O ano de 2014 começou quente no
futebol brasileiro. Oficialmente, a bola ainda não rolou nos campeonatos
estaduais, porém, assunto é o que não falta. Começando pela disputa judicial
envolvendo Fluminense, Portuguesa, Flamengo e CBF que ainda reserva muitos
capítulos. Caso o tricolor carioca permaneça na primeira divisão, será uma
derrota do futebol dentro de campo para o legalismo. Se Portuguesa e Flamengo
recuperem os pontos perdidos, ficará a impressão que o regulamento foi
descumprido, mas que a justiça prevaleceu. Todavia, se a CBF decidir “salomonicamente”
por manter todos os times na Série A, criando algum monstrengo que reúna 24
clubes, teremos um retrocesso de dez anos de conquistas esportivas. Independente
do resultado final, o futebol brasileiro já perdeu.
Auspiciosas estão sendo as movimentações
dos clubes nesta janela de contratações. A maior preocupação vem sendo o
enxugamento das folhas salariais e as contratações desmedidas que na maioria
das vezes davam pouco resultado estão mais escassas. Outro ponto positivo é a ascensão
de técnicos jovens como Enderson Moreira, agora no Grêmio, e Dado Cavalcanti que
assumiu o Coritiba. Quem sabe, um sopro de renovação e modernidade num mercado
de profissionais que, salvo raras exceções, há tempos dá sinais de estagnação.
Paralelamente, o Bom Senso FC surge
como um alento. Ainda mais do que a Copa do Mundo. Todavia, que não se espere desse
grupo um envolvimento com tudo. O movimento liderado por Paulo André & Cia. tem pautas bem definidas e, caso não se
restrinja a elas, correrá o risco de mirar em tudo e não acertar em nada. Algo
parecido com o que houve nas manifestações populares de 2013, onde havia muita
revolta e pouco foco. A boa notícia é que o Bom Senso sabe o que deseja e parece
firme diante das bravatas que vem recebendo como resposta.
O ano de 2014 promete.
Foto: Rodrigo Gazzanel/Futura Press/Folhapress
