6, 9, 50), Lothar Matthaus (16, 8, 9, 8, 9, 50), Alfredo Di Stéfano (20, 9, 7, 10, 3, 49), Eusébio (18, 8, 9, 8, 6, 49), Bobby Charlton (16, 8, 9, 8, 8, 49), Ronaldinho (18, 9, 6, 7, 8, 48),  Franco Baresi (14, 8, 8, 10, 8, 48), Roberto Carlos (14, 8, 7, 10, 9, 48), Roberto Baggio (18, 8, 8, 7, 6, 47), Zico (18, 7, 9, 9, 4, 47), Paolo Maldini (14, 8, 8, 10, 6, 46), Rivaldo (16, 8, 6, 8, 9, 45), Cristiano Ronaldo (18, 8, 6, 9, 3, 44), Kaká (16, 8, 7, 7, 6, 44).  
E você, arrisca listar seu Top 10?

sábado, 6 de agosto de 2011

Top 10.

Os 10 melhores jogos que eu vi.
Ainda com as lembranças do épico Santos e Flamengo pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro na memória, trata-se de um bom momento para apontar os dez melhores jogos que eu já assisti. No entanto, não listo aqui necessariamente as partidas mais importantes, nem as que tiveram os placares mais elásticos, mas aquelas que produziram grandes e diferentes emoções neste velho coração de louco por futebol.
Confira a lista seguir e clique nos placares para ver os melhores momentos. Acredite, vale a pena...  
10 – Barcelona 3x1 Chelsea (5x1 na prorrogação), quartas-de-final da UEFA Champions League 1999/2000. O Barça de Rivaldo contra os Blues ainda na era pré-Abramovich. Em Londres, 3x1 para os londrinos. No jogo de volta, um show dos catalães e a classificação na prorrogação;
9 – Internazionale 3x2 Sampdoria, 18ª rodada da Serie A 2004/5. A Samp vencia por 2x0 até os 42 do 2º tempo quando Martins descontou para os Nerazzurri. O que se viu a seguir foi uma virada incrível e a desconfiança dos meus vizinhos de que havia um louco morando no prédio;
8 – São Paulo 2x2 Flamengo (5x3 nos pênaltis), final da Supercopa da Libertadores 1993. O lendário São Paulo de Telê numa decisão surpreendentemente franca, com inúmeras chances para os dois lados. A derrota dos cariocas nos pênaltis marcou a saída de Marcelinho da Gávea; 
7 – Internazionale 4x3 Milan, 9ª rodada da Serie A 2006/7. A Inter chegou a abrir 4x1 quando Materazzi foi expulso. Mais um cartão vermelho depois e os interistas se viram com nove contra onze defendendo com unhas e dentes a vantagem. Resultado importantíssimo para a campanha que culminou no 15º scudetto;  
6 – Santos 4x5 Flamengo, 12ª rodada do Brasileirão 2011. Na Vila Belmiro, quase uma viagem no tempo. Santos e Flamengo fizeram a melhor partida de Campeonato Brasileiro que eu já vi. Teve de tudo: Gol de placa, pênalti perdido, atuações de gala e uma improvável virada num placar que chegou a apontar 3x0 para o Peixe;   
5 – Real Madrid 2x1 Bayer Leverkusen, final da UEFA Champions League 2001/2. Uma partida que ficará marcada para sempre pelo gol de voleio anotado pelo genial Zinedine Zidane;   
4 – Brasil 2x0 Uruguai, 1993, Eliminatórias para o Mundial de 94. A maior atuação individual de um jogador com a camisa da Seleção Brasileira que eu tenho lembrança. Naquele dia, Romário só faltou fazer chover no Maracanã. Ali, formou-se a convicção de que o Baixinho era o homem certo para conduzir o Brasil ao tetra;
3 – Brasil 3x2 Holanda, quartas-de-final da Copa do Mundo de 1994. No melhor jogo do Mundial dos Estados Unidos, finalmente o Brasil dava mostras de que o título era um sonho quase palpável. No placar, gols de Romário, Bebeto e Branco, numa cobrança de falta magistral;
2 – Manchester United 2x1 Bayern de Munique, final da UEFA Champions League 1998/9. Talvez muitos não saibam, mas os bávaros foram melhores em quase todo o jogo. Porém, mesmo desfalcados de Roy Keane e Paul Scholes, os Red Devils acreditaram até o fim e foram premiados com dois gols nos descontos. Destaque para a expressão perplexa do craque alemão Lothar Matthaus no banco de reservas;
1 – Liverpool 3x3 Milan, final da UEFA Champions League 2004/5. Nunca vi nada parecido. Ao final do primeiro tempo, o Milan vencia por 3x0 e não havia nada que indicasse que um Liverpool entregue voltaria melhor para a segunda etapa. Não se sabe se foram os gritos de comemoração dos milanistas no vestiário ou a bronca do técnico Rafa Benítez ou mesmo a presença de uma torcida que nunca deixou os jogadores caminharem sozinhos, mas os Reds realizaram aquele que considero o maior feito da história da Liga dos Campeões. E isso basta.

E você, poderia dizer quais foram suas partidas inesquecíveis? 

segunda-feira, 7 de março de 2011

Top 10.

Infelizmente, restam na internet brasileira poucos espaços onde ainda é possível debater sobre futebol internacional sem sofrer agressões de toda ordem por pessoas que não são capazes de respeitar aqueles que pensam de maneira diferente.
Generalizando um pouco, é possível separar essas pessoas em dois grupos: Os brasileirinhos, ufanistas incapazes de enxergar qualidade em quem não é brasileiro, e os estrangeirinhos ou “pseudos”, corrente que surgiu para combater os pachecos, mas que acabou se transformando no outro extremo do pensamento.
Para identificá-los melhor, decidi dividir o Top 10 em dois e explicar em tópicos o comportamento de cada segmento...
Cinco dicas para se identificar um “brasileirinho”.
1 – Um brasileiro nunca pode fracassar na Europa por sua própria culpa. Será sempre por causa do técnico “que não gosta de brasileiros”, “saudade do feijão”, do frio, etc.;
2 – No melhor estilo Galvão Bueno, defende que, em Copas, o Brasil só perde para ele mesmo, independente se do outro lado estava uma grande seleção;
3 – Um brasileiro nunca deve se adaptar ao esquema de jogo do seu time, o time é que precisa se preparar para aproveitar melhor o talento brazuca;  
4 – O Brasileirão é o campeonato mais difícil do mundo, o mais disputado e equilibrado. Afinal, temos mais de uma dezena de times grandes e é daqui que saem os melhores jogadores do mundo;
5 – Europeus são, por natureza, pernas-de-pau e cintura-dura. Se em último caso o gringo for habilidoso, é porque parece brasileiro.  
Cinco dicas para se identificar um “estrangeirinho”.
1 – Se um brasileiro fracassar na Europa será sempre por sua própria incompetência. Se um europeu fracassar noutro país (como Bergkamp na Inter e Hagi no Real Madrid e Barcelona) a razão sempre será outra;
2 – Robinho é o alvo preferido. O fato de nunca ter se confirmado craque é festejado como um troféu;
3 – Apesar dos cinco títulos mundiais e do grande número de craques que produziu, a Seleção Brasileira será frequentemente redimensionada, sendo, no máximo, no mesmo nível das outras grandes;
4 – A torcida por outros selecionados é outro sintoma. Não precisa haver identificação por ser descendente ou algo assim. Porém, se essa seleção perde em alguma competição não há tristeza. O negócio é torcer contra o Brasil;
5 – O futebol brasileiro não pode ser melhor em nenhum aspecto. Vibração da torcida, medicina esportiva, prazer em jogar pela Seleção, nada disso é levado em conta. Até a arbitragem inglesa que permite entradas criminosas é celebrada. “Deixa o jogo correr”, dizem.
E então, leitor, conhece muitos torcedores que se encaixam nas descrições acima?
Crédito da imagem: UEFA

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Top 10.

Dez perguntas para o futebol brasileiro em 2011.
Mais uma temporada de nosso futebol se inicia e com ela as infindáveis interrogações de sempre. Já que não é possível colocar todas neste espaço, separei as dez que julgo mais relevantes. Confira abaixo e sinta-se convidado a respondê-las...
10ª – Como será o último ano de Ronaldo no futebol? O Fenômeno já garantiu que encerra a carreira neste ano. Haverá fôlego para um último ato digno de sua história?
[Atualização: Fontes ligadas ao jogador dão conta de que ele pode encerrar a carreira nesta segunda-feira.]
9ª – Que Vasco veremos neste ano? Após um início preocupante, o Vasco já apresentou melhoras. Mas será o suficiente para impedir um trágico segundo rebaixamento?
8ª – Após a maior decepção de sua história, o Internacional conseguirá reagir? Depois da amarga derrota para o Mazembe, o Colorado precisa exorcizar seus fantasmas e buscar o tricampeonato continental e mais um título brasileiro.
7ª – O que esperar dos grandes nomes repatriados? Ronaldinho, Rivaldo, Liédson, Elano e outros voltaram ao Brasil para mostrar que ainda têm lenha para queimar. Em quem você aposta?
6ª – Depois de seguidos fracassos, o Corinthians vai se reerguer em 2011? Em seu turbulento centenário, o Timão foi eliminado da Libertadores por um desarrumado Flamengo e ainda deixou o título brasileiro escapar. Para piorar, só neste início de ano, foi eliminado na fase preliminar da competição continental, entrou em guerra com sua torcida e ainda viu o lateral Roberto Carlos deixar o clube pela porta dos fundos.  
5ª – O Santos encantará novamente? Com Elano, Ganso e Neymar, o alvinegro praiano pode reeditar o timaço que encantou o Brasil em 2010. No entanto, será difícil resistir ao assédio europeu na próxima janela de transferências.
4ª – A Copa Libertadores terá novamente um campeão brasileiro? Com Internacional, Cruzeiro, Santos, Fluminense e Grêmio, o futebol brasileiro estará bem representado nos gramados sul-americanos. Vem mais um título por aí?   
3ª – Os atrasos nas obras para a Copa 2014 vão continuar? Até o momento, quase tudo o que se lê sobre a Copa se refere a aumento de gastos e atrasos nas obras. Alguns estádios mal saíram do papel. Em 2011 a tônica também será essa?
2ª – O Rio de Janeiro conseguirá estabelecer uma hegemonia? Flamengo em 2009 e Fluminense em 2010 interromperam uma sequência de cinco títulos consecutivos do futebol paulista. Estará surgindo uma nova hegemonia no futebol brasileiro?
1ª – Mano Menezes se mostrará um técnico à altura da Seleção Brasileira? Após um início promissor, a Seleção Brasileira sofreu duas derrotas seguidas para Argentina e França. E no meio do ano tem Copa América justamente na casa dos hermanos. Mano Menezes será capaz de ultrapassar essa barreira?
Crédito da Imagem: Luiz Fernando/FolhaPress

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Top 10

As dez maiores mentiras do futebol brasileiro.
10º - Reinaldo jogou mais do que Ronaldo. Esta é mais comentada aqui em Minas, mas até o “canhotinha” Gérson já disse que Ronaldo não engraxaria as chuteiras de treino de Reinaldo. Tenho certeza que o ídolo atleticano jogou muita bola, mas dizer que um atacante que nunca se firmou na Seleção - mesmo sem ter tido uma concorrência fora de série - foi muito mais jogador do que o maior artilheiro das Copas é, no mínimo, forçar a barra;
9º - Quem “fez” o Pelé foi Garrincha.  Clichê muito repetido pelos mais velhos. Era uma forma de dizer que o ponta botafoguense foi melhor que o Rei. Sei que ambos nunca perderam uma partida atuando juntos pela Seleção, mas ainda não consegui entender a influência do ponta nos mais de mil gols de Pelé pelo Santos;
8º - Zagallo é apenas um sortudo. Além de não ser verdade, essa é uma afirmação injusta. O Velho Lobo tem um dos melhores aproveitamentos entre todos os técnicos que já passaram pela Seleção (79,1%) e, ao contrário do que muitos pensam, promoveu alterações consideráveis no time de João Saldanha antes de conquistar a Copa de 1970;
7º - O Brasil deixou de produzir bons meias. Particularmente, acredito que o pior já passou. No início dos anos 1990, os nomes se resumiam a Raí, Silas e Valdo. Hoje, temos Kaká, Paulo Henrique Ganso, Hernanes, Alex (Spartak), Diego, Bruno César e outros. Boas opções para a camisa 10;
6º - “Time tal é o Brasil na Libertadores!” Fico imaginando um palmeirense torcendo para o Corinthians conquistar uma Libertadores. Isso não existe. Em geral, o que os torcedores mais querem é ver seus rivais derrotados. No fundo, a expressão não passa de tentativa de chamar a audiência;
5º - O Brasil só é derrotado em Copas quando joga mal. É por acreditar nisso que muitas pessoas não conseguem entender as derrotas do Brasil em Copas e são capazes de chamar um vice-campeonato de fracasso. Nenhum país revela tantos jogadores quanto o Brasil, mas isso não significa que seu selecionado é imbatível. Historicamente, em diversos momentos, outras seleções foram melhores e venceram de maneira justa;
4º - A derrota do Brasil em 1982 matou o futebol arte. Não matou, mas aplicou uma lição ao mostrar que no futebol moderno até mesmo um time de craques precisa marcar se quiser vencer. Infelizmente, muitos técnicos brasileiros não entenderam o recado e até hoje estão apegados a conceitos defensivos e descompromissados com a qualidade do jogo;
3º - O futebol do passado é muito melhor do que o de hoje. Não é o que os tapes de antigos jogos mostram. Acontece que a velocidade do jogo mudou e tudo ficou mais intenso. Diante dessa mudança, muitos preferem o futebol mais cadenciado do passado. Mas isso é muito mais uma questão de preferência do que de qualidade;
2º - O Campeonato Brasileiro é o mais difícil do mundo. Pode ser o mais disputado, dado o nível parelho das melhores equipes brasileiras, mas não é o mais difícil quando comparado com as melhores ligas europeias. E o que pode ser difícil para o Fluminense pode não ser para o Barcelona ou para o Manchester United;
1º - A Copa de 1998 foi vendida aos franceses. De todas, acho essa a pior. Além de ser uma acusação leviana, desafia até mesmo a lógica. Fico imaginando executivos de Nike/CBF e Adidas/FFF negociando a venda do título e depois subornando os 22 ricos jogadores brasileiros além da comissão técnica que, entre outros, tinha o correto Zico. E, se era uma partida entregue, por que não despistaram e levaram aquele vareio? Não poderia ser apenas um a zero para não atrair suspeitas?
É cada uma...