domingo, 23 de fevereiro de 2014

Contagem Regressiva: Fevereiro de 2014

Para um fanático por futebol, a Copa do Mundo é muito mais do que um evento esportivo. É um período para se tirar férias do trabalho e só sair de casa para tratar de assuntos estritamente necessários. São semanas mágicas, onde um jogador consegue deixar o mundo mortal para fazer parte do panteão dos Deuses da Bola e, de quebra, transformar um país inteiro numa grande festa. É uma época para se rir, chorar, se emocionar. Um momento que será guardado para sempre em nossos corações...
Outros caminhos
Quando o assunto é Seleção Brasileira, nenhum tema é tão debatido quanto a posição de centroavante. Embora conte com a confiança de Luiz Felipe Scolari, Fred, atual titular da camisa 9, preocupa por causa de sua fragilidade física. Mesmo não sendo um atacante da estirpe de Romário e Ronaldo, o jogador do Fluminense, em forma, é o nome ideal para atuar entre os zagueiros adversários, função que o técnico não abre mão. Com o reserva Jô visto com desconfiança, alguns nomes estão sendo especulados como Hernane, Leandro Damião e Alan Kardec. No entanto, nenhum deles chega a empolgar.
É improvável que aconteça, mas talvez fosse o momento de Felipão testar uma formação (ao lado) que não dependa de um centroavante de ofício. Mano Menezes, seu antecessor na Seleção, percebeu essa carência e testou, com algum sucesso, Neymar como o jogador mais avançado do time. Excelente finalizador, o atacante do Barcelona se aproximou ainda mais do gol, mesmo sem jogar de costas para a defesa rival. Sem dúvida, uma hipótese que não deveria ser descartada.
Mais preocupante, embora menos discutida, é a questão da saída de bola. Titular da posição de primeiro volante, Luiz Gustavo tem um passe rápido e correto, mas pouco vertical. Bom marcador, o volante do Hamburgo ganhou a posição por saber se posicionar como um terceiro zagueiro e liberar Paulinho para atacar. Defensivamente, funcionou bem na Copa das Confederações, porém, deixou a desejar na transição ofensiva, muitas vezes delegando essa obrigação para o zagueiro David Luiz que muitas vezes arriscava lançamentos que apenas devolviam a posse ao adversário.

Neste espaço, durante o torneio intercontinental, foi sugerido o recuo momentâneo de Oscar para ajudar nessa saída, uma vez que Paulinho também não realiza bem esse trabalho, mas nada melhor do que testar alguém capaz de cumprir todas as funções que um primeiro volante moderno deve exercer sem que isso prejudique o equilíbrio tático da equipe. E esse jogador pode ser Fernandinho. Desempenhando funções parecidas no Manchester City, Fernandinho é o responsável por guardar a posição quando o ótimo Yaya Touré se lança ao ataque e, simultaneamente, distribuir o jogo de trás. Diferente de Luiz Gustavo, Fernandinho tem o passe vertical, busca os companheiros de frente e ainda é capaz de chegar à área. No amistoso diante da África do Sul, teremos a chance de ver isso na prática.           
Os rivais
Luiz Felipe Scolari convocou 16 jogadores que atuam no exterior para a partida contra a África do Sul no dia 5 de março em Joanesburgo. A princípio, a ideia é completar a lista com um goleiro e dois atacantes que militam no futebol brasileiro, algo esperado para esta semana.
Goleiro: Júlio César (Toronto);
Zagueiros: Dante (Bayern), David Luiz (Chelsea) e Thiago Silva (PSG);
Laterais: Daniel Alves (Barcelona), Marcelo (Real Madrid) e Rafinha (Bayern);
Volantes: Fernandinho (Manchester City), Luiz Gustavo (Wolfsburg), Paulinho (Tottenham) e Ramires (Chelsea);
Meias: Bernard (Shakhtar Donetsk) Oscar (Chelsea) e Willian (Chelsea);
Atacantes: Hulk (Zenit) e Neymar (Barcelona). 

Atualização: Sem surpresas, Scolari convocou nesta segunda-feira o goleiro Jefferson (Botafogo) e os centroavantes (Fred e Jô). Com isso, não haverá tempo hábil para que um novo avançado seja testado antes da convocação final. Em caso de desfalque, Leandro Damião deverá ser o suplente imediato.   
De olho na Copa
O mês de fevereiro foi marcado pela tensão. Devido aos atrasos nas obras em Curitiba, a sede paranaense esteve ameaçada de corte. A garantia da cúpula da FIFA de que o estádio do Atlético Paranaense estava confirmado veio somente na última terça-feira em congresso da entidade realizado em Florianópolis.
Outra sede que se encontrou em risco foi Porto Alegre. Apesar da presença da presidente Dilma Rousseff na inauguração do novo Beira-Rio, os custos das estruturas temporárias ao redor do estádio do Internacional ainda estão em discussão. Segundo Giovanni Luigi, presidente do Colorado, os R$ 30 milhões com os quais o Inter não pretende arcar podem representar um risco de corte para a capital gaúcha.
A nota triste de fevereiro veio de Manaus. Antônio José Pita Martins, de 55 anos, foi mais uma vítima fatal nas obras da Arena Amazônica. Atingido na cabeça por uma peça de metal que se soltou, o trabalhador português não resistiu. Com o falecimento de Antônio, já são três as mortes nessa sede e sete em todo o país.
Em São Paulo, no dia 22, a polícia militar precisou agir para conter dezenas de manifestantes num protesto contra a realização da Copa do Mundo. Ao todo, foram 230 detidos entre manifestantes e jornalistas. O mais estranho na manifestação é que o estádio que abrigará a abertura do Mundial pertence ao Corinthians que arcará com seus custos junto ao BNDES. Trata-se de um financiamento e não de doação de dinheiro público. Não será surpresa se, em breve, aspectos políticos dessa manifestação vierem à tona.  
Confira o andamento das obras para o Mundial de 2014:         
Obras concluídas: Belo Horizonte, Brasília, Ceará, Natal, Porto Alegre*, Recife, Rio de Janeiro e Salvador;
Situação preocupante: Manaus;
Situação alarmante: Cuiabá, Curitiba e São Paulo.
* As estruturas temporárias ao redor do Beira-Rio ainda não estão prontas.
Fotos: Mowa Press, AFP/Jefferson Bernardes

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Saudade, palavra triste


Nesta semana, o ex-jogador Roberto Rivellino voltou à cena paracriticar a atual geração brasileira. Para o campeão mundial em 1970, o momento do futebol brasileiro é péssimo em termos de qualidade e só Neymar se destaca. Indo além, Rivellino criticou a presença do atacante Hulk na equipe, atleta que, para ele, só atua na Seleção Brasileira por questões táticas. Completando seu raciocínio, menciona a ausência de grandes centroavantes e afirma que a qualidade do time comandado por Luiz Felipe Scolari está na defesa e não no ataque.
A exceção da dificuldade de se encontrar boas opções para a camisa 9 do Brasil, posição onde nem o titular Fred é unanimidade, não é possível concordar com a opinião do antigo meia. Não quando se acompanha com atenção o que se passa fora do Brasil. Citado nominalmente, Hulk é um bom exemplo. Desde os tempos de Porto, o paraibano se mostra um atacante moderno, capaz de marcar gols fantásticos e, ao mesmo tempo, auxiliar defensivamente. Para Hulk, a velha desculpa do “se eu marcar não tenho força para chegar à frente” nunca foi válida. A única explicação para a implicância sofrida pelo jogador do Zenit é quando ela parte de alguém que só o vê em esporádicas aparições pela Seleção. Provavelmente, caso de Rivellino.
Outra observação curiosa do ex-craque diz respeito à carência de centroavantes. A lendária Seleção de 1970 também sofria dessa carência e viu Zagallo solucioná-la adiantando o meia-atacante Tostão. Uma equipe que contava com outros improvisos como o do próprio Rivellino aberto pela ponta esquerda e o volante Piazza recuado para o centro da zaga. Não faltava talento no meio-campo liderado por Gérson e Pelé, porém, nem todas as posições estiveram bem servidas quando o Brasil se sagrou tricampeão no México.
Roberto Rivellino possivelmente não sabe, mas a “péssima geração” atualmente ocupa a liderança quantitativa de atletas tanto nas grandes ligas europeias quanto na UEFA Champions League. Segundo o Cies Football Observatory, 471 atletas brasileiros atuam nos principais campeonatos do Velho Continente seguidos à distância pelos franceses e seus 306 representantes. Na Champions League, topo do futebol mundial, são 86 brazucas contra 80 franceses e 65 espanhóis. Além de Neymar, jogadores como Oscar, Willian, Ramires, Daniel Alves, Marcelo e outros são titulares das principais agremiações do planeta. Se fossem péssimos, esses dados nunca seriam possíveis.
Embora tenha sido um jogador excepcional, Rivellino sempre fez coro ao discurso de que tudo no passado era melhor e o que vivemos hoje não presta. Diferente de Tostão, que não fecha os olhos para o presente, Riva prefere alimentar a visão saudosista de um perfeito futebol de sonhos que não se sustenta quando as antigas imagens em preto e branco revelam um esporte mais lento, menos intenso e nem por isso desprovido de erros. Talvez por saber que parte de sua idolatria se baseia nos melhores momentos de antigos VTs, privilégio que os jogadores do presente não podem contar.
Foto: Marcos Guerra/Globo.com  

domingo, 9 de fevereiro de 2014

As razões do meu desafeto

Pouco mais de 15 mil pessoas pagaram ingresso para ver o primeiro Fla-Flu de 2014. Um pequeno público para assistir à vitória por 3 a 0 do Tricolor sobre seu histórico rival. Além do placar elástico e da estreia do atacante Walter pelo Fluminense, chamou a atenção a enorme faixa levada por torcedores do Flamengo contra os abusivos preços dos ingressos. Para o clássico, 100 reais foram cobrados pela entrada mais barata, um preço que poderia chegar a 300. O resultado disso foi um Maracanã vazio, bem longe de sua capacidade máxima. Como justificativa, a diretoria rubro-negra alega que o uso de carteirinhas de estudante – muitas vezes falsas – que conferem o direito da meia-entrada inviabiliza valores mais compatíveis com a realidade brasileira.
No entanto, não é preciso ser especialista no ramo para enxergar o óbvio: Se o Maracanã comporta 73531 torcedores, então alguma coisa está errada. Apesar dos campeonatos estaduais estarem longe do prestígio de outrora, o público presente ao estádio Mário Filho esteve muito aquém do que deveria. Uma das razões ficou estampada nas arquibancadas por mais de 90 minutos. Chegar às outras também não é difícil. A obsolescência à qual os campeonatos regionais ficaram expostos nas últimas décadas é outra delas. De torneio mais importante para os clubes, hoje não passam de um estorvo num inchado calendário, amparado apenas por sua importância política e pelo saudosismo de quem acompanhou seus melhores dias.
A violência dentro e fora dos estádios é a terceira razão, embora talvez seja a mais importante. As imagens dos 200 torcedores corintianos invadindo o CT “Dr. Joaquim Grava” há uma semana são mais uma prova de que as torcidas organizadas ultrapassaram todos os limites possíveis. Como se não bastasse o prejuízo causado por essas gangues que nada contribuem com o futebol e vivem do dinheiro das agremiações, elas ainda se acham no direito de agredir física e verbalmente os atletas em seu ambiente de trabalho. Uma vergonha muitas vezes acobertada pelos próprios clubes, como ocorreu no alvinegro paulista. A desculpa de que “só as organizadas sabem torcer” é uma estupidez histórica que não merece maiores comentários.
Outros fatores como horários das partidas, o fácil acesso aos jogos pela TV e a baixa qualidade do espetáculo oferecido podem ser incluídos nessa equação que resultou no colapso da cultura de se frequentar estádios no Brasil. Assistir a uma partida em in loco se tornou uma aventura arriscada e dispendiosa. Minimizar tais fatores para dizer que brasileiro não gosta de futebol ou que tem preguiça de ir a um estádio é, sem sombras de dúvidas, um desserviço ao que deveria ser um movimento conjunto para se reverter essa situação. E um dos passos para que os times brasileiros sigam sem ver suas torcidas lotando as arquibancadas.      
Foto: Rosana Fraga / Lance!Press

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Touro ou toureiro

A Espanha e o mundo do futebol se despediram de Luis Aragonés na manhã deste sábado. Então com 75 anos, o ex-jogador com passagens por clubes como Real Madrid e Bétis é reconhecido pelas dez temporadas em que defendeu as cores do Atlético de Madrid, onde se tornou um ídolo eterno. Como treinador, Aragonés será lembrado como um homem dono de uma personalidade forte, capaz de encarar nos olhos um Romário consagrado por maior participação no Valencia ou se envolver em polêmicas como na ocasião em que cobrououtra postura do atacante Antonio Reyes diante do negro Thierry Henry, seu companheiro de Arsenal. Para muitos, um flagrante ato de racismo.
Contudo, sua maior contribuição para com o futebol foi a decisiva participação na mudança de mentalidade na Seleção Espanhola. Conhecida como Furia, apesar de poucas vezes ter feito jus ao apelido, a Espanha sempre esteve aquém dos principais selecionados do planeta e só encontrou o caminho das grandes conquistas quando decidiu que deixaria de lado a postura de “touro” para se tornar “toureiro”. Ou seja, ter a bola aos pés e fazer com que seus adversários corressem atrás dela, numa estratégia, ao mesmo tempo, ofensiva e defensiva. Um planejamento que só foi possível com a presença da semente barcelonista trazida por Xavi e Iniesta e que, após ser plantada por Aragonés, vem sendo cultivada pelo sucessor Vicente Del Bosque.
Os leitores deste espaço sabem que o “tiki-taka” espanhol nunca foi o estilo preferido deste blogueiro e que a simples menção de que todas as equipes deveriam seguir os passos de Barcelona e Espanha por aqui é vista como um equívoco histórico tremendo. Todavia, é inegável a eficiência dessa proposta e as duas Eurocopas somadas ao Mundial de 2010 estão aí para provar seu êxito. Uma trajetória de sucesso que no âmbito de seleções começou com Aragonés e que aos poucos faz seguidores. Sem dúvida, uma grande contribuição do agora saudoso treinador.
   

domingo, 26 de janeiro de 2014

Contagem Regressiva: Janeiro de 2014

Para um fanático por futebol, a Copa do Mundo é muito mais do que um evento esportivo. É um período para se tirar férias do trabalho e só sair de casa para tratar de assuntos estritamente necessários. São semanas mágicas, onde um jogador consegue deixar o mundo mortal para fazer parte do panteão dos Deuses da Bola e, de quebra, transformar um país inteiro numa grande festa. É uma época para se rir, chorar, se emocionar. Um momento que será guardado para sempre em nossos corações...
Cuidado com os santos de barro
Quando Neymar saiu de campo amparado por dois membros do corpo médico do Barcelona ainda no primeiro tempo da partida contra o Getafe, temeu-se pelo pior. Principal atacante da Seleção Brasileira, Neymar é a maior esperança de título no Mundial e, caso a lesão fosse séria, o técnico Luiz Felipe Scolari teria sérios problemas para escalar sua linha de frente na Copa. Felizmente, as notícias vindas da Catalunha informam que Neymar ficará de molho por cerca de um mês, sem riscos de desfalcar o Brasil. Aliás, no atual momento, a maior preocupação do jogador e de seu staff são as denúncias envolvendo os valores de sua transferência do Santos para o Barcelona. Imbróglio este que culminou com a renúncia do presidente barcelonistaSandro Rosell.
Bem mais grave foi a lesão sofrida pelo centroavante Radamel Falcao García em duelo do Monaco contra o pequeno Chasselay pela Copa da França. Após uma forte entrada do defensor Sonner Ertek, o colombiano teve rompimento dos ligamentos de seu joelho esquerdo. Operado, a chance de vermos o avançado em ação na Copa do Mundo são hoje de 50%. Menos conhecido do grande público, o costarriquenho Bryan Oviedo, volante do Everton, fraturou tíbia e fíbula em um lance casual pela Copa da Inglaterra. Lamentavelmente, suas chances de estar em campo no meio do ano são quase nulas. Com isso, Oviedo se junta ao inglês Theo Walcott e o australiano Robbie Kruse como ausências no Mundial 2014.
Restam menos de cinco meses para o início do torneio. E, quanto mais próxima estiver a Copa, menor o tempo de recuperação para os atletas. Jogadores com histórico de lesões como o atacante Fred serão observados de perto por torcedores, imprensa e, sobretudo, pelas equipes médicas das seleções. Todo o cuidado é pouco.          
De olho na Copa
O encontro de Dilma Rousseff com o presidente da FIFA, Joseph Blatter, em Zurique é o sinal de que as coisas não andam bem nas obras inacabadas dos estádios para a Copa do Mundo. A reunião em território suíço ocorreu apenas dois dias depois do dirigente ameaçar excluir a cidade de Curitiba como uma das sedes do Mundial devido aos atrasos na entrega da Arena da Baixada. "Os estádios são obras relativamente simples. O governo fará todo empenho para fazer a Copa das Copas, isso inclui estádios, aeroportos, portos, tudo o que for necessário para que o país receba todos aqueles que vão nos visitar", afirmou a presidenta do Brasil, numa visita oficialmente tratada como de cortesia. Por sua vez, Blatter mudou o tom anterior e disse ter confiança de que "O Brasil vai organizar uma grande Copa do Mundo”.
Paralelamente, a realidade se mostra mais preocupante. Culpando a prefeitura de Curitiba e o governo do estado do Paraná pelo atraso na entrega da Arena da Baixada, o presidente do Atlético Paranaense, Mario Celso Petraglia, alega o descumprimento do tríplice acordo que liberaria os recursos para a conclusão da obra. Em São Paulo, a Arena Corinthians, sede da abertura da Copa, teve o prazo máximo de entrega estipulado para 15 de abril e terá eventos-teste em três situações diferentes de público antes de sua liberação final. Segundo o ex-presidente do clube paulista, Andrés Sanches, o estágio atual das obras em Itaquera é de 97%.   
Confira o andamento das obras para o Mundial de 2014:         
Obras concluídas: Belo Horizonte, Brasília, Ceará, Natal, Recife, Rio de Janeiro e Salvador;
Situação preocupante: Manaus e Porto Alegre.
Situação alarmante: Cuiabá, Curitiba e São Paulo.
Imagens: AFP, PR

sábado, 18 de janeiro de 2014

Tempo perdido

Duas semanas. Parece absurdo, mas esse é o tempo que as principais equipes do futebol brasileiro tiveram de preparação para o início da temporada 2014. Não por acaso, muitas irão começar a disputa dos campeonatos estaduais com times alternativos atuando em campos bizarros – ao lado, o estado do gramado do Estádio de Moça Bonita – enquanto os grupos principais treinam da melhor forma possível dentro de nossa realidade esdrúxula. No mundo ideal, planeta distante e desconhecido da cartolagem local, os mesmos times deveriam treinar por pelo menos um mês, completar a pré-temporada com amistosos para só então iniciar a temporada de fato. Ligas importantes do mundo inteiro funcionam assim e vão muito bem, por sinal.
Em suas entrevistas coletivas, os quatro técnicos dos maiores clubes de São Paulo não fugiram do tema. Nenhum deles considera suficiente o tempo destinado à pré-temporada e disseram que isso compromete a qualidade do que veremos ao longo do ano. Estreando uma coluna na versão brasileira do site da BBC, o jornalista inglês Tim Vickery reafirmou sua opinião de que os Estaduais deveriam acabar, pois, no atual momento, servem apenas para manter acesa uma chama histórica que não se justifica mais. E ele tem razão.
Muitos temem que o fim dos Estaduais representaria também o fim dos pequenos clubes que tanto contribuem para a grandeza do futebol brasileiro. Entretanto, é justamente o contrário. Grande parte dos times menores não tem atividades após o encerramento de suas etapas regionais. Para muitos atletas, quase todos mal remunerados, o ano termina em sua metade. Não há nem ao menos a chance de atuar durante toda a temporada regular. Uma triste realidade que CBF e federações ignoram quando pensam no calendário.
Bem mais significativo do que a sempre proposta redução de datas dos Estaduais seria a retirada dos grandes clubes deles e transformação dos mesmos em campeonatos regionais extensos que preenchessem todo o calendário dos times menores. Uma iniciativa que iria ao encontro das reivindicações do movimento Bom Senso FC, como uma proposta de um futebol melhor para todos. Ou, pelo menos, melhor para quem realmente se preocupa com ele.
Imagem: CBN

sábado, 11 de janeiro de 2014

Feliz 2014, futebol brasileiro

O ano de 2014 começou quente no futebol brasileiro. Oficialmente, a bola ainda não rolou nos campeonatos estaduais, porém, assunto é o que não falta. Começando pela disputa judicial envolvendo Fluminense, Portuguesa, Flamengo e CBF que ainda reserva muitos capítulos. Caso o tricolor carioca permaneça na primeira divisão, será uma derrota do futebol dentro de campo para o legalismo. Se Portuguesa e Flamengo recuperem os pontos perdidos, ficará a impressão que o regulamento foi descumprido, mas que a justiça prevaleceu. Todavia, se a CBF decidir “salomonicamente” por manter todos os times na Série A, criando algum monstrengo que reúna 24 clubes, teremos um retrocesso de dez anos de conquistas esportivas. Independente do resultado final, o futebol brasileiro já perdeu.
Auspiciosas estão sendo as movimentações dos clubes nesta janela de contratações. A maior preocupação vem sendo o enxugamento das folhas salariais e as contratações desmedidas que na maioria das vezes davam pouco resultado estão mais escassas. Outro ponto positivo é a ascensão de técnicos jovens como Enderson Moreira, agora no Grêmio, e Dado Cavalcanti que assumiu o Coritiba. Quem sabe, um sopro de renovação e modernidade num mercado de profissionais que, salvo raras exceções, há tempos dá sinais de estagnação.
Paralelamente, o Bom Senso FC surge como um alento. Ainda mais do que a Copa do Mundo. Todavia, que não se espere desse grupo um envolvimento com tudo. O movimento liderado por Paulo André & Cia. tem pautas bem definidas e, caso não se restrinja a elas, correrá o risco de mirar em tudo e não acertar em nada. Algo parecido com o que houve nas manifestações populares de 2013, onde havia muita revolta e pouco foco. A boa notícia é que o Bom Senso sabe o que deseja e parece firme diante das bravatas que vem recebendo como resposta.  
O ano de 2014 promete.

Foto: Rodrigo Gazzanel/Futura Press/Folhapress

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Contagem Regressiva: Dezembro de 2013

Para um fanático por futebol, a Copa do Mundo é muito mais do que um evento esportivo. É um período para se tirar férias do trabalho e só sair de casa para tratar de assuntos estritamente necessários. São semanas mágicas, onde um jogador consegue deixar o mundo mortal para fazer parte do panteão dos Deuses da Bola e, de quebra, transformar um país inteiro numa grande festa. É uma época para se rir, chorar, se emocionar. Enfim, é um momento que será guardado para sempre em nossos corações...
Já começou!
Como era de se esperar, o sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2014 trouxe consigo toda a expectativa pelos confrontos que as 32 seleções travarão em 64 partidas entre os dias 12 de junho e 13 de julho de 2014. Cabeça de chave do Grupo A, a Seleção Brasileira enfrentará na estreia a Croácia em São Paulo, o rival México em Fortaleza e, por fim, pega Camarões na capital Brasília. Um agrupamento acessível, sem dúvida, mas que certamente demandará uma boa dose de entrega dos comandados de Luiz Felipe Scolari.
Embora tenha mostrado há poucos dias um alto grau de otimismo ao dizer que o Brasil será campeão, Felipão foi mais cauteloso ao analisar os adversários que se apresentaram durante a cerimônia realizada pela FIFA na bela Costa do Sauípe. Observou as qualidades dos futuros oponentes e afirmou que sua seleção mira uma das duas vagas em disputa.
Dos outros grupos, dois, em especial, chamam mais a atenção. Finalistas do Mundial de 2010, Espanha e Holanda, se enfrentarão logo na primeira partida do Grupo B e terão a companhia do bom selecionado chileno do técnico Jorge Sampaoli e da Austrália. Como o cruzamento das oitavas de final prevê duelos com o grupo brasileiro, em tese, a Seleção deve ter pela frente Espanha, Holanda ou Chile logo no início da fase eliminatória.
Reunindo, pela primeira vez, três campeões do mundo, o Grupo D de Uruguai, Costa Rica, Inglaterra e Itália, recebeu automaticamente a alcunha de “Grupo da Morte”, graças aos sete títulos que abriga em sua tabela. Ironicamente, após o técnico inglês Roy Hodgson declarar que não gostaria de encarar o clima amazônico, não só verá seu time jogar em Manaus, como encontrará a perigosa Itália no caminho.
Veja abaixo todos os grupos do Mundial de 2014:
 De olho na Copa
O mês de dezembro foi marcado pelo acidente na Arena Corinthians que vitimou dois operários envolvidos nas obras do estádio que receberá a abertura do Mundial de 2014. Fabio Luiz Pereira, motorista, e Ronaldo Oliveira dos Santos, montador, morreram depois da queda de um guindaste que erguia parte da estrutura de cobertura da arena. Com mais essa fatalidade, o número de óbitos ligados às construções dos estádios para a Copa sobe para quatro. Anteriormente, Brasília e Manaus tinham vivido tragédias semelhantes.
Confira o andamento das obras para o Mundial de 2014:         
Obras concluídas: Belo Horizonte, Brasília, Ceará, Recife, Rio de Janeiro e Salvador;
Apresentando atrasos: Curitiba, Manaus, Porto Alegre e São Paulo;
Situação preocupante: Cuiabá e Natal.
Arte: globoesporte.com 

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Question – Premiação

Conforme informado anteriormente, o vencedor da oitava edição do Question teria o direito de escolher o livro sobre futebol que gostaria de receber do blog “Além das Quatro Linhas” a partir de uma lista pré-determinada ou indicar outra obra de sua preferência.
Deste modo, o campeão Alexandre Rodrigues Alves escolheu “Febre de Bola” de Nick Hornby, uma verdadeira declaração de amor de um homem por um time, no caso, o Arsenal. Uma obra que pode ser considerada obrigatória na estante de qualquer fã de futebol.
Lançado originalmente há 20 anos, “Febre de Bola” comemora suas duas décadas com uma reedição especial com uma nova introdução do autor revelando as mudanças ocorridas nesse esporte durante o período. Leitura mais do que recomendada.    
Na oportunidade, agradeço a todos que participaram desta série e reitero o convite para a nona edição.

Grande abraço!

sábado, 26 de outubro de 2013

Contagem Regressiva: Outubro de 2013

Para um fanático por futebol, a Copa do Mundo é muito mais do que um evento esportivo. É um período para se tirar férias do trabalho e só sair de casa para tratar de assuntos estritamente necessários. São semanas mágicas, onde um jogador consegue deixar o mundo mortal para fazer parte do panteão dos Deuses da Bola e, de quebra, transformar um país inteiro numa grande festa. É uma época para se rir, chorar, se emocionar. Enfim, é um momento que será guardado para sempre em nossos corações...
A hora da verdade
Na última sexta-feira, a Confederação Brasileira de Futebol antecipou o nome de cinco jogadores convocados para os amistosos contra Honduras (16 de novembro em Miami) e Chile (19 de novembro em Toronto). Com a justificativa oficial de necessidade dos atletas obterem vistos para entrada nos Estados Unidos, foram chamados:
- Daniel Alves (lateral direito, Barcelona)
- Marquinhos (zagueiro, PSG)
- Lucas Leiva (volante, Liverpool)
- Hulk (atacante, Zenit)
- Diego Costa (atacante, Atlético de Madrid)
Entre todos, um nome chamou mais a atenção. Há alguns dias, Diego Costa declarou abertamente seu desejo de defender a seleção da Espanha, país onde milita desde 2007. Tendo vestido a camisa da Seleção Brasileira em amistosos diante de Itália e Rússia em março deste ano, Diego não enxergava mais espaço na equipe comandada por Luiz Felipe Scolari e viu num precedente aberto pela FIFA a chance alavancar de vez sua carreira internacional. Segundo a entidade máxima do futebol, um jogador que atuou apenas em amistosos por seu selecionado pode defender outra bandeira caso tenha dupla nacionalidade e cinco anos naquele país.
Dado o posicionamento de Diego Costa, não será surpresa se o atacante anunciar nos próximos dias que recusa o chamado de Felipão e que sua prioridade é La Roja. Inclusive, o diário Marca traz a informação de que Costa já teria enviado uma carta à FIFA em que manifesta interesse de defender a Espanha. Se existe tal cenário e se, ao que tudo indica, o técnico da Seleção Brasileira tem total conhecimento disso, qual a razão de convocar alguém que não está disposto a servir o Brasil? Simples. Raposa velha, Scolari sabe que ao chamar o artilheiro do Atlético de Madrid deixará em suas mãos a decisão de jogar ou não com a camisa amarela. Em caso de recusa, Diego arcará com todo o ônus desse imbróglio. Além disso, a CBF ainda poderá recorrer à FIFA o que poderia gerar um processo em que só o jogador teria algo a perder.
A novidade da pré-lista é a convocação de Marquinhos, zagueiro em franca ascensão no futebol europeu e mais uma opção a ser testada para a quarta e última vaga em aberto entre os centrais da Seleção. Salvo por lesões, Thiago Silva, David Luiz e Dante já estão confirmados no Mundial. Outra observação possível é que Lucas Leiva recuperou sua posição no grupo, depois um período em que lutou contra diversas contusões que o deixaram fora de combate por um longo tempo. Com isso, quem deve perder espaço é Fernando, volante do Shakhtar Donetsk.  
Os rivais
Além do Brasil, país-sede, vinte seleções garantiram vaga na Copa do Mundo. Na América do Sul, Argentina, Colômbia, Chile e Equador confirmaram participação em 2014. Da Europa estão apurados os vencedores de grupo Bélgica, Itália, Alemanha, Holanda, Suíça, Rússia, Bósnia, Inglaterra e Espanha. Da Concacaf estarão presentes Estados Unidos, Costa Rica e Honduras. E através das eliminatórias asiáticas se classificaram Irã, Coreia do Sul, Japão e Austrália.
Quinto colocado na América do Sul, o Uruguai vai encarar uma repescagem intercontinental contra o Irã, enquanto o México, quarto nas eliminatórias da Concacaf terá pela frente a Nova Zelândia, campeã da Oceania. Enquanto isso, a terceira fase das eliminatórias africanas reservou os seguintes confrontos: Nigéria x Etiópia, Senegal x Costa do Marfim, Camarões x Tunísia, Argélia x Burkina Faso e Egito x Gana. Neste duelo, Gana praticamente garantiu sua classificação ao bater o Egito por inapeláveis 6 a 1 na partida de ida. Em princípio, isso significa mais uma ausência do Egito em Copas.  
Na Europa, os segundos colocados passarão por uma repescagem onde só o vencedor estará presente em território brasileiro. Após o sorteio realizado em Zurique, ficaram definidos os confrontos entre França e Ucrânia, Romênia e Grécia, Croácia e Islândia e Portugal e Suécia que marcará o encontro entre os astros Cristiano Ronaldo e Zlatan Ibrahimovic. Infelizmente, só um dos dois terá a honra de disputar a próxima Copa.
Outra polêmica envolvendo o Mundial do Brasil é o critério utilizado pela FIFA para a definição dos cabeças de chave. Baseando-se em seu ranking de seleções, a entidade confirmou que o anfitrião Brasil terá ao seu lado os sete primeiros colocados do ranking, algo que não garantiu selecionados tradicionais como Holanda e Itália. Os primeiros colocados são Espanha, Alemanha, Argentina, Colômbia, Bélgica, Uruguai e Suíça. Caso o Uruguai não avance em sua repescagem, o oitavo cabeça de chave será a Holanda.       
De olho na Copa
Segundo o governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, as obras da Arena Pantanal não estarão concluídas em dezembro, prazo estipulado pela FIFA. Otimista, Barbosa projeta a entrega do estádio em janeiro de 2014. Como se isso não bastasse num mês marcado por manifestações na Arena, na tarde do dia 25, um incêndio atingiu alguns materiais que estavam no subsolo da construção. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, ninguém se feriu.
Confira abaixo o andamento das obras para o Mundial de 2014:         
Obras concluídas: Belo Horizonte, Brasília, Ceará, Recife, Rio de Janeiro e Salvador;
Apresentando atrasos: Curitiba, Manaus, Porto Alegre e São Paulo;
Situação preocupante: Cuiabá e Natal.
Imagens: Mowa Press, editoria de arte Globoesporte.com e Caique Loureiro

sábado, 19 de outubro de 2013

Top 10 – Mitos da imprensa esportiva

Dizem que uma mentira contada muitas vezes acaba se tornando verdade. E, logicamente, essa tese também vale para o futebol. Conheça dez histórias que se perpetuaram através dos tempos, mas que não passam grandes equívocos...
10 - As cores do Juventus-SP – Dizem que o grená e o branco do Moleque Travesso seriam derivados dos uniformes das duas agremiações de Turim, porém, era uma homenagem à Fiorentina, só que desbotou;
9 - Cartão amarelo após pênalti – Muitos comentaristas, após um pênalti, reclamam pelo cartão amarelo ao infrator. Mas não há isso na regra!
8 - As duas listras em vez de três na camisa de Cruyff – Não foi por ideologia, mas pelo contrato do mesmo com a rival da Adidas, a Puma.
7 - A lesão de Reinaldo em 1982 – Muitos lamentam a suposta lesão que tirou Reinaldo da Copa da Espanha, onde Serginho se mostrou incompatível com a leveza de Zico & Cia. Contudo, o ídolo atleticano pouco participou da reta final daquele ciclo. O desfalque, este sim por lesão, foi Careca;  
6 - O Caso Sandro Hiroshi – Boa parte da imprensa noticia que em 1999 o São Paulo foi penalizado por conta do "gato", mas a verdadeira razão foi o bloqueio do passe de Hiroshi;
5 - Os cinco camisas 10 de 1970 – É muito comum ouvirmos que a Seleção de 1970 tinha cinco camisas 10 entre os titulares, mas, na verdade, Gérson e Tostão usavam a camisa 8 em seus clubes. Sem falar que as características eram bem diferentes;
4 - A perna quebrada por Chicão – Muitos acreditam que o são-paulino Chicão foi o responsável pela dividida que resultou na perna fraturada de Ângelo do Atlético Mineiro na final do Brasileirão de 1977. Contudo, o jogador do São Paulo que provocou a lesão foi Neca;  
3 - A fila do Corinthians contra o Santos – Até hoje noticiada pelos veículos como 11 anos sem vencer o Santos de Pelé. Todavia, esses 11 anos eram apenas pelo Campeonato Paulista. Pelo Rio-São Paulo e em amistosos, o Timão venceu, sim, o Santos nesse período;
2 - O corte de Romário em 1998 – Não é difícil encontrar quem diga que Romário foi injustamente cortado da Seleção e que o Baixinho se recuperou da lesão muscular a tempo de jogar pelo menos da final daquele Mundial. É verdade que Romário atuou num amistoso entre Flamengo e Internacional durante da Copa da França, mas foi no sacrifício, só para mostrar que podia entrar em campo. Logo depois, o centroavante ficou cerca de dois meses de molho, desfalcando o rubro-negro;
1 - Final de 1950 – Brasil 1x2 Uruguai de 1950 não foi a final daquele Mundial porque, simplesmente, não houve final. O campeão Uruguai foi o vencedor do quadrangular decisivo numa partida em que o Brasil teria ficado com a Jules Rimet caso empatasse o jogo.
Colaborou Yuri Barros
E você, conhece algum mito de nossa imprensa esportiva? Escreva nos comentários!

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Question

Final
Descubra o nome do ex-jogador descrito na(s) afirmativa(s) abaixo.
I – Dono de um temperamento difícil, não alcançou sucesso equivalente ao seu talento;
II – Não chegou a disputar nenhum Mundial na carreira;
III – É frequentemente lembrado pela picardia em suas cobranças de pênalti;
IV – Defendeu clubes do Brasil, Japão, Espanha, Áustria e México;
Resposta: Trata-se do craque Djalminha, ex-jogador de Flamengo, Guarani, Palmeiras e Deportivo La Coruña, entre outros.
Classificação: Parabéns para Luciano, o primeiro participante a cravar o nome do meia como resposta deste desafio. No entanto, as congratulações máximas vão para Alexandre Rodrigues Alves que pelos critérios de desempate não pode mais ser alcançado e se tornou o mais novo campeão do Question com incríveis duas rodadas de antecipação.
Assim, como foi estabelecido, em breve Alexandre receberá em sua residência um livro sobre futebol. Para tanto, basta enviar o endereço completo para o e-mail michelcarlosmagnocosta@gmail.com e escolher seu prêmio
Confira abaixo a classificação após a oitava e última rodada:
1º - Alexandre Rodrigues Alves – 16 pontos;
2º - Arthur Barcelos, Luciano e Victorino Netto – 9 pontos;
3º - Fabiano Dias – 7 pontos;
4º - Guilherme Siqueira – 5 pontos;
5º - Gustavo Carratte e Luis Fernando – 1 ponto.
Na oportunidade, agradeço a todos os participantes e antecipadamente os convido para a 9ª edição que terá início no primeiro semestre de 2014.

sábado, 12 de outubro de 2013

Três anos em (menos de) um

A segunda passagem de Luiz Felipe Scolari como técnico da Seleção Brasileira foi anunciada no fim de novembro de 2012. Em pouco mais de dez meses, o gaúcho de Passo Fundo conseguiu transformar uma equipe desacreditada em um dos favoritos ao título mundial que será disputado em 2014. Para tanto, escolheu a fórmula mais simples: Convocou os melhores e mais experientes e pediu-lhes que jogassem como fazem em seus clubes. Simples, não? Bem, não para seu antecessor. Segundo Mano Menezes, o futebol brasileiro estava defasado e isso se refletia na Seleção. O ex-técnico observava que as linhas mais espaçadas dos nossos times impediam que houvesse a intensidade necessária atualmente e não acreditava na eficiência de um primeiro volante que protegesse a defesa. De quebra, chegou a retirar do onze inicial a figura do centroavante clássico, centralizando o móvel Neymar na posição.
Em campo, é fato que o trabalho de Mano não se refletia em resultados, mas sua demissão esteve mais ligada ao orgulho do presidente da CBF, José Maria Marin, que não queria seguir com um treinador escolhido por Ricardo Teixeira do que por preocupação com os rumos de um projeto ineficiente. Alheio a essa questão, bastaram alguns amistosos para que Felipão percebesse que o futebol brasileiro não seria revolucionado de cima para baixo. Era mais simples aproveitar as características dos atletas brasileiros já formados do que tentar adaptá-los a um estilo de jogo importado. Deste modo, o bom e velho camisa 5 entrou no time para dar suporte a uma defesa que possui dois típicos laterais apoiadores, o centroavante voltou para marcar gols importantes e Neymar retornou ao conforto da ponta-esquerda. Na prática, era o 4-2-3-1 mundialmente difundido permeado com a marcação e intensidade imprescindíveis hoje, mas com a pitada de futebol tupiniquim que nos torna singulares. Tudo isso sob as asas paternais de um comandante que defende seu grupo a todo custo.
O Brasil que venceu a Coreia do Sul por 2 a 0 em Seul é a continuidade de uma sequência positiva de boas apresentações e resultados. Cada vez que entra no gramado, a Seleção Brasileira demonstra a organização e confiança adquiridas em apenas dez meses desde a chegada de Felipão. Não é uma esquadra perfeita e nem poderia ser, dado o pouco tempo disponível para treinamentos e ajustes. A saída de bola ainda inspira cuidados, os laterais precisam ser mais regulares e não há a certeza de que Fred estará em forma quando o momento chegar. Mesmo assim, não se contesta a evolução da equipe desde a chegada de Scolari. O que não significa, em absoluto, que o hexacampeonato está garantido. Contudo, é inegável a constatação de que os tempos de instabilidade ficaram para trás.

Imagem: Mowa Press

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Question – 8

Descubra o nome do ex-jogador descrito na(s) afirmativa(s) abaixo.
I – Dono de um temperamento difícil, não alcançou sucesso equivalente ao seu talento;
II – Não chegou a disputar nenhum Mundial na carreira;
III – É frequentemente lembrado pela picardia em suas cobranças de pênalti;
IV – Defendeu clubes do Brasil, Japão, Espanha, Áustria e México;
Regulamento: O primeiro acertador receberá três pontos. Os demais acertadores receberão um ponto pela participação. Na próxima sexta, a resposta deste Question e a postagem de um novo desafio.
Premiação: O participante que somar o maior número de pontos ao final de dez edições receberá em casa um livro à sua escolha sobre o tema futebol.
Boa sorte a todos!
Anterior:
Quem é o ex-jogador retratado abaixo?
Resposta: Ele é Arnór Gudjohnsen, ex-atacante islandês com passagens por clubes como Lokeren, Anderlecht e Bordeaux. Arnór também é conhecido por ser pai de Eidur Gudjohnsen, ex-jogador de Chelsea e Barcelona.  
Classificação: Mais uma vez as congratulações vão para Alexandre Rodrigues Alves que abriu larga vantagem e pode vencer esta série caso seja o primeiro acertador deste desafio.
Confira abaixo a classificação após a primeira rodada:
1º - Alexandre Rodrigues Alves – 15 pontos;
2º - Arthur Barcelos e Victorino Netto – 8 pontos;
3º - Fabiano Dias – 7 pontos;
4º - Luciano – 6 pontos;
5º - Guilherme Siqueira – 5 pontos;
6º - Gustavo Carratte e Luis Fernando – 1 ponto.

domingo, 6 de outubro de 2013

Toda arrogância será castigada

As últimas 20 edições de La Liga tiveram Real Madrid ou Barcelona como campeões e vice-campeões. Nessas duas décadas, o título só não ficou com um dos dois gigantes em 1996, último título do Atlético de Madrid, 2000, primeira e única conquista do Deportivo La Coruña, 2002 e 2004, quando a primazia coube ao Valencia. Nesse período, a pior colocação da dupla foi o sexto lugar do Barcelona em 2003. Indubitavelmente, seus torcedores não têm grandes motivos para se queixarem da vida. No outro lado do oceano atlântico, mais precisamente no Brasil, as coisas não funcionam assim.
Talvez por (ainda) não haver um abismo financeiro como ocorre na Espanha, talvez pela atávica falta de planejamento dos cartolas locais ou, simplesmente, pela distribuição geográfica de nossos centros do futebol, o fato é que nenhum clube brasileiro consegue estabelecer uma supremacia que dure muitos anos. Do fantástico São Paulo de Telê Santana do início dos anos 1990 ao atual Corinthians de Tite, não houve uma equipe capaz de dominar o País por mais de três, quatro anos. Isso é, ao mesmo tempo, nossa maior virtude e maior fraqueza.
Virtude por apresentar um campeonato com alta dose de imprevisibilidade e emoção. O campeão de hoje pode lutar pelo rebaixamento amanhã, enquanto o rebaixado de ontem pode chegar ao topo pouco tempo depois. E fraqueza pela quase que total ausência de projetos esportivos consistentes que sejam capazes de se sustentar em longo prazo. No Brasil, quem carrega seu próprio projeto esportivo na bagagem é o técnico. É ele quem traz a filosofia de jogo que muitas vezes está “contaminada” pelo medo de perder seu cargo após três derrotas seguidas. Não são raros os casos de clubes que demitem um técnico de determinado estilo e contratam outro com ideias totalmente diferentes na sequência.

Nesse cenário, é curioso observar torcedores que outrora despejavam gozações sobre os rivais agora fazendo as contas para ver se o seu time foge da degola. O futebol brasileiro é cíclico em seu DNA. Exatamente por isso, os sacanas deste momento podem ser os zoados de amanhã. A arrogância de um instante pode ser punida pouco tempo depois. Para isso, basta que seus amigos tenham boa memória. 
Foto: Agência Estado

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Question – 7

Quem é o ex-jogador retratado abaixo? 

Dicas serão inseridas neste espaço de acordo com a necessidade dos participantes.
Regulamento: O primeiro acertador receberá três pontos. Os demais acertadores receberão um ponto pela participação. Na próxima sexta, a resposta deste Question e a postagem de um novo desafio.
Premiação: O participante que somar o maior número de pontos ao final de dez edições receberá em casa um livro à sua escolha sobre o tema futebol.
Boa sorte a todos!
Anterior:
Descubra o nome do ex-jogador descrito na(s) afirmativa(s) abaixo.
I – Seu forte sempre foi a velocidade pelos lados do campo;
II – Disputou a Copa do Mundo de 2006;
III – Atuou em clubes da Alemanha, Espanha e Ucrânia;
IV – Perseguido por lesões, anunciou sua aposentadoria recentemente.
Resposta: Ele é David Odonkor, winger alemão com passagens por clubes como Borussia Dortmund e Betis. Odonkor, de apenas 29 anos, anunciou no último mês de setembro que estava pendurando as chuteiras por não conseguir se livrar das seguidas lesões no joelho.  
Classificação: Parabéns para Alexandre Rodrigues Alves que cravou o nome de Odonkor com apenas duas dicas. Com esse resultado, Alexandre abriu boa vantagem sobre os concorrentes restando apenas quatro desafios para o fim.
Confira abaixo a classificação após a primeira rodada:
1º - Alexandre Rodrigues Alves – 12 pontos;
2º - Victorino Netto – 8 pontos;
3º - Arthur Barcelos – 7 pontos;
4º - Fabiano Dias – 6 pontos;
5º - Luciano – 5 pontos;
6º - Guilherme Siqueira – 4 pontos;
7º - Gustavo Carratte e Luis Fernando – 1 ponto.