Mostrando postagens com marcador UEFA Champions League. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador UEFA Champions League. Mostrar todas as postagens

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Saudade, palavra triste


Nesta semana, o ex-jogador Roberto Rivellino voltou à cena paracriticar a atual geração brasileira. Para o campeão mundial em 1970, o momento do futebol brasileiro é péssimo em termos de qualidade e só Neymar se destaca. Indo além, Rivellino criticou a presença do atacante Hulk na equipe, atleta que, para ele, só atua na Seleção Brasileira por questões táticas. Completando seu raciocínio, menciona a ausência de grandes centroavantes e afirma que a qualidade do time comandado por Luiz Felipe Scolari está na defesa e não no ataque.
A exceção da dificuldade de se encontrar boas opções para a camisa 9 do Brasil, posição onde nem o titular Fred é unanimidade, não é possível concordar com a opinião do antigo meia. Não quando se acompanha com atenção o que se passa fora do Brasil. Citado nominalmente, Hulk é um bom exemplo. Desde os tempos de Porto, o paraibano se mostra um atacante moderno, capaz de marcar gols fantásticos e, ao mesmo tempo, auxiliar defensivamente. Para Hulk, a velha desculpa do “se eu marcar não tenho força para chegar à frente” nunca foi válida. A única explicação para a implicância sofrida pelo jogador do Zenit é quando ela parte de alguém que só o vê em esporádicas aparições pela Seleção. Provavelmente, caso de Rivellino.
Outra observação curiosa do ex-craque diz respeito à carência de centroavantes. A lendária Seleção de 1970 também sofria dessa carência e viu Zagallo solucioná-la adiantando o meia-atacante Tostão. Uma equipe que contava com outros improvisos como o do próprio Rivellino aberto pela ponta esquerda e o volante Piazza recuado para o centro da zaga. Não faltava talento no meio-campo liderado por Gérson e Pelé, porém, nem todas as posições estiveram bem servidas quando o Brasil se sagrou tricampeão no México.
Roberto Rivellino possivelmente não sabe, mas a “péssima geração” atualmente ocupa a liderança quantitativa de atletas tanto nas grandes ligas europeias quanto na UEFA Champions League. Segundo o Cies Football Observatory, 471 atletas brasileiros atuam nos principais campeonatos do Velho Continente seguidos à distância pelos franceses e seus 306 representantes. Na Champions League, topo do futebol mundial, são 86 brazucas contra 80 franceses e 65 espanhóis. Além de Neymar, jogadores como Oscar, Willian, Ramires, Daniel Alves, Marcelo e outros são titulares das principais agremiações do planeta. Se fossem péssimos, esses dados nunca seriam possíveis.
Embora tenha sido um jogador excepcional, Rivellino sempre fez coro ao discurso de que tudo no passado era melhor e o que vivemos hoje não presta. Diferente de Tostão, que não fecha os olhos para o presente, Riva prefere alimentar a visão saudosista de um perfeito futebol de sonhos que não se sustenta quando as antigas imagens em preto e branco revelam um esporte mais lento, menos intenso e nem por isso desprovido de erros. Talvez por saber que parte de sua idolatria se baseia nos melhores momentos de antigos VTs, privilégio que os jogadores do presente não podem contar.
Foto: Marcos Guerra/Globo.com  

sábado, 13 de abril de 2013

Ciclos

Após ver sua Juventus ser eliminada da UEFA Champions League pelo Bayern de Munique, o técnico Antonio Conte foi enfático ao dizer que os clubes italianos estão estagnados perante as grandes potências europeias. Citou ainda os investimentos e projetos dos rivais continentais, o atraso do Calcio e observou que só a união da sociedade italiana será capaz de resgatar o outrora melhor futebol do planeta. Quem se interessou pelo esporte nos anos 1990 sabe bem a qual período Conte se refere. Da década de 1980 até o início dos anos 2000, a Itália foi a Meca do futebol, abrigando todos os craques da época com raras exceções. No entanto, amarga agora seu terceiro ano seguido sem nenhum representante nas semifinais da Liga dos Campeões.
Não é difícil explicar o que aconteceu com os italianos. Atualmente, futebol de alto nível se faz com dinheiro. E, óbvio, é preciso haver um bom planejamento para saber utilizá-lo, mas os tempos em que um Ajax era capaz de montar uma equipe imbatível usando quase que exclusivamente suas categorias de base ficaram para trás. Mesmo o Barcelona com suas famosas canteras precisa de uma receita gigantesca para manter tantos astros em sua folha de pagamento. Todavia, a diferença entre o clube catalão e seus pares italianos está na origem dessas receitas. Enquanto o Barça se sustenta a partir de um excepcional planejamento estratégico traçado a partir de 2003, as agremiações da Velha Bota vivem, em grande parte, do dinheiro de seus mandatários. Quando a crise que assola a Europa chegou, as torneiras se fecharam e os clubes ainda não têm ideia de como lidar com isso.
A primeira e natural reação foi o corte nos gastos. Times como Milan e Internazionale que se notabilizavam por suas monstruosas contratações, repentinamente, se viram obrigados a realizar apenas negócios de ocasião. A Intenção, a princípio, parece ser a adequação ao Financial Fair Play buscando fazer uso apenas das receitas obtidas pela própria associação. Em outras palavras, os clubes teriam de andar com suas próprias pernas, configurando uma nova situação. O que ainda não perceberam é que para se equipararem novamente às principais forças do continente será preciso investir e colher os frutos mais adiante. Apenas recuar pode significar o redimensionamento do próprio clube, reduzindo suas metas e, consequentemente, ficando para trás na corrida internacional por títulos.
Semelhante, embora menos traumática, é a situação dos clubes britânicos. Há alguns anos o domínio inglês na Europa era mais do que evidente. Apesar de o atual campeão europeu ser o londrino Chelsea, as quartas-de-final desta edição da UCL não contaram com nenhum inglês e cenários como a classificação de três ingleses para as semifinais como ocorreu entre 2007 e 2009 parece coisa do passado. Ou de outro ciclo. Ciclo que agora é dominado pelos gigantes Real Madrid, Barcelona e Bayern, também presentes na mesma fase da edição passada. O “intruso”, desta vez, é o Borussia Dortmund respaldado pelo excelente trabalho do técnico Jürgen Klopp e apoiado por sua fanática torcida. Quanto tempo este ciclo vai durar não se sabe, mas é bom que os italianos ouçam os conselhos de Conte se quiserem participar dessa festa.
Crédito das imagens: EFE e AFP

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Palpites para as Oitavas-de-final da UEFA Champions League 2012/13

A UEFA sorteou em Nyon, Suíça, os confrontos das oitavas-de-final da UEFA Champions League 2012/13. No direcionamento do sorteio, equipes que se enfrentaram na fase de grupos ou do mesmo país não podem ser alinhadas no chaveamento.
Como já se tornou tradição no blog “Além das Quatro Linhas” chegou o momento de uma breve análise dos embates e de apontar os favoritos (em negrito) em cada duelo onde os primeiros colocados de cada grupo aparecem na primeira posição:
Schalke 04 x Galatasaray – Talvez o confronto com maior grau de imprevisibilidade desta fase. Contudo, a demissão do técnico Huub Stevens mostra que o momento do Schalke não é dos melhores. Portanto, a aposta é que a equipe do brasileiro Felipe Melo pode repetir o feito do rival Fenerbahçe em 2008 e também alcançar as quartas;
Juventus x Celtic – Aqui o favoritismo é todo da Vecchia Signora. Consistente, o time comandado por Antonio Conte conheceu poucas derrotas na temporada e ainda está invicto na UEFA Champions League. Passa a Juve;
Bayern x Arsenal – Em comparação com a temporada passada, é possível dizer que o Bayern melhorou enquanto o Arsenal caiu de produção com a saída de jogadores como Song e, sobretudo, Van Persie. Amplo favoritismo alemão;
Borussia Dortmund x Shakhtar Donetsk – Duelo das equipes que mostraram o futebol mais atraente da fase de grupos. Como está a alguma distância da disputa pelo título da Bundesliga, é provável que os aurinegros foquem a disputa continental para quem sabe alcançar sua primeira final desde 1997;  
Barcelona x Milan – Duas das agremiações mais vencedores do planeta se reencontram em situação totalmente diversa. Enquanto o Barça lidera La Liga com folga, só agora os Rossoneri dão sinais de recuperação na Serie A. E, com a atual fase de Messi, não há muito que pensar na hora de apontar o provável classificado;
Manchester United x Real Madrid – Sem dúvida, o confronto mais “pesado” desta fase. Em termos de elenco, os Merengues levam. Por outro lado, o momento vivido pela equipe de José Mourinho é o mais turbulento desde a sua chegada. Mesmo assim, aposto na consistência, sobretudo do meio-campo, do time espanhol;
Paris Saint-Germain x Valencia – Campeão do grupo A, o PSG possui um dos elencos mais fortes da Europa e ainda receberá reforços na próxima janela de transferências. O primeiro deles já foi anunciado: Lucas, ex-São Paulo. Enquanto isso, na 11ª posição do campeonato espanhol e de técnico (Ernesto Valverde) recém-contratado, o Valencia ainda procura se organizar. Portanto, avança o time de Carlo Ancelotti;   
Málaga x Porto – Apesar da primeira colocação num grupo que continha Milan e Zenit, o Málaga deve sentir a experiência internacional do Porto. Favoritismo português neste último duelo.
Na ocasião, aproveitei para eleger minha equipe ideal do ano de 2012 que, depois de pronta, notei que havia bastante diversidade nas escolhas. A Espanha foi o único país a ter mais de um representante com os barcelonistas Jordi Alba e Andrés Iniesta. Confira abaixo meu “XI ideal” que teria o comando de Vicente Del Bosque:
E para você, quais são os favoritos em cada confronto?

Foto: AFP

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O melhor do futebol brasileiro está na Ucrânia.

Atual campeão europeu, o Chelsea encontrou no Shakhtar Donetsk um adversário a altura. Ou superior, alguém pode concluir. Nos dois últimos duelos pela 3ª e 4ª rodadas da UEFA Champions League, a equipe ucraniana foi melhor na maior parte do tempo, venceu em seus domínios e só não foi repetiu a dose em Londres porque esbarrou na insegurança do goleiro Pyatov.
Para quem conhecia pouco o time comandado por Mircea Lucescu foi uma ótima chance para vê-lo em ação. Movimentação constante, dribles, fintas, rápidas trocas de passes, criatividade. Não por acaso, a linha de frente do Shakhtar é composta por quatro brasileiros (incluindo o volante/meia Fernandinho), além do armênio Mkhitarian. Um estilo de jogo que se assemelha muito ao que é praticado no Brasil. Ou melhor, que poderia (ou deveria) ser praticado no País, mas não é.
Quando observamos as melhores equipes brasileiras em campo, são raros os momentos em que se nota a presença de um futebol que envolva o adversário. O Corinthians, possivelmente o melhor do Brasil, tem sua maior força na marcação pressão que exerce sobre os adversários. Com a bola nos pés – exceto nos de Paulinho – é um time comum. O Fluminense, virtual campeão nacional de 2012, usa e abusa de sua defesa bem montada e aposta em lances isolados dos talentosos Deco, Wellington Nem e Fred. O Atlético Mineiro, que chegou a mostrar bom futebol com Ronaldinho e Bernard, deixou suas boas ideias de lado e está apostando em incessantes chuveirinhos. Quanto ao Santos, que tanto encantou há dois anos, hoje se resume a entregar a bola para Neymar e seja o que Deus quiser.
Todavia, mesmo com esse raciocínio, se a primeira conclusão aponta para uma crise de talentos, ela esbarra em alguns fatos, sendo que o primeiro deles está no próprio futebol apresentado por nossos atletas no exterior. O que podemos chamar de DNA brasileiro continua presente como pode ser visto no campeão ucraniano. Para este blogueiro, a maior razão para a prática de um futebol tão anacrônico e descaracterizado como o que vem sendo praticado em nosso território está na filosofia de trabalho de nossos desatualizados treinadores. Profissionais quase sempre ocupados tentando manter seus empregos, sem tempo para pensar de maneira mais arejada, sem enxergar as necessidades inerentes ao futebol moderno, ainda que com os olhos voltados para as nossas próprias raízes. Mircea Lucescu se diz um fã do futebol brasileiro. O mesmo não pode ser dito da maioria de nossos técnicos.    
Imagem: AFP

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Lembra desse?!

Aquele lance ou momento que você, por um motivo ou outro, nunca esqueceu.
Pressão baixa
A UEFA Champions League recomeçou e, logo de cara, nos brindou com um jogaço entre Real Madrid e Manchester City. Coincidência ou não, muitas partidas que considero inesquecíveis tiveram os Merengues como protagonistas. Títulos, grandes vitórias, viradas espetaculares. E lá estava o time de branco fazendo história.
Todavia, um jogo pouco lembrado pelo público figura entre aqueles que nunca deixaram minha memória. O ano era 2003 e o adversário era o Borussia Dortmund no Westfalenstadion. Nessa época, eu já trabalhava até as 17 horas e só conseguia ver os jogos gravados ou reprisados pela ESPN após o encerramento da rodada. Logicamente, me reservava o direito sagrado de assistir sem saber os resultados.
A partida começou tensa. De um lado, o Real Madrid de Ronaldo, Figo e Zidane defendia o título europeu, enquanto os aurinegros de Lehmann, Rosicky e Amoroso ostentavam a Salva de Prata da temporada anterior. Aos 23 da primeira etapa, o gigante tcheco Jan Koller abriu o marcador para os donos da casa, placar que se arrastou até o fim da partida deixando a tensão no ar, mas indicando a provável vitória do Dortmund.
Foi quando o jovem, e ainda pouco conhecido, Javier Portillo igualou o placar após belíssima manobra de Zidane. Era o empate saindo nos descontos de maneira surpreendente. Sem pensar, soltei o grito da garganta. Ou melhor, urro. Tão alto que a vizinhança inteira deve ter ouvido sem entender nada. Só então me toquei que não estava sozinho em casa. Minha esposa assistia a uma novela qualquer em nosso quarto. Quando cheguei, encontrei a Senhora Costa com olhos de quem estava com sono às oito da noite. Ela havia se assustado tanto com a comemoração sem lógica que sua pressão despencou! Minutos depois, voltei ao quarto e ela já estava dormindo profundamente, acordando apenas no outro dia. Confesso que fiquei rindo sozinho depois. Felizmente, hoje ele já percebeu que seu marido é um fanático e está preparada para qualquer surto de loucura. Ainda bem.           
Você conhece alguma história interessante sobre o mundo da bola?
Mande-a para meu e-mail: a4l@bol.com.br e coloque no assunto: 'Lembra desse?!' e ela poderá ser publicada aqui!

sábado, 19 de maio de 2012

Não existe só uma forma de jogar

Confesso que minha expectativa para a decisão desta edição da UEFA Champions League era baixa. Nada contra os finalistas Bayern e Chelsea, mas era difícil acreditar que Real Madrid e Barcelona, as duas melhores equipes do mundo, não conseguiram passar das semifinais. Mesmo assim, sabia que algo especial poderia acontecer.
A partida em si não foi das melhores. Ao seu modo, os Blues procuraram se fechar e aproveitar os poucos espaços concedidos pela defesa bávara. O Bayern, atuando em seus domínios, procurou mais o jogo, criou mais situações e poderia ter vencido ainda no tempo normal. O Chelsea, visitante indigesto, esteve quase morto após perder para o Napoli na Itália e acabou renascendo das cinzas após a demissão do técnico André Villas-Boas e a efetivação de Roberto Di Matteo. Difícil acreditar que o mesmo time que se arrastava sob o comando do treinador português era o mesmo que eliminou o mítico Barcelona de maneira heróica. Mas era. E não era só isso. Ainda havia um título para conquistar.
Não faço parte daqueles que acham que só os times ofensivos devem ganhar. Acredito que cada equipe é livre para traçar suas estratégias, medir seus limites e escolher seu comportamento dentro de campo. Como sempre digo, a Grécia nunca seria campeã europeia se buscasse o ataque. Este Chelsea, provavelmente, também não. Deste modo, nada mais emblemático do que vermos o time londrino levando a decisão para a marca do pênalti. Um título merecido, mesmo que muitos achem que só existe uma maneira legítima de se jogar.
Imagem: Reuters

terça-feira, 24 de abril de 2012

Não foi uma derrota do futebol.

É perfeitamente compreensível que as pessoas lamentem a eliminação do Barcelona da UEFA Champions League. O time comandado por Pep Guardiola pratica o futebol mais encantador mundo, está sempre no ataque e ainda conta com o melhor jogador do planeta. Mesmo assim, a classificação do Chelsea não pode ser chamada de “derrota do futebol”. Pelo contrário, foi mais uma prova de como esse esporte pode ser fantástico e imprevisível.
Diante do poderio blaugrana, só havia um caminho para os Blues: se defender. Cobrir cada espaço, correr em cada bola, se entregar. Pode não ser algo plasticamente bonito, mas é emocionante e, por que não dizer, heróico. E deu certo. Agora, cabe ao técnico Roberto Di Matteo recuperar o fôlego do grupo, remontar um time que terá quatro importantes desfalques na decisão e tentar o voo final.
Ao Barcelona, cabe a reflexão. A eliminação de hoje não significa que tudo está errado e muito menos representa que a “Fórmula Barça” se esgotou. Grandes times da história também tiveram suas trajetórias vencedoras interrompidas e nem por isso foram menos especiais. Este não precisa ser o fim de um ciclo, mas é importante que diretoria catalã acredite nisso e mantenha Guardiola no cargo.
O futebol continua escrevendo suas linhas. E segue forte. Apaixonante.
Imagem: El País

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Ela está de volta!

Para boa parte dos brasileiros a chegada do Carnaval marca o verdadeiro início do ano no País. Embora eu sempre tenha condenado esse pensamento, não deixa de ser irônico constatar que, para mim, o ano futebolístico só recomeça verdadeiramente quando a UEFA Champions League retorna. E, para marcar o reinício do maior torneio interclubes do mundo, nada melhor do que reunir breves pitacos sobre os confrontos antes de a bola rolar. Acompanhe abaixo um breve resumo dos duelos com os favoritos deste blogueiro destacados em negrito...    
Lyon x APOEL (14/02 e 07/03): Após sua polêmica classificação, o time francês encara o adversário que todos os segundos colocados sonharam antes do sorteio. No entanto, se engana quem pensa que a equipe dos brasileiros Manduca, Marcinho e Aílton será presa fácil. Primeiros colocados no grupo G, os cipriotas eliminaram os  badalados Porto e Shakhtar; 
Bayer Leverkusen x Barcelona (14/02 e 07/03): Apesar da má fase (para os padrões barcelonistas) os catalães seguem favoritos no confronto. E como a liga espanhola está praticamente decidida em favor do Real Madrid, só resta ao Barça a luta pelo bicampeonato da competição continental; 
Zenit x Benfica (15/02 e 06/03): O líder do campeonato português contra o líder do campeonato russo. Neste duelo, opto pela maior experiência e tradição dos Encarnados;
Milan x Arsenal (15/02 e 06/03): No confronto mais equilibrado desta fase, aposto no sistema defensivo dos comandados de Massimiliano Allegri. Na frente, Ibrahimovic quer deixar para trás sua eterna fama de amarelão na UCL se defrontando com o gunner Robin Van Persie na melhor fase de sua carreira; 
CSKA X Real Madrid (21/02 e 14/03): Para este blogueiro, trata-se do duelo mais desequilibrado desta fase. Pelo momento dos Merengues e pela obsessão pelo décimo título de sua história, só um milagre salva o time russo;
Napoli x Chelsea (21/02 e 14/03): Certamente, Azzurri e Blues já viveram momentos melhores na temporada. Em sétimo lugar na Serie A, os Partenopei encaram o time londrino que, amargando a quinta colocação na Premier League, há muito não via sua classificação para a próxima UCL tão ameaçada. Apesar do momento incomum, o bom retrospecto do Chelsea na competição diante do novato Napoli deve fazer a diferença;  
Basel x Bayern (22/02 e 13/03): Historicamente, uma das estratégias preferidas do Bayern na Bundesliga é contratar astros de seus principais adversários para se reforçar e, consequentemente, enfraquecer os rivais. Pelo visto, tal artimanha também está sendo utilizada na Champions League, pois os bávaros anunciaram o acerto com o jovem Xherdan Shaqiri destaque do próprio Basel na fase de grupos. Pelo menos, a revelação só se juntará ao elenco alemão na próxima temporada;   
Marseille x Internazionale (22/02 e 13/03): Após esboçar uma reação na Serie A, os Nerazzurri voltaram a apresentar velhos problemas e estão há cinco partidas sem vencer. Como novidade, os comandados de Claudio Ranieri receberam a adesão do uruguaio Diego Forlán, ausente na fase de grupos por ter defendido o Atlético de Madrid na etapa anterior. Por sua vez, o OM, apesar da sexta colocação na Ligue 1, vem em franca ascensão.    
E então, quais são os seus favoritos?

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

E se Ferguson fosse brasileiro?

Nos últimos meses, Sir Alex Ferguson, técnico do Manchester United, cometeu dois grandes erros no comando do time inglês. O primeiro, mais grave, aconteceu na última final da UEFA Champions League quando os Red Devils foram derrotados pelo Barcelona por 3 a 1. Na ocasião, o escocês abriu mão de um meio-campo mais “pegador” ou pelo menos mais povoado que pudesse criar mais dificuldades a Messi & Cia. e viu seus comandados serem totalmente dominados pelo rival. Logicamente, o Barça seria favorito de qualquer jeito, mas ver o atacante mexicano Javier Hernández como uma peça nula em campo, desconectado do time, enquanto os outros nove jogadores de linha corriam tentando fechar os espaços foi decididamente um erro.
O outro equívoco aconteceu no derby diante do Manchester City. Com um jogador a menos desde o início do 2º tempo, Ferguson abriu seu time para a goleada que se construiu após os 45 minutos da segunda etapa. Como recomendaria o folclórico Neném Prancha, o United não poderia levar três gols no momento de “recuar os arfes para evitar a catastre (sic)”. Com isso, os Citizens impuseram a maior goleada do confronto, ganharam moral e deixaram uma marca que deve se perpetuar pela história. Ao escocês restou reclamar de seus pupilos nos vestiários no melhor estilo “vocês perderam”.
Se tais episódios acontecessem numa equipe brasileira, Fergie provavelmente teria sua cabeça colocada a prêmio. Seus 25 anos de clube, inúmeros títulos e incontáveis acertos não valeriam nada diante dos citados fracassos. Ou melhor, tais derrotas não aconteceriam por um único motivo: Se treinasse no Brasil, Ferguson nunca chegaria à marca de 25 temporadas no comando de um time. Seus primeiros quatro anos sem nenhuma conquista já seriam suficientes para causar sua demissão e hoje ele estaria pulando de galho em galho como fazem todos os técnicos brasileiros.
Obviamente, o pensamento em destaque não leva em consideração que Ferguson não é um técnico como tradicionalmente conhecemos. Ele um manager com funções administrativas e de planejamento que ultrapassam as obrigações de nossos “professores” e que sugere um trabalho a médio/longo prazo. O chamado coach talvez se aproxime mais do que temos aqui. Porém, as recentes notícias envolvendo a chegada de Emerson Leão ao São Paulo me fizeram pensar (mais uma vez) sobre como o futebol é visto por dirigentes, torcedores e jornalistas brasileiros. O ex-goleiro chega com a missão de disciplinar a aparentemente deslumbrada garotada tricolor e recolocar o time nos trilhos. Para tanto, Leão tem apenas a garantia de sete jogos até o final do campeonato. Em caso de sucesso, seu contrato poderá ser renovado para a temporada 2012.
Não é preciso ser um gênio para perceber que essa mentalidade que envolve nosso futebol está errada. Não se dirige qualquer esporte de maneira profissional assim. No mundo ideal, o técnico do São Paulo ainda seria Muricy Ramalho. Afinal, ao contrário do que muitos tricolores podem pensar, Muricy nunca teve a obrigação de vencer uma Libertadores, mas disputar o torneio de uma forma compatível com o elenco a sua disposição. E isso ele fez. Agora, ser campeão envolve outros fatores que fogem dos limites de qualquer treinador. Não por acaso, o competente Muricy é o atual campeão sul-americano com o Santos e o São Paulo continua sem rumo, assim como a maioria de nossos clubes, apresentando seu novo Leão semana após semana.     
Imagem: Reuters

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Palpites 2011/2012.

Após o encerramento da janela internacional de transferências e seguindo a tradição do blog A4L, chegou a hora de solicitar aos amigos que apontem os seus favoritos nas principais ligas européias. No entanto, diferente das últimas vezes, os palpites serão coletados antes da publicação do Guia Europeu da Placar, edição especial que traz os palpites de especialistas do Brasil e do mundo sobre quem ficará com o título nas ligas nacionais de Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha, França, Portugal e UEFA Champions League.
Para a temporada 2011/2012, o blogueiro arrisca:
Inglaterra - O que um dia foi chamado de Top 4, hoje pode ser chamado de Top 3. Do antigo quarteto de ferro formado por Manchester United, Chelsea, Arsenal e Liverpool, apenas os dois primeiros seguem entre os principais candidatos à conquista da Premier League. Aos dois se juntou o milionário Manchester City com seu infindável apetite para contratações e carência por um grande título. Pelo peso da camisa e capacidade de renovação, meu palpite é Manchester United.  
Espanha: Aqui, a dúvida paira apenas entre Barcelona e Real Madrid. Difícil haver surpresa num campeonato onde a soma da arrecadação dos dois gigantes é maior do que as receitas dos outros 18 participantes. Assim, apesar da maior profundidade de elenco do Real Madrid, continuo apostando no Barça e sua quase infinita capacidade de improvisar peças sem comprometimento de desempenho.
Itália: Com Internazionale, Roma e Juventus se reestruturando, e com Napoli e Udinese tendo poucas condições de dar um passo adiante, o Milan segue como o time a ser batido na Serie A. Com os pontuais reforços de Taiwo, Mexés e Aquilani, os Rossoneri têm tudo para levar o scudetto para casa mais uma vez.  
Alemanha: Mesmo com a presença do gigante Bayern Munich, a Bundesliga é a liga que melhor combina competitividade, poderio financeiro e apelo global. Nesta temporada, apesar da confirmação de um jovem e poderoso Borussia Dortmund de volta ao topo, acredito que a Salva de Prata retornará às mãos do Bayern.   
França: Entre as grandes ligas, considero a Ligue 1 a mais equilibrada e, sem dúvida, a de prognóstico mais complicado. Além do campeão Lille, o Lyon manteve sua base, o Olympique Marseille está sempre por perto e o PSG se tornou o novo milionário do Velho Continente ao ser adquirido pela Qatar Sports Investiment. Como essa nova receita pode fazer a diferença num campeonato não tão rico, meu favorito passa a ser o PSG. 
Portugal: Quando o assunto é a Liga Sagres, difícil é encontrar argumentos para apostar noutro clube que não o Porto. Mesmo com a saída de Falcão Garcia, os Dragões ainda se mostram a melhor equipe da Terrinha. Portanto, cravo FC Porto. 
UEFA Champions League: Como não poderia deixar de ser, a UCL é, entre todos, o torneio com o maior grau de imprevisibilidade. Mesmo assim, não é possível esquecer o poderio dos dois gigantes espanhóis. Deste modo, aponto o Real Madrid como favorito para finalmente conquistar la décima. 
Agora é a vez de vocês. Os amigos que receberam o e-mail ou tweet convidando para esta enquete, só precisam informar nome e site/blog (facultativo). Quem não recebeu, mas quer participar, favor preencher todos os campos identificadores.

domingo, 29 de maio de 2011

Mais páginas para a história.

Costumo dizer que para um fanático por futebol a final da UEFA Champions League se equivale ao Natal. No momento em que a bola rola para a decisão europeia, nada mais importa além daquele verdadeiro desfile de craques. E ainda mais para este blogueiro que acompanha a maior competição de clubes do mundo desde 1994. E ontem, é claro, não foi diferente.
Prefiro não usar este espaço para fazer uma crônica da decisão que envolveu Barcelona e Manchester United. Se você estava noutra galáxia na tarde de sábado, sugiro que procure um VT na ESPN ou clique aqui para ver os melhores momentos. Pois, a ideia agora é falar sobre o que significou a partida disputada no solo sagrado de Wembley...
A Final: Apesar de cercada por uma grande expectativa, não incluo a final de 2011 entre as melhores que vi. Em termos de imposição de um time sobre outro, a vitória do Milan por 4x0 sobre o próprio Barcelona foi mais acachapante. Em termos de emoção, não se comparou a United 2x1 Bayern em 1999. E, quanto o assunto é técnica, a final de 2009 envolvendo as mesmas equipes deste ano foi melhor. Porém, este confronto entrará para história como a afirmação do Barcelona como um dos melhores times de todos os tempos.  
Manchester United: Confesso que me surpreendi com o ousado 4-4-2 que Sir Alex Ferguson colocou em campo. Diante de uma equipe cujo toque de bola é a maior característica, esperava o retorno do 4-2-3-1 - que Fergie sempre lançava mão em clássicos locais ou em fases finais de Champions League - com dois volantes, Giggs mais à frente e Rooney como único atacante. Um equívoco do experiente treinador que parece não ter seguido os prováveis conselhos que recebeu de José Mourinho.
Em tempo: Constatar os equívocos de Ferguson na escalação e na armação de seu time não significa redimensionar a força do Barcelona, muito menos dizer que atuando de outro modo não seria derrotado. Significa apenas que o escocês poderia ter interferido mais no toque de bola barcelonista, além daquele pressing inicial.      
Messi: Um gênio. Topo da minha lista de grandes jogadores que vi atuar, ao lado de monstros como Ronaldo e Zidane. Um iluminado que nunca se cansa de surpreender e decidir. Em 2010/11, só pelo Barça, foram 53 gols e 24 assistências em 55 jogos. Um assombro. Um nome para figurar entre os maiores de sempre. E pensar que ele tem apenas 23 anos.
Barcelona: Daniel Alves definiu bem. Só teremos a medida do que este Barça representa para o futebol quando este se desmanchar. Mas, não é difícil imaginar que estará ao lado de clássicos como o Real Madrid de Di Stefano, o Santos de Pelé, o Ajax de Cruyff e o Bayern de Beckenbauer. Assim, vamos deixar que o tempo nos diga isso. Por enquanto, eu só quero aproveitar.
Crédito da foto: UOL.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A4L Tube.

Valeu, Salsicha!
A final da UEFA Champions League 2010/11 marcará a despedida de um dos maiores goleiros que vi atuar. Aos 40 anos, Edwin Van der Sar pendurará as luvas depois de 20 anos de carreira e 27 títulos. Entre eles, dois troféus continentais conquistados por Ajax e Manchester United que podem se somar a um terceiro, caso os Red Devils vençam o Barcelona no próximo sábado.   
Como forma de homenagem, o “Além das Quatro Linhas” deixa um pequeno tributo a essa verdadeira lenda dos gramados...

Descobriu algum vídeo interessante ou engraçado cujo tema é futebol? Mande-o para meu e-mail: a4l@bol.com.br, colocando no assunto “A4LTube”. Ele poderá ser publicado aqui!

sábado, 30 de abril de 2011

Pode, Arnaldo?

Um dia após a vitória do Barcelona sobre o Real Madrid em pleno Santiago Bernabéu, um vídeo produzido pelo clube merengue (e indicado por Yuri Barros) mostrou aquilo que poucos conseguiram ver: No lance em que é expulso, Pepe simplesmente não toca na perna de Daniel Alves. Porém, como a ação é muito rápida e a encenação do lateral brasileiro perfeita, o árbitro Wolfgang Stark acabou mostrando cartão vermelho direto para o zagueiro/volante.   
Não culpo o juiz alemão. A impressão do momento era de “jogo busco grave” o que na regra significa expulsão. E, apesar de ser difícil afirmar, José Mourinho está entre os que viram o que verdadeiramente aconteceu. Portanto, está no seu direito de reclamar, embora a insinuação de favorecimento ao time catalão tenha ares de choro de perdedor.
No entanto, o que me causou estranheza nesse episódio é o número de pessoas que defendeu a expulsão mesmo depois de saber que não houve contato entre os jogadores no citado lance. “Se pega ou não, é irrelevante”, me escreveu o jornalista Leonardo Bertozzi. “Não precisa haver o toque para haver expulsão”, disse o também jornalista Júlio Gomes aos canais ESPN.
Diante de tais afirmações, absurdas para este blogueiro, a melhor alternativa foi consultar a regra 12 (faltas e conduta antidesportiva) para tentar encontrar justificativa para tal posicionamento dos profissionais da televisão. Leiam os trechos selecionados abaixo:
As faltas e condutas antidesportivas serão sancionadas da seguinte maneira:
Tiro livre direto. Será concedido um tiro livre direto a equipe adversária se um jogador comete uma das seguintes seis (6) faltas de uma maneira que o árbitro considere imprudente, temerária ou com o uso de uma força excessiva:
1. Dar ou tentar dar um pontapé em um adversário; ...
Faltas puníveis com uma expulsão. Um jogador será expulso e receberá o cartão vermelho se cometer uma das seguintes faltas:
1. For culpado de jogo brusco grave;
2. For culpado de conduta violenta; ...
Ou seja, ao contrário do que eu imaginava, é possível a marcação de uma falta apenas com a tentativa de se dar um pontapé no adversário. Porém, para expulsão, somente o “jogo brusco grave” e a “conduta violenta” poderiam ser interpretados como lance para cartão vermelho. Assim, se Pepe não atingiu Daniel, não há nada que justifique a exclusão do luso-brasileiro de campo, a não ser que Wolfgang Stark tenha se equivocado, o que também ocorreu com a maioria dos telespectadores.  
Além de toda essa polêmica em relação à falta cometida por Pepe, uma questão que poderia estar sendo debatida com mais atenção – inclusive pela UEFA – é a irritante conduta dos jogadores do Barcelona de simularem agressões com o intuito de induzir os árbitros a expulsar adversários. Na temporada passada, Thiago Motta foi expulso por um lance em que Busquets valorizou um contato razoavelmente leve. Desta vez, o prejudicado foi Pepe.
Como o Barcelona pratica um futebol incrível e o Real Madrid jogou como time pequeno, as pessoas tendem a dizer que as reclamações não procedem e que o melhor time venceu. Concordo que o Barça é a melhor equipe do mundo e é justamente por isso que penso que os blaugranas não precisam usar esse tipo de artifício para vencer.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Nunca houve um bicampeão.

Com a confirmação da eliminação da Internazionale da UEFA Champions League – de forma patética, diga-se – está mantida a sina de nunca ter havido um bicampeão na competição desde quando esta assumiu um novo (e mais competitivo) formato a partir de 1992. Da temporada 1992/93 até hoje, algumas equipes conseguiram conquistar a “orelhuda” mais de uma vez, mas nunca de forma consecutiva.
A começar pelo Olympique de Marseille que após vencer o Milan na final de 93 foi punido depois do escândalo de corrupção em que se envolveu na Ligue 1 e não participou da temporada seguinte. Confira abaixo todos os campeões da UEFA Champions League até hoje e veja entre parênteses seu destino no certame subsequente:
1992/93 - Campeão: Olympique de Marseille
1993/94 - Campeão: Milan (Punido, o campeão Olympique de Marseille não participou)
1994/95 - Campeão: Ajax (Milan foi finalista)
1995/96 - Campeão: Juventus (Ajax foi finalista)
1996/97 - Campeão: Borussia Dortmund (Juventus foi finalista)
1997/98 - Campeão: Real Madrid (Borussia Dortmund foi semifinalista)
1998/99 - Campeão: Manchester United (Real Madrid foi quadrifinalista)
1999/00 - Campeão: Real Madrid (Manchester United foi quadrifinalista)
2000/01 - Campeão: Bayern (Real Madrid foi semifinalista)
2001/02 - Campeão: Real Madrid (Bayern foi quadrifinalista)
2002/03 - Campeão: Milan (Real Madrid foi semifinalista)
2003/04 - Campeão: Porto (Milan foi quadrifinalista)
2004/05 - Campeão: Liverpool (Porto foi até as oitavas)
2005/06 - Campeão: Barcelona (Liverpool foi até as oitavas)
2006/07 - Campeão: Milan (Barcelona foi até as oitavas)
2007/08 - Campeão: Manchester United (Milan foi até as oitavas)
2008/09 - Campeão: Barcelona (Manchester United foi finalista)
2009/10 - Campeão: Internazionale (Barcelona foi semifinalista)
2010/11 - Campeão: A decidir (Internazionale foi quadrifinalista)
Com a eliminação dos Nerazzurri, restam apenas quatro equipes na competição: A surpresa Schalke 04 que enfrentará o Manchester United, detentor da melhor defesa da liga, e os espanhóis Barcelona e Real Madrid que protagonizarão um duelo que promete parar o mundo.
Para este blogueiro, United e Barça são os favoritos nas semifinais com os catalães em melhor condição numa eventual final. Caso os Merengues consigam eliminar seus históricos rivais, aposto nos comandados de Mourinho levando a sonhada la décima.
E você, já tem o seu palpite?   
Crédito da Imagem: AP

terça-feira, 5 de abril de 2011

Leonardo não está pronto.

Logo que Leonardo foi confirmado como técnico da Internazionale, escrevi um post enfatizando que sua contratação era muito mais uma aposta de Massimo Moratti do que outra coisa. Vibrante e articulado, o brasileiro sempre teve uma boa relação com o mandatário interista e isso facilitou sua chegada após a demissão de Rafa Benítez.
Na ocasião, o que mais preocupava não eram os resultados finais obtidos pelo treinador no Milan, mas os momentos em que ficava nítida sua inexperiência para comandar equipes de ponta do futebol europeu.
Mesmo lembrando o desequilíbrio do elenco do Milan que ele comandou, alguns momentos chamaram a atenção muito mais pelos desarranjos defensivos e equívocos táticos do que por qualquer outra coisa. Na Serie A 2009/10, alguns resultados falam por si mesmos: As duas derrotas diante da então rival Inter (2 a 0 e 4 a 0) sem que houvesse a mínima reação, os dois empates diante do Livorno e as derrotas para o Palermo. Na UEFA Champions League, um resultado agregado de 7 a 2 para Manchester United em que o time inglês nunca esteve ameaçado. Isso sem contar aberrações como Huntelaar na ponta direita.
Por tudo isso, nunca enxerguei razões para sua contratação por uma Inter que acabara de se decepcionar com um treinador com muito mais currículo e que, com a temporada em andamento, não poderia dar-se ao luxo de errar de novo.
Mas errou. Durante os últimos meses, os Nerazzurri venceram sem convencer. O ataque marcava muitos gols, mas a defesa sofria gols primários. Diante do Bayern, pelas oitavas de final da Champions League, a eliminação só não aconteceu devido a uma mistura de sorte e superação. Contra o Milan, no último fim de semana, essa sorte não apareceu e o placar só não foi mais elástico que os 3 a 0 registrados porque Júlio César estava numa noite inspirada. Hoje contra o Schalke 04, na partida de ida das quartas de final, o desastre se repetiu. Novamente mal posicionada, a retaguarda interista foi presa fácil para um ataque composto pelo quase desconhecido brasileiro Edu e pelo interminável Raúl.
Obviamente, a culpa não é exclusiva de Leonardo. Futebol é um esporte coletivo e o técnico não é um enxadrista que tem suas ordens e ideias obedecidas cegamente pelas peças disponíveis. Porém, alguns erros, sobretudo aqueles que dizem respeito à escalação e posicionamento do time, são de responsabilidade do treinador. Lamentavelmente, erros semelhantes ao que ele cometia no Milan, quando sua inexperiência deixou evidente que seu momento ainda não havia chegado. E, pelo visto, ainda não chegou.
Crédito da imagem: EFE

sexta-feira, 18 de março de 2011

O caminho de Wembley.

A UEFA sorteou nesta sexta-feira em Nyon os confrontos de quartas-de-final da Liga dos Campeões 2010/2011. O processo definiu que a atual campeã Internazionale terá pela frente os alemães do Schalke 04. Na mesma chave, o Chelsea enfrentará o Manchester United num duelo britânico. Do outro lado, o Barcelona decidirá contra o Shakhtar Donetsk, podendo fazer uma das semifinais contra o Real Madrid, seu rival histórico, se os Merengues superarem o Tottenham.

Seguindo a tradição do blog, o “Além das Quatro Linhas” aponta seus favoritos abaixo (em negrito para as quartas e em negrito e caixa alta nas semifinais). Ou seja, para este blogueiro, Manchester United e Barcelona reeditarão a final de 2009. No entanto, se naquela ocasião o clube inglês, ainda com Cristiano Ronaldo e Tévez, dividia o favoritismo com os catalães, desta vez não há dúvida de que a balança pende para o lado blaugrana.

Veja a seguir os confrontos sorteados. Os clubes posicionados à direita, decidem a vaga em casa:

Internazionale / Schalke 04 x Chelsea / MANCHESTER UNITED

Real Madrid / Tottenham x BARCELONA / Shakhtar Donetsk

E você, já tem os seus palpites?

quarta-feira, 16 de março de 2011

Lembra desse?!

Aquele lance ou momento que você, por um motivo ou outro, nunca esqueceu.
Os bons tempos do Calcio.
Após a dramática classificação diante do Bayern de Munique, a Internazionale é a única equipe italiana que ainda sobrevive nas competições europeias. Apesar desse triunfo nerazzurro, a Itália segue despencando no ranking da UEFA, algo muito diferente da época em que os times da Velha Bota dominavam o cenário europeu e eram presença constante nas decisões.
Entre 1985 e 2005 os clubes italianos estiveram presentes em doze finais de Champions League, conquistando seis títulos. Nesse mesmo período, quase todos os craques do planeta vestiram a camisa de alguma agremiação da Serie A: Falcão, Zico, Platini, Maradona, Sócrates, Careca, Michael Laudrup, Boniek, Rijkaard, Gullit, Van Basten, Matthaus, Brehme, Klinsmann, Hagi, Stoichkov, Batistuta, Bergkamp, Weah, Nedved, Zidane, Ronaldo, Henry, Ibrahimovic e Kaká, sem contar os nativos, transformaram a Itália na maior vitrine do futebol mundial em todos os tempos.
Coincidentemente, o ápice – em termos de resultado – italiano na Europa deu-se justamente no momento em que a liga já vivia o início de seu declínio. Na temporada 2002/3, três equipes do país estiveram presentes na semifinal do torneio (algo realizado pela Espanha três anos antes e pela Inglaterra cinco anos depois) quando Milan e Inter fizeram um derby pela vaga na final, enquanto a Juventus de Nedved despachava os Galácticos do Real Madrid na outra chave.  
Bons tempos...   
  

Você conhece alguma história interessante sobre o mundo da bola?
Mande-a para meu e-mail: a4l@bol.com.br e coloque no assunto: 'Lembra desse?!' e ela poderá ser publicada aqui!