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domingo, 1 de junho de 2014

Sete jogos para a história

O genial Diego Maradona costuma dizer que antes da Copa de 1986 não estava entre os mais cotados para ser o melhor daquele Mundial. Segundo o argentino, Michel Platini, Zico e outros estavam acima dele na preferência geral. Naquele período, Maradona buscava reerguer sua carreira no Napoli após uma desgastante passagem pelo Barcelona. O restante desta história, todos conhecem.
Neymar não fez uma boa temporada pelo Barça. O próprio time catalão não foi bem neste certame, é justo dizer. Mesmo assim, o atacante brasileiro ficou devendo, até pelos valores que envolveram sua contratação junto ao Santos. Vale lembrar as lesões sofridas durante sua nova jornada na Espanha, mas certamente se esperava mais dele.
Confortável na condição de principal nome da Seleção Brasileira, Neymar vem sendo um dos destaques nos treinamentos da equipe de Scolari. Com mais liberdade para se movimentar em comparação com seu posicionamento no Barça, o camisa 10 tem conseguido realizar boas jogadas e marcar gols de rara categoria. Dentro das variações previstas pelo técnico, Neymar pode deixar a ponta esquerda e se posicionar atrás de Fred, como um autêntico ponta-de-lança, fazendo jus ao número que carrega e com a possibilidade de jogar de frente para o gol.
Em termos de desgaste físico, o jogador também não tem do que se queixar. Além dos períodos em que esteve entregue ao departamento médico do Barcelona, foi substituído ou saiu do banco de reservas em diversas ocasiões. E com o esmero de Paulo Paixão na preparação física, é praticamente certo que gás não lhe faltará. Em contrapartida, seus principais rivais pelo trono, Messi e Cristiano Ronaldo, devem chegar ao Brasil longe de suas melhores formas.
Obviamente, Neymar não é Maradona. Não se espera que ele, aos 22 anos, carregue um selecionado nas costas como El Pibe fez em seu auge. Todavia, não restam dúvidas de que se trata de um jogador precioso e que tem um horizonte propício para realizar uma excelente Copa, quem sabe até com o título. Caso isso aconteça, poucos se lembrarão da temporada apagada na Europa quando estiverem votando no melhor do mundo em 2014.     
Coluna escrita originalmente para o site Doentespor Futebol.
Imagem: Jefferson Bernardes/VIPCOMM

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O que falta para Messi?

Como era esperado, Lionel Messi foi eleito o melhor jogador do mundo pela terceira vez. Todavia, nessa trajetória, o que mais impressiona é como Messi passa a nítida impressão de que sua história no futebol está longe de chegar ao fim. Aos 24 anos e atuando numa equipe dos sonhos, o camisa 10 do Barcelona tem tudo para continuar conquistando títulos individuais e coletivos por muitos anos. Algo que, sem dúvida, o colocará entre os maiores nomes desse esporte.
Isso significa que não falta nada para ele, certo? Errado. Messi é um fora-de-série e nada vai tirar isso dele. Todavia, para que seja comparado a gigantes como Pelé e Maradona, falta uma grande participação em Copas do Mundo com a camisa da Argentina. Opinião também compartilhada pelo presidente da UEFA e ex-craque da França, Michel Platini.  
Nem é necessário ser campeão, pois isso depende do seu selecionado. Porém, atuar bem, depende quase que exclusivamente de seu talento. Conduzir uma seleção, ser seu eixo-mestre em busca do mais alto prêmio é tarefa para poucos. Fazer isso pelo Barcelona - que por ser fortíssimo e entrosado lhe dá CNTP - é algo muito relevante, óbvio, mas ser o elo de uma equipe nacional que só se encontra poucas vezes por ano é algo que só os especiais conseguem realizar. Em 2014, o craque terá mais uma chance de provar isso. Se ele conseguirá realizar esse feito, só o tempo vai dizer.
Imagem: AFP

domingo, 2 de outubro de 2011

Top 10.

Os 10 maiores jogadores de todos os tempos.
Há alguns dias, Romário, ex-atacante e hoje deputado federal, polemizou declarar numa entrevista ao jornalista Jorge Kajuru que se considera o segundo melhor jogador da história, atrás apenas de Pelé. Como se sabe, modéstia nunca foi uma qualidade do Baixinho, mas suas palavras fizeram muita gente pensar sobre o assunto. E como este blogueiro é louco por esse tipo de debate, nada melhor do que elaborar a minha lista de maiores de todos os tempos.
Para tanto, resolvi estabelecer critérios de pontuação observando diferentes aspectos da carreira de um jogador profissional, mesmo sabendo que isso é algo quase impossível de se fazer, além de altamente subjetivo. Os cinco critérios escolhidos foram:
1º - Técnica, habilidade e poder de decisão: Trata-se do único critério com “peso 2” no processo. Afinal, é o mais importante de todos.
2º - Recordes, premiações e reconhecimento mundial: Este item engloba todo o status que o atleta ocupa no mundo futebolístico.
3º - Liderança e importância para a sua geração: Como liderança, também deve-se entender aquela considerada técnica e não apenas a capacidade de dar ordens.
4º - Conquistas e bons resultados por clubes: Os bons resultados também são importantes. Nem só de títulos vive um jogador.
5º - Conquistas e bons resultados pela seleção: Os bons resultados também são importantes. Nem só de títulos vive um jogador.
Importante dizer que a ordem dos critérios também define o desempate. Assim, uma maior pontuação no 1º critério se sobrepõe ao segundo e assim sucessivamente. Sem mais delongas, os 10 maiores são:  
10) Michel Platini
1º - Técnica, habilidade e poder de decisão (Peso 1): 9 x 2 = 18
2º - Recordes, premiações e reconhecimento mundial: 8
3º - Liderança e importância para a sua geração: 10
4º - Conquistas e bons resultados por clubes: 9
5º - Conquistas e bons resultados pela seleção: 6
Total: 51
9) Garrincha
1º - Técnica, habilidade e poder de decisão (Peso 1): 10 x 2 = 20
2º - Recordes, premiações e reconhecimento mundial: 8
3º - Liderança e importância para a sua geração: 9
4º - Conquistas e bons resultados por clubes: 5
5º - Conquistas e bons resultados pela seleção: 9
Total: 51
8) Romário
1º - Técnica, habilidade e poder de decisão (Peso 1): 10 x 2 = 20
2º - Recordes, premiações e reconhecimento mundial: 8
3º - Liderança e importância para a sua geração: 9
4º - Conquistas e bons resultados por clubes: 6
5º - Conquistas e bons resultados pela seleção: 8
Total: 51
7) Ferenc Puskas
1º - Técnica, habilidade e poder de decisão (Peso 1): 9 x 2 = 18
2º - Recordes, premiações e reconhecimento mundial: 8
3º - Liderança e importância para a sua geração: 10
4º - Conquistas e bons resultados por clubes: 10
5º - Conquistas e bons resultados pela seleção: 6
Total: 52
6) Johan Cruyff
1º - Técnica, habilidade e poder de decisão (Peso 1): 9 x 2 = 18
2º - Recordes, premiações e reconhecimento mundial: 9
3º - Liderança e importância para a sua geração: 10
4º - Conquistas e bons resultados por clubes: 10
5º - Conquistas e bons resultados pela seleção: 6
Total: 53
5) Franz Beckenbauer
1º - Técnica, habilidade e poder de decisão (Peso 1): 8 x 2 = 16
2º - Recordes, premiações e reconhecimento mundial: 9
3º - Liderança e importância para a sua geração: 10
4º - Conquistas e bons resultados por clubes: 10
5º - Conquistas e bons resultados pela seleção: 9
Total: 54
4) Ronaldo
1º - Técnica, habilidade e poder de decisão (Peso 1): 10 x 2 = 20
2º - Recordes, premiações e reconhecimento mundial: 9
3º - Liderança e importância para a sua geração: 9
4º - Conquistas e bons resultados por clubes: 7
5º - Conquistas e bons resultados pela seleção: 9
Total: 54
3) Zinedine Zidane
1º - Técnica, habilidade e poder de decisão (Peso 1): 10 x 2 = 20
2º - Recordes, premiações e reconhecimento mundial: 9
3º - Liderança e importância para a sua geração: 10
4º - Conquistas e bons resultados por clubes: 8
5º - Conquistas e bons resultados pela seleção: 9
Total: 56
2) Diego Maradona
1º - Técnica, habilidade e poder de decisão (Peso 1): 10 x 2 = 20
2º - Recordes, premiações e reconhecimento mundial: 10
3º - Liderança e importância para a sua geração: 10
4º - Conquistas e bons resultados por clubes: 7
5º - Conquistas e bons resultados pela seleção: 9
Total: 56
1) Pelé
1º - Técnica, habilidade e poder de decisão (Peso 1): 10 x 2 = 20
2º - Recordes, premiações e reconhecimento mundial: 10
3º - Liderança e importância para a sua geração: 9
4º - Conquistas e bons resultados por clubes: 10
5º - Conquistas e bons resultados pela seleção: 10
Total: 59
Como era de se esperar, o Rei ficou em primeiro. Maradona foi o segundo, mas empatado com Zidane. Por sua vez, o nada modesto Romário ficou com a sétima colocação. Também tiveram sua importância avaliada os seguintes jogadores: Gerd Muller (16, 8, 8, 10, 9, 51), Lionel Messi (20, 9, 7, 10, 4, 50), Marco van Basten (18, 8, 8, 10, 6, 50), Giuseppe Meazza (18, 7, 10, 6, 9, 50), Lothar Matthaus (16, 8, 9, 8, 9, 50), Alfredo Di Stéfano (20, 9, 7, 10, 3, 49), Eusébio (18, 8, 9, 8, 6, 49), Bobby Charlton (16, 8, 9, 8, 8, 49), Ronaldinho (18, 9, 6, 7, 8, 48),  Franco Baresi (14, 8, 8, 10, 8, 48), Roberto Carlos (14, 8, 7, 10, 9, 48), Roberto Baggio (18, 8, 8, 7, 6, 47), Zico (18, 7, 9, 9, 4, 47), Paolo Maldini (14, 8, 8, 10, 6, 46), Rivaldo (16, 8, 6, 8, 9, 45), Cristiano Ronaldo (18, 8, 6, 9, 3, 44), Kaká (16, 8, 7, 7, 6, 44).  
E você, arrisca listar seu Top 10?

sábado, 10 de setembro de 2011

Vaidade, meu pecado favorito.

O título do post é uma referência à frase do personagem John Milton que encerra o ótimo filme “O Advogado do Diabo”. Na trama, Milton, interpretado por Al Pacino, era ninguém menos que o Diabo e tentava a todo custo trazer seu filho – Keanu Reeves vivendo um jovem e brilhante advogado – para o seu lado. No entanto, o comentário bem poderia ilustrar a eterna rivalidade entre Pelé e Maradona.
Rivalidade que ganhou um novo capítulo nesta semana quando Messi, em entrevista à revista ESPN, elegeu o compatriota como o número 1 da história e, de quebra, disse que não viu Pelé jogar e que isso não lhe faz falta. Como não poderia deixar de ser, El Pibe reagiu de forma irônica ao comentário de seu ex-comandado: “Os vídeos de Pelé vão ser vistos em preto e branco, e ele vai ficar aborrecido. Dizer que a luta para ser o melhor está entre Messi e Maradona é forte. O moreno ficará irritado e vai arrumar confusão”. Desnecessário dizer que a resposta do Rei, virá daqui a pouco.
O curioso dessa história é que, por ter nascido em 1997, o jovem craque praticamente não viu Maradona jogando a não ser por vídeos que não têm a mesma imagem definida em comparação com as atuais. Em outras palavras, a opinião dele sobre o assunto não vale mais do que a de qualquer outro garoto que acha que o mundo começou em 1980.  
Bem, como nasci em 1976, também não vi Pelé jogar. Tudo o que sei sobre a lenda brasileira se resume a DVDs e vídeos com seus grandes momentos, além de todo o material que já li sobre ele. Para mim, o que tornava o Rei tão especial era a absurda combinação de predicados físicos e uma habilidade natural lapidada a custo de muito treinamento, somada a números coletivos e individuais incomparáveis. Para se ter uma ideia, basta dizer que Pelé marcou mais gols com sua canhota (que não era a boa) do que Maradona em toda sua carreira.
No mundo ideal, Pelé e Maradona poderiam ser amigos, ou pleno menos se respeitar, reconhecendo que cada um teve seu mérito. Infelizmente, a rivalidade entre eles continuará e a pergunta sobre quem foi melhor também viverá para sempre. Particularmente, não posso responder como certeza a essa questão, mas posso dizer que não ter visto Pelé jogar me faz uma tremenda falta.
Imagens: Revista ESPN e AFP

sábado, 21 de maio de 2011

Contagem Regressiva: Maio de 2011

Para um fanático por futebol, Copa do Mundo é muito mais do que um evento esportivo. É um período para se tirar férias do trabalho e só sair de casa para tratar de assuntos estritamente necessários. São semanas mágicas, onde um jogador consegue deixar o mundo mortal para fazer parte do panteão dos Deuses da Bola e, de quebra, transformar um país inteiro numa grande festa. É uma época para se rir, chorar, se emocionar. Enfim, é um momento que será guardado para sempre em nossos corações...
Os ausentes.
Na última quinta-feira, Mano Menezes, técnico da Seleção Brasileira, convocou 28 jogadores que participarão dos amistosos diante de Holanda (4 de junho em Goiânia) e Romênia (7 de junho em São Paulo). Esta última partida também marcará a despedida do atacante Ronaldo da Seleção. Confira e lista:
Goleiros: Fábio (Cruzeiro), Jefferson (Botafogo) Júlio César (Internazionale) e Victor (Grêmio);
Zagueiros: David Luiz (Chelsea), Lúcio (Internazionale), Luisão (Benfica) e Thiago Silva (Milan);
Laterais: Adriano (Barcelona), André Santos (Fenerbahçe), Daniel Alves (Barcelona) e Maicon (Internazionale);
Volantes: Elias (Atlético de Madrid), Henrique (Cruzeiro), Lucas Leiva (Liverpool), Ramires (Chelsea), Sandro (Tottenham);  
Meias: Anderson (Manchester United), Elano (Santos), Jadson (Shakhtar Donetsk) Lucas (São Paulo) e Thiago Neves (Flamengo);
Atacantes: Alexandre Pato (Milan), Fred (Fluminense), Leandro Damião (Internacional), Neymar (Santos), Nilmar (Villarreal) e Robinho (Milan);
Desta lista sairão os 23 convocados para a Copa América. No entanto, o meia santista Paulo Henrique Ganso também poderá fazer parte do grupo caso se recupere a tempo da lesão muscular que o afasta dos gramados por cerca de 40 dias.
Curiosamente, a lista foi mais comentada pelos ausentes do que pelos presentes. Marcelo, Hernanes, Kaká e Hulk foram os nomes mais lembrados. A começar pelo lateral do Real Madrid, que apesar da grande fase que atravessa, parece não fazer parte dos planos de Mano Menezes após o episódio em que rebateu os comentários do técnico brasileiro.
Expulso ainda no primeiro tempo do amistoso contra a França, o meia Hernanes da Lazio também não figurou na lista. Difícil afirmar, mas o nervosismo e a insônia declarados pelo jogador antes da partida contra os Bleus podem ter significado o aparecimento de uma pulga atrás da orelha de Mano. Afinal, se Hernanes sente tanto um simples amistoso o que sentiria numa competição de verdade?
Por sua vez, Kaká teve sua ausência explicada pelo treinador. Segundo Mano Menezes, o meia do Real Madrid disse que ainda necessita de alguns cuidados a mais para que possa retornar aos gramados em sua melhor forma. Deste modo, um possível retorno à camisa amarela só acontecerá na próxima temporada.
Por último, Hulk é outro que aguardará uma oportunidade após a Copa América. Campeão da Liga Europa e artilheiro da Liga Sagres pelo Porto, o atacante, que atua mais pelos lados do campo, perdeu espaço com o surgimento do jovem Lucas e da boa fase atravessada por nomes como Robinho, Nilmar e Neymar.     
Os rivais.    
A polêmica da vez na Argentina é a possível não convocação de Carlos Tévez pelo técnico Sergio Batista. Como justificativa para a ausência, Batista declarou que o atacante do Manchester City disputa posição com Lionel Messi e Gonzalo Higuaín. Porém, o que se diz na Argentina é que Tévez e Batista se desentenderam após a ausência do jogador do amistoso contra o Brasil. Na ocasião, El Apache ficou de fora por lesão, mas atuou pelos Citizens poucos dias depois.
Sempre polêmico, Maradona saiu em defesa do ex-comandado, dizendo que o atual treinador a seleção albiceleste só pode estar bêbado ou drogado ao ignorar  Tévez. Uma piada pronta vindo de El Pibe ainda mais quando lembramos que o próprio não convocou Javier Zanetti e Esteban Cambiasso, ambos em grande forma, para a Copa de 2010. De qualquer forma, qualquer um que acompanhou a temporada de Tévez sabe que há poucos argumentos para Batista não levá-lo.
De olho na Copa.  
A FIFA e o Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014 definiram as cinco sedes da Copa das Confederações que será disputada em 2013 no Brasil. São elas: Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Salvador.
Como era de se esperar devido ao atraso das obras do “Fielzão”, São Paulo não apresentará seu estádio a tempo para servir como sede do evento. Não por acaso, muitos temem que a nova arena do Corinthians não fique pronta até o Mundial.
Em linhas gerais, podemos classificar o andamento das obras nas sedes da seguinte forma:
Dentro do previsto: Belo Horizonte, Brasília;
Apresentando atrasos: Cuiabá, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e Salvador;
Situação preocupante: Curitiba, Manaus, Natal e São Paulo.    
Créditos das imagens: Marca e Olé.