sexta-feira, 22 de abril de 2011

Question – 12

Restando quatro desafios para o final desta série, descubra o nome do jogador descrito na(s) afirmativa(s) abaixo.

I – Sua imagem está eternamente ligada a uma taça;
II – Zagueiro vigoroso, foi campeão continental e mundial por dois clubes diferentes;
III – Também foi campeão nacional em três diferentes ligas;
IV – Hoje treinador, só obteve conquistas em âmbito nacional.

Atenção: Serão quatro alternativas ao todo. Uma por dia. Cada uma revela determinada informação do jogador que, reunidas, formam uma resposta única. Agora, cuidado ao arriscar, pois cada participante só tem direito a uma opção.
Regulamento: O primeiro acertador receberá três pontos. Os demais acertadores receberão um ponto pela participação. Na próxima sexta, a resposta deste Question e a postagem de um novo desafio.
Premiação: O participante que somar o maior número de pontos ao final de quinze edições receberá em casa um livro sobre futebol a sua escolha.
Boa sorte a todos.
Anterior:
Quem é o jogador retratado ao lado?
Resposta: Ele é Al-Saadi Kaddafi, filho do ditador líbio Muammar Kaddafi e se que arriscou como jogador de futebol fazendo uso dos subsídios paternos. Na Itália, passou sem nenhum brilho por Perugia, Udinese a Sampdoria.
Classificação: Parabéns ao Marcus Buiatti, primeiro a identificar Al-Saadi Kaddafi. Com isso, Guilherme Siqueira segue administrando sua liderança a cinco pontos de distância do vice-líder JP.  
Confira abaixo a classificação de momento:
1º - Guilherme Siqueira – 16 pontos;
2º - JP – 11 pontos;
3º - Riccardo Joss e Yuri Barros (withdrew) – 10 pontos;
4º - Mini-Crítico – 9 pontos;
5º - Johnny e Victorino Netto – 8 pontos;
6º - Eduardo Júnior – 7 pontos;  
7º - Pedro Cheganças – 6 pontos;
8º - Marcus Buiatti e Prisma – 5 pontos;
9º - Alexandre Aníbal – 3 pontos;
10º - Mauro Vaz e Rodolfo Moura – 2 pontos;
11º - Joe William – 1 ponto.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Um treinador de títulos.

Apesar da derrota para o Real Madrid por 1 a 0 na final da Copa do Rei, o Barcelona ainda é o melhor time da atualidade. E, para muitos, um dos melhores da história. Mas isso não significa que os comandados de Pep Guardiola sejam imbatíveis e muito menos que só exista uma forma de jogar.
Durante os últimos dias, o técnico merengue José Mourinho ouviu diversas críticas sobre a maneira como armou sua equipe para enfrentar o toque de bola do Barça. O holandês Johan Cruyff, ídolo dos catalães e corneteiro de plantão, chegou a dizer que o português não era um técnico de futebol, mas de títulos. Após o empate em 1 a 1 pelo campeonato espanhol, Alfredo Di Stéfano, lenda do Real Madrid, comparou o time a um rato diante de um leão.
Ontem, o que se viu foi diferente. Mourinho armou uma equipe capaz de manter a pegada, mas atacar também. Deste modo, viu sua equipe ser melhor no primeiro tempo, ceder espaço no segundo, mas vencer de maneira histórica e heróica na prorrogação. Após a conquista, Mourinho respondeu indiretamente a Cruyff e disse que gosta de ser um treinador de títulos.  
A verdade é que não existe apenas uma maneira de se jogar futebol. O Barcelona tem o grande mérito dar espetáculo em campo e ser extremamente competitivo ao mesmo tempo, mas isso não significa que todos precisam copiar esse modelo. Até porque, poucos poderiam fazê-lo já que isso envolve o desenvolvimento de um estilo, uma escola formadora de atletas moldados para jogar da maneira desejada.
Partindo desse princípio, cada técnico precisa montar sua estratégia de acordo com o que tem em mãos e observando, logicamente, os adversários que terá pela frente. Um caso emblemático é o da Grécia campeã da Euro 2004. De que outra forma os helenos poderiam vencer a maior competição da Europa se não apostando numa defesa trancada, nos contragolpes e na bola aérea? Talvez os puristas acreditem que o selecionado de Otto Rehhagel poderia atuar de maneira leve e solta, com a bola no chão e seja o que Zeus quiser. Mas todos sabem o que aconteceria caso essa decisão tivesse sido tomada.
Da mesma forma, Mourinho tomou as decisões corretas para uma final diante de um time que é coletivamente melhor que o seu. Questionam a saída precoce de Özil, mas, no geral, a estratégia adotada pelo treinador se mostrou a mais correta. Crítico feroz desse estilo, Cruyff acredita que o futebol existe para entreter as pessoas. Pode até ser, mas desde que o time pelo qual estejam torcendo vença. E vencer é o Mourinho mais saber fazer.
Crédito da Imagem: Getty Images.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Lembra desse?!

Aquele lance ou momento que você, por um motivo ou outro, nunca esqueceu.
Os Coringas.
Além de ser um dos melhores atores do Brasil, Dan Stulbach é um apaixonado por futebol e pelo Corinthians. E quem já teve a oportunidade de vê-lo participando de algum programa esportivo, deve ter notado que ele acompanha tudo o que rola no mundo da bola.
E foi justamente por causa do futebol que o ator viveu uma de suas histórias mais divertidas. Era 1998 quando Dan e dois amigos viajaram à França para acompanhar a Seleção Brasileira que buscava ali seu pentacampeonato. Logicamente, a participação do trio não seria das mais discretas. Vestidos como os coringas do baralho, estavam sempre presentes na torcida brasileira.    
Todavia, a equipe comandada por Zagallo sofria com a má preparação realizada para aquele Mundial e uma das peças mais contestadas do time era o veterano atacante Bebeto. Prato cheio para os críticos “coringas” que homenageavam o tetracampeão a cada vez que ele pegava na bola: “BE-BE-TO, V...! BE-BE-TO, V...!” entoavam insistentemente.
Eis que é marcado um escanteio para o Brasil. E quem vai para a cobrança? Bebeto, claro. Só que a poucos metros da marca estavam os coringas. O baianinho encaminhou-se para a bola ainda ouvindo o corinho. Foi então que Bebeto olhou diretamente para eles e faz uma cara como se pedisse: “Pô, parem de me vaiar!” Imediatamente, o grito mudou: “BE-BE-TÔO! BE-BE-TÔO!”
Bola levantada na área e... gol do Brasil! César Sampaio de cabeça, após cobrança de escanteio de Bebeto. Então, o camisa 20 se virou para os coringas, beijou o escudo e apontou para a embasbacada trupe que o aplaudia como nunca.     
Você conhece alguma história interessante sobre o mundo da bola?
Mande-a para meu e-mail: a4l@bol.com.br e coloque no assunto: 'Lembra desse?!' e ela poderá ser publicada aqui!

sábado, 16 de abril de 2011

Tipos de Jornalista Esportivo.

Baseado na série de posts do blog de Maurício Stycer intitulada “Tipos de Leitor” – espaço onde o jornalista destrincha os habitantes da blogosfera – o “Além das Quatro Linhas” abordará os diferentes tipos de jornalistas das mais diversas mídias. Mas, como este blogueiro se limita ao assunto futebol, vamos manter o foco apenas nos jornalistas esportivos...
O Merchan
Antes de tudo é preciso dizer que, ao contrário do que muita gente imagina, não há problema nenhum em ganhar dinheiro. Hoje, os patrocinadores são imprescindíveis para que qualquer mídia consiga sobreviver no mercado de maneira minimamente competitiva.
O “Merchan” do título é o jornalista ou empresa que coloca o patrocinador ou seus interesses acima da notícia ou da informação correta. O trecho a seguir foi retirado de uma coluna de um conhecido apresentador de programas esportivos de rádio e televisão e é absolutamente emblemático: “Antigamente, a notícia era o quadro e a propaganda era a moldura. Hoje, a notícia é a moldura.”
Não é preciso ser especialista na área para observar o absurdo escrito acima. No jornalismo, a notícia sempre será mais importante do que a propaganda. Afinal, ninguém compra um jornal, liga a TV ou acessa a internet por causa dos anúncios. A não ser, é óbvio, se estiver à procura de algum produto ou serviço.
Infelizmente, nem sempre as coisas funcionam como deveriam. É muito comum notarmos casos em que a informação fica em segundo plano. E fazendo o raciocínio contrário, também é possível perceber quando uma marca é omitida a partir do momento em que se torna componente ou o próprio nome de alguma equipe esportiva. A Red Bull Racing é o melhor exemplo. Red Bull Racing é o nome da equipe de Fórmula 1. Não é RBR ou qualquer coisa do tipo. É o mesmo que Ferrari ou McLaren. Se o nome é esse, tem que dizê-lo e não inventar outro.
A iniciativa mais conhecida de um clube de futebol brasileiro de tentar comercializar o nome de seu estádio, os chamados naming rights, naufragou justamente por isso. Em 2005, o Atlético Paranaense anunciou uma parceria com a Kyocera que partir de então batizava a Arena da Baixada como Kyocera Arena. Em 2008, a parceria foi desfeita pelo Atlético, mas o objetivo nunca foi atingido completamente, pois a emissora que transmite o Campeonato Brasileiro simplesmente ignorava o acordo. Equipes de voleibol que se associam a marcas conhecidas também sofrem com tal política.
Aliás, é justamente essa conduta que nos obriga a ver o rosto de um jogador ou treinador ampliado ao máximo na tela para que os parceiros dos clubes não apareçam. Dá até para ver os poros nos rostos deles. Isso sem falar naquelas câmeras que fecham o quadro em cima do campo só para não mostrar as placas publicitárias ao redor do gramado. Uma “maravilha” para quem gosta de tática e uma ofensa para quem gosta de futebol.

Crédito da Imagem: Universo Pânico

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Question – 11

Quem é o jogador retratado ao lado?
Dicas serão inseridas neste espaço de acordo com a necessidade dos participantes.
Regulamento: O primeiro acertador receberá três pontos. Os demais acertadores receberão um ponto pela participação. Na próxima sexta, a resposta deste Question e a postagem de um novo desafio.

Premiação: O participante que somar o maior número de pontos ao final de quinze edições receberá em casa um livro sobre futebol a sua escolha.
Boa sorte a todos.
Anterior:
Descubra o nome do jogador descrito na(s) afirmativa(s) abaixo.
I – É um dos maiores goleadores brasileiros em todos os tempos;
II – Disputou duas Copas do mundo sem grande destaque;
III – Passou rapidamente pelo futebol europeu, mas obteve pouco êxito;
IV – Aposentado, ocupa atualmente a presidência do clube onde se consagrou.
Resposta: Ele é Carlos Roberto de Oliveira, mais conhecido como Roberto Dinamite. Ex-jogador e ídolo de Vasco da Gama e Portuguesa, é o maior artilheiro da história do Campeonato Brasileiro (190 gols) e do Campeonato Carioca (279). Em 1979, Dinamite teve uma passagem discreta pelo Barcelona, retornando ao Vasco em 1980. Pela Seleção Brasileira, disputou as Copas de 1978 e 1982, mas na segunda oportunidade não saiu do banco de reservas.  
Classificação: Parabéns ao grande Riccardo Joss que com duas dicas cravou o nome de Roberto Dinamite. Com esse resultado, a liderança continua com Guilherme Siqueira que se encontra a cinco pontos do segundo lugar. Mas ainda há tempo!
Confira abaixo a classificação de momento:
1º - Guilherme Siqueira – 15 pontos;
2º - JP e Yuri Barros (withdrew) – 10 pontos;
3º - Riccardo Joss – 9 pontos;
4º - Johnny, Mini-Crítico e Victorino Netto – 8 pontos;
5º - Eduardo Júnior e Pedro Cheganças – 6 pontos;
6º - Prisma – 5 pontos;
7º - Alexandre Aníbal – 3 pontos;
8º - Marcus Buiatti e Mauro Vaz – 2 pontos;
9º - Rodolfo Moura – 1 ponto.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Nunca houve um bicampeão.

Com a confirmação da eliminação da Internazionale da UEFA Champions League – de forma patética, diga-se – está mantida a sina de nunca ter havido um bicampeão na competição desde quando esta assumiu um novo (e mais competitivo) formato a partir de 1992. Da temporada 1992/93 até hoje, algumas equipes conseguiram conquistar a “orelhuda” mais de uma vez, mas nunca de forma consecutiva.
A começar pelo Olympique de Marseille que após vencer o Milan na final de 93 foi punido depois do escândalo de corrupção em que se envolveu na Ligue 1 e não participou da temporada seguinte. Confira abaixo todos os campeões da UEFA Champions League até hoje e veja entre parênteses seu destino no certame subsequente:
1992/93 - Campeão: Olympique de Marseille
1993/94 - Campeão: Milan (Punido, o campeão Olympique de Marseille não participou)
1994/95 - Campeão: Ajax (Milan foi finalista)
1995/96 - Campeão: Juventus (Ajax foi finalista)
1996/97 - Campeão: Borussia Dortmund (Juventus foi finalista)
1997/98 - Campeão: Real Madrid (Borussia Dortmund foi semifinalista)
1998/99 - Campeão: Manchester United (Real Madrid foi quadrifinalista)
1999/00 - Campeão: Real Madrid (Manchester United foi quadrifinalista)
2000/01 - Campeão: Bayern (Real Madrid foi semifinalista)
2001/02 - Campeão: Real Madrid (Bayern foi quadrifinalista)
2002/03 - Campeão: Milan (Real Madrid foi semifinalista)
2003/04 - Campeão: Porto (Milan foi quadrifinalista)
2004/05 - Campeão: Liverpool (Porto foi até as oitavas)
2005/06 - Campeão: Barcelona (Liverpool foi até as oitavas)
2006/07 - Campeão: Milan (Barcelona foi até as oitavas)
2007/08 - Campeão: Manchester United (Milan foi até as oitavas)
2008/09 - Campeão: Barcelona (Manchester United foi finalista)
2009/10 - Campeão: Internazionale (Barcelona foi semifinalista)
2010/11 - Campeão: A decidir (Internazionale foi quadrifinalista)
Com a eliminação dos Nerazzurri, restam apenas quatro equipes na competição: A surpresa Schalke 04 que enfrentará o Manchester United, detentor da melhor defesa da liga, e os espanhóis Barcelona e Real Madrid que protagonizarão um duelo que promete parar o mundo.
Para este blogueiro, United e Barça são os favoritos nas semifinais com os catalães em melhor condição numa eventual final. Caso os Merengues consigam eliminar seus históricos rivais, aposto nos comandados de Mourinho levando a sonhada la décima.
E você, já tem o seu palpite?   
Crédito da Imagem: AP

domingo, 10 de abril de 2011

Falcão não é o ideal.

Poucas coisas simbolizam tão bem o amadorismo de nossa cartolagem quanto a política demissionária que caracteriza o futebol brasileiro. A frequente troca de técnicos não só impede a realização de trabalhos visando o médio/longo prazo, como dá mostras que a diretoria não sabia o que procurava quando contratou determinado profissional.
No entanto, a demissão de Celso Roth do Internacional era algo não só inevitável como deveria ter acontecido logo após o Mundial de Clubes. Não havia mais clima para a permanência de Roth após a derrota para o Mazembe. A decisão de manter o técnico depois de um fracasso tão retumbante só serviu para prolongar o trauma da queda diante dos africanos. Naquele momento, o melhor era demitir o técnico, “zerar a contagem” e começar tudo de novo com outro profissional, preferencialmente, de outra mentalidade.
O problema é que Paulo Roberto Falcão não parece ser esse nome. Longe da função há mais de quinze anos e sem nenhum resultado relevante na carreira, considerá-lo para o cargo neste momento é mais ou menos o que o Flamengo fazia quando tentava Júnior no comando técnico do time principal.
Para ser justo, é preciso dizer que Falcão não teve grandes chances para mostrar seu trabalho. Na Seleção, foi incumbido da missão de reformular o grupo de 1990 sem utilizar jogadores “renegados” que atuavam no exterior. No Inter, pegou uma das piores fases do Colorado e o Japão ainda engatinhava no futebol.
A questão aqui é que o Inter não é um time para apostas. Trata-se de uma das maiores forças do futebol brasileiro, estabelecido num patamar em que não deveria haver margens para experiências. Qualquer equívoco na escolha de seu novo treinador pode significar uma temporada perdida. Um luxo que o atual campeão continental não deveria se dar.
Crédito da Imagem: Edu Rickes / Globoesporte.com

sábado, 9 de abril de 2011

Tipos de Jornalista Esportivo.

Baseado na série de posts do blog de Maurício Stycer intitulada “Tipos de Leitor” – espaço onde o jornalista destrincha os habitantes da blogosfera – o “Além das Quatro Linhas” abordará os diferentes tipos de jornalistas das mais diversas mídias. Mas, como este blogueiro se limita ao assunto futebol, vamos manter o foco apenas nos jornalistas esportivos...
A Múmia.
Parece ser o tipo mais fácil de ser identificado, mas também pode haver confusão quando se julga apenas pela idade. A múmia não é um jornalista veterano, mas um jornalista que parou no tempo. Daquele tipo que acha o futebol de hoje muito ruim quando comparado às epopeias do passado.
A múmia gosta de reclamar de tudo, porém, costuma focar a ausência de jogadores talentosos no meio-campo. “Esse time precisa de um meia que arme o jogo. Precisa de um Didi, de um Gérson”, diz em tom professoral. Também tem o hábito de julgar exageradas ou inúteis coisas ligas à evolução do esporte: “Quer dizer que um jogador não pode atuar duas vezes por semana? Isso é frescura! O Santos de Pelé jogava até três vezes por semana e só ganhava.”
“Blog? Twitter? Isso é bobagem!” Como toda múmia que se presa, nosso personagem também não é muito chegado à tecnologia. Evita a internet até para pesquisar coisas necessárias para o seu trabalho. Com isso, costuma se mostrar desatualizado, conhecendo detalhes apenas de times do estado em que reside.
Outra faceta da múmia é o desdém pela opinião e vivência dos mais jovens: “Você não viu o verdadeiro futebol, meu filho”. E muito menos aceita comparar craques do passado com os do presente: “Esse Beckham lança bem, mas não se compara ao Gérson”.
Esses seres enfaixados sobrevivem em nosso mundo muito mais pelo nome que conquistaram e pelas amizades do que pela contribuição que ainda oferecem em surrados comentários e crônicas, estas geralmente bem escritas, mas, invariavelmente, desconectadas da realidade.
Mas o que irrita mesmo é o ar de enfado. Como acredita que o futebol acabou na década de 1980, tudo o que veio a seguir é pior, menos relevante. Até a tarefa de cobrir uma Copa do Mundo parece algo custoso. Pelo nosso bem, essas múmias deveriam voltar para seus sarcófagos...
E você, conhece alguma múmia do jornalismo esportivo?

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Question – 10

Descubra o nome do jogador descrito na(s) afirmativa(s) abaixo.
Atenção: Serão quatro alternativas ao todo. Uma por dia. Cada uma revela determinada informação do jogador que, reunidas, formam uma resposta única. Agora, cuidado ao arriscar, pois cada participante só tem direito a uma opção.
I – É um dos maiores goleadores brasileiros em todos os tempos;
II – Disputou duas Copas do mundo sem grande destaque;
III – Passou rapidamente pelo futebol europeu, mas obteve pouco êxito;
IV – Aposentado, ocupa atualmente a presidência do clube onde se consagrou.
Regulamento: O primeiro acertador receberá três pontos. Os demais acertadores receberão um ponto pela participação. Na próxima sexta, a resposta deste Question e a postagem de um novo desafio.
Boa sorte a todos.
Anterior:
Quem é o jogador retratado ao lado?
Resposta: Trata-se do panamenho Júlio César Dely Valdes. Atacante famoso pela forte presença de área, Dely Valdes formou-se na Argentina passando também pelo futebol uruguaio, italiano, francês e espanhol. Encerrou sua carreira no Árabe Unido, clube de sua terra natal.




Classificação: Parabéns ao mano Victorino Netto que acordou cedo e cravou o nome de Dely Valdes. Confira abaixo a classificação de momento:


 
1º - Guilherme Siqueira – 14 pontos;
2º - JP e Yuri Barros (withdrew) – 10 pontos;
3º - Johnny, Mini-Crítico e Victorino Netto – 7 pontos;
4º - Eduardo Júnior, Pedro Cheganças e Riccardo Joss – 6 pontos;
5º - Prisma – 4 pontos;
6º - Alexandre Aníbal – 3 pontos;
7º - Marcus Buiatti – 2 pontos;
8º - Mauro Vaz – 1 ponto.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Leonardo não está pronto.

Logo que Leonardo foi confirmado como técnico da Internazionale, escrevi um post enfatizando que sua contratação era muito mais uma aposta de Massimo Moratti do que outra coisa. Vibrante e articulado, o brasileiro sempre teve uma boa relação com o mandatário interista e isso facilitou sua chegada após a demissão de Rafa Benítez.
Na ocasião, o que mais preocupava não eram os resultados finais obtidos pelo treinador no Milan, mas os momentos em que ficava nítida sua inexperiência para comandar equipes de ponta do futebol europeu.
Mesmo lembrando o desequilíbrio do elenco do Milan que ele comandou, alguns momentos chamaram a atenção muito mais pelos desarranjos defensivos e equívocos táticos do que por qualquer outra coisa. Na Serie A 2009/10, alguns resultados falam por si mesmos: As duas derrotas diante da então rival Inter (2 a 0 e 4 a 0) sem que houvesse a mínima reação, os dois empates diante do Livorno e as derrotas para o Palermo. Na UEFA Champions League, um resultado agregado de 7 a 2 para Manchester United em que o time inglês nunca esteve ameaçado. Isso sem contar aberrações como Huntelaar na ponta direita.
Por tudo isso, nunca enxerguei razões para sua contratação por uma Inter que acabara de se decepcionar com um treinador com muito mais currículo e que, com a temporada em andamento, não poderia dar-se ao luxo de errar de novo.
Mas errou. Durante os últimos meses, os Nerazzurri venceram sem convencer. O ataque marcava muitos gols, mas a defesa sofria gols primários. Diante do Bayern, pelas oitavas de final da Champions League, a eliminação só não aconteceu devido a uma mistura de sorte e superação. Contra o Milan, no último fim de semana, essa sorte não apareceu e o placar só não foi mais elástico que os 3 a 0 registrados porque Júlio César estava numa noite inspirada. Hoje contra o Schalke 04, na partida de ida das quartas de final, o desastre se repetiu. Novamente mal posicionada, a retaguarda interista foi presa fácil para um ataque composto pelo quase desconhecido brasileiro Edu e pelo interminável Raúl.
Obviamente, a culpa não é exclusiva de Leonardo. Futebol é um esporte coletivo e o técnico não é um enxadrista que tem suas ordens e ideias obedecidas cegamente pelas peças disponíveis. Porém, alguns erros, sobretudo aqueles que dizem respeito à escalação e posicionamento do time, são de responsabilidade do treinador. Lamentavelmente, erros semelhantes ao que ele cometia no Milan, quando sua inexperiência deixou evidente que seu momento ainda não havia chegado. E, pelo visto, ainda não chegou.
Crédito da imagem: EFE

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A4L recomenda:

Os 11 maiores técnicos do futebol brasileiro.
Sempre tive curiosidade sobre o trabalho dos técnicos. O modo de pensar, as estratégias e a filosofia de trabalho desses profissionais da bola frequentemente são objetos dos meus pensamentos. Afinal, grande parte das histórias do futebol se origina a partir de um homem e suas ideias.
Assim, não foi por acaso que me interessei por “Os 11 maiores técnicos do futebol brasileiro”, onde o jornalista Maurício Noriega traça o perfil dos onze melhores treinadores que o País já produziu. Ou melhor, dez, pois o húngaro Bela Gutman é o único estrangeiro da lista, incluído muito mais pela nova mentalidade que trouxe ao Brasil do que propriamente o título estadual que conquistou pelo São Paulo.
Obviamente, como em qualquer lista, a polêmica está presente. Para muitos, Vicente Feola e Lula não fazem parte do imaginário dos grandes comandantes de sempre. Mas, como não reconhecer o técnico campeão brasileiro em 1958? Ou como ignorar o homem que treinou por mais tempo o Santos de Pelé e que foi responsável por revelar tantos craques?
Uma justiça do livro é a inclusão de Zagallo entre os maiores. Nada mais correto. Ao contrário do que muitos acreditam, o Velho Lobo é muito mais do que um Forrest Gump tupiniquim. Revolucionário enquanto jogador, Zagallo é o responsável pela adequação dos craques da Seleção de 70. Algo ao mesmo tempo arriscado e brilhante.
Entre as ausências, lamento as de Claudio Coutinho e Carlos Alberto Parreira. O primeiro, por ser um dos pioneiros da renovação tática do nosso futebol. O segundo, por ser o pai da Seleção que retirou um peso de 24 toneladas (ou anos, se preferir) das costas dos torcedores. Particularmente, acredito que ambos mereciam mais do que Bela Gutman, por exemplo.
A lista também conta com Oswaldo Brandão, Rubens Minelli, Ênio Andrade, Telê Santana, Vanderlei Luxemburgo, Luiz Felipe Scolari e Muricy Ramalho, sete dos maiores vencedores dentro e fora de nosso território. Sem dúvida, uma leitura prazerosa, informativa e, como não poderia deixar de ser, polêmica.
E você, incluiria ou excluiria algum nome da lista?

domingo, 3 de abril de 2011

Ainda não acabou.

Antes do Derby della Madonnina, escrevi no twitter que só o Milan poderia dar um grande passo rumo ao scudetto caso vencesse a rival Inter. Hoje, como sabemos, os Rossoneri bateram os Nerazzurri por 3 a 0 com direito à excepcional apresentação de Alexandre Pato que marcou dois gols. Porém, com a incrível virada (4x3) do Napoli sobre a Lazio no San Paolo e a tabela favorável da Inter, não é possível dizer que o título já tem um dono.
Neste momento, acredito que quatro equipes ainda estão vivas na disputa. Milan, Napoli, Inter e Udinese (esta, zebra após derrota para o Lecce) podem chegar à última rodada com mais pontos que seus rivais. Todavia, como a conquista será apenas de um, resolvi projetar os resultados finais de cada rodada e, por fim, apontar o meu favorito nessa disputa.
Confira os prognósticos abaixo, onde os mandantes ocupam a primeira posição e o resultado entre parênteses representa o desempenho do time selecionado em negrito.   
1º Milan – 65 pontos.
32ª. Fiorentina x Milan (empate): 66 pontos;
33ª. Milan x Sampdoria (vitória): 69 pontos;
34ª. Brescia x Milan (vitória): 72 pontos;
35ª. Milan x Bologna (vitória): 75 pontos;
36ª. Roma x Milan (derrota): 75 pontos;
37ª. Milan X Cagliari (vitória): 78 pontos;
38ª. Udinese X Milan (derrota): 78 pontos.
2º Napoli – 62 pontos.
32ª. Bologna x Napoli (empate): 63 pontos;
33ª. Napoli x Udinese (vitória): 66 pontos;
34ª. Palermo x Napoli (empate): 67 pontos;
35ª. Napoli x Genoa (vitória): 70 pontos;
36ª. Lecce x Napoli (vitória): 73 pontos;
37ª. Napoli x Inter (vitória): 76 pontos.
38ª. Juventus x Napoli (derrota): 76 pontos.
3º Inter – 60 pontos.
32ª. Inter x Chievo (vitória): 63 pontos;
33ª. Parma x Inter (vitória): 66 pontos;
34ª. Inter x Lazio (vitória): 69 pontos;
35ª. Cesena x Inter (vitória): 72 pontos;
36ª. Inter x Fiorentina (vitória): 75 pontos;
37ª Napoli x Inter (derrota): 75 pontos;
38ª Inter x Catania (vitória): 78 pontos;
Udinese – 56 pontos.
32ª. Udinese x Roma (vitória): 59 pontos;
33ª. Napoli x Udinese (derrota): 59 pontos;
34ª. Udinese x Parma (vitória): 62 pontos;
35ª. Fiorentina x Udinese (empate): 63 pontos;
36ª. Udinese x Lazio (vitória): 66 pontos;
37ª. Chievo X Udinese (vitória): 69 pontos;
38ª. Udinese X Milan (vitória): 72 pontos.
Na projeção, Milan e Inter terminariam o campeonato com os mesmos 78 pontos, o que de acordo com o regulamento daria o título ao rubro-negro. Obviamente, como toda projeção que tem o futebol como objeto, não é possível afirmar nada categoricamente. O título pode se decidir de “n” maneiras diferentes e uma delas é a vitória do Napoli sobre a Juventus na última rodada. Uma hipótese que daria o título aos partenopei.    
E você, tem um favorito para ficar com o scudetto?
Crédito da Imagem: AP

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Question – 9

Quem é o jogador retratado abaixo?


















Dicas serão inseridas neste espaço de acordo com a necessidade dos participantes.
Regulamento: O primeiro acertador receberá três pontos. Os demais acertadores receberão um ponto pela participação. Na próxima sexta, a resposta deste Question e a postagem de um novo desafio.
Boa sorte a todos.
Anterior:
Descubra o nome do jogador descrito na(s) afirmativa(s) abaixo.
I – É considerado por muitos o melhor jogador da história de um país sul-americano;
II – Foi campeão brasileiro por um clube carioca;
III – Atuou num time em que Pelé jogou;
IV – Após encerrar a carreira, arriscou-se na política e até na música.
Resposta: Trata-se do paraguaio Julio César Romero, o Romerito. Formado na base do Sportivo Luqueño, passou pelo Cosmos (EUA) antes de desembarcar nas Laranjeiras. Em 1984, foi um dos artífices da campanha do Fluminense que resultou no título brasileiro daquele ano. Romerito também defendeu o Barcelona, porém, sem tanto sucesso.
Classificação: Parabéns ao Alexandre Aníbal, estreante e primeiro acertador deste desafio. Assim, com o lamentável abandono do atual campeão Yuri Barros, o Question segue com a liderança de Guilherme Siqueira. Confira abaixo a classificação de momento:
1º - Guilherme Siqueira – 13 pontos;
2º - Yuri Barros (withdrew) – 10 pontos;
3º - JP – 9 pontos;
4º - Johnny, Mini-Crítico, Pedro Cheganças e Riccardo Joss – 6 pontos;
5º - Eduardo Júnior – 5 pontos; 
6º - Prisma e Victorino Netto – 4 pontos;
7º - Alexandre Aníbal – 3 pontos;
8º - Marcus Buiatti – 1 ponto.