Infelizmente, restam na internet brasileira poucos espaços onde ainda é possível debater sobre futebol internacional sem sofrer agressões de toda ordem por pessoas que não são capazes de respeitar aqueles que pensam de maneira diferente.
Generalizando um pouco, é possível separar essas pessoas em dois grupos: Os brasileirinhos, ufanistas incapazes de enxergar qualidade em quem não é brasileiro, e os estrangeirinhos ou “pseudos”, corrente que surgiu para combater os pachecos, mas que acabou se transformando no outro extremo do pensamento.
Para identificá-los melhor, decidi dividir o Top 10 em dois e explicar em tópicos o comportamento de cada segmento...
Cinco dicas para se identificar um “brasileirinho”.
1 – Um brasileiro nunca pode fracassar na Europa por sua própria culpa. Será sempre por causa do técnico “que não gosta de brasileiros”, “saudade do feijão”, do frio, etc.;
2 – No melhor estilo Galvão Bueno, defende que, em Copas, o Brasil só perde para ele mesmo, independente se do outro lado estava uma grande seleção;
3 – Um brasileiro nunca deve se adaptar ao esquema de jogo do seu time, o time é que precisa se preparar para aproveitar melhor o talento brazuca;
4 – O Brasileirão é o campeonato mais difícil do mundo, o mais disputado e equilibrado. Afinal, temos mais de uma dezena de times grandes e é daqui que saem os melhores jogadores do mundo;
5 – Europeus são, por natureza, pernas-de-pau e cintura-dura. Se em último caso o gringo for habilidoso, é porque parece brasileiro.
Cinco dicas para se identificar um “estrangeirinho”.
1 – Se um brasileiro fracassar na Europa será sempre por sua própria incompetência. Se um europeu fracassar noutro país (como Bergkamp na Inter e Hagi no Real Madrid e Barcelona) a razão sempre será outra;
2 – Robinho é o alvo preferido. O fato de nunca ter se confirmado craque é festejado como um troféu;
3 – Apesar dos cinco títulos mundiais e do grande número de craques que produziu, a Seleção Brasileira será frequentemente redimensionada, sendo, no máximo, no mesmo nível das outras grandes;
4 – A torcida por outros selecionados é outro sintoma. Não precisa haver identificação por ser descendente ou algo assim. Porém, se essa seleção perde em alguma competição não há tristeza. O negócio é torcer contra o Brasil;
5 – O futebol brasileiro não pode ser melhor em nenhum aspecto. Vibração da torcida, medicina esportiva, prazer em jogar pela Seleção, nada disso é levado em conta. Até a arbitragem inglesa que permite entradas criminosas é celebrada. “Deixa o jogo correr”, dizem.
E então, leitor, conhece muitos torcedores que se encaixam nas descrições acima?
Crédito da imagem: UEFA
