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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

O 7 a 1 e os pandas

O ex-jogador Gérson costuma repetir uma lição que recebeu de seu mestre Valdir Pereira, o Didi. Certa vez, atuando juntos no meio-campo do Botafogo, o Canhotinha ouviu que não era necessário adiantar a marcação porque o adversário teria que passar por ali caso quisesse chegar ao gol. Sendo assim, se ficassem posicionados, poderiam recuperar a bola e iniciar o contra-ataque. Com a categoria de ambos, não é difícil imaginar quantas jogadas elaboraram nas 21 ocasiões em que estiveram lado a lado no meio-campo alvinegro.
O tempo passou e hoje sabemos que alguns conceitos do futebol mudaram. O terreno de jogo foi “encurtado” e pressionar no campo do rival faz parte da estratégia de se obter a posse o mais próximo possível da meta inimiga. Para que chegássemos a esse entendimento, vimos seleções como a Holanda de 1974, times como o Milan de Arrigo Sacchi e, mais recentemente, o Barcelona de Pep Guardiola. Mesmo assim, a proposta simplificada pelo chamado Príncipe Etíope continua viva em equipes como o Chelsea de José Mourinho e o Atlético de Madrid comandado por Diego Simeone.
Discutir conceitos faz bem ao futebol. Curiosamente, isso é o que menos se faz no Brasil. É como se o esporte fosse encerrado em si mesmo, sem grande necessidade de se debater sua filosofia. Após o fatídico 7 a 1, o mínimo que se poderia esperar da CBF era a organização de um grande simpósio para que os maiores nomes do nosso futebol pudessem se reunir com seus pares estrangeiros com o objetivo de entender tanto o que aconteceu no Mineirão como os rumos do futebol brasileiro a partir dali. Do mesmo modo, seria interessante ver algo semelhante na imprensa. É triste constatar que o primeiro SporTV Repórter sobre o tema teve Valesca Popozuda como convidada.
A ausência de debates mais sérios possivelmente é a razão para tantos pensamentos soltos e tantas analogias forçadas. Hoje, quando se mostra qualquer problema do futebol brasileiro ele invariavelmente é seguido de alguma referência ao revés de 8 de julho como se tudo estivesse num só pacote e não pudesse ser observado separadamente. Se a ligação entre a estrutura do país e a seleção nacional fosse tão intrínseca em países exportadores de talento, dificilmente a Argentina teria feito frente à Alemanha na decisão da última Copa.

Quanto mais o tempo passa, maior se torna a sensação de que uma oportunidade única está sendo perdida. Com as vitórias da Seleção de Dunga nos amistosos e provavelmente nas Eliminatórias, o 7 a 1 começará a se tornar apenas um grande ferimento mal cicatrizado. Lembraremos do que o causou, mas não do que fizemos para que aquilo não se repetisse. Enquanto nada acontece, a impressão é que toda vez que alguém usa o 7 a 1 em vão, um panda morre. E como eu gostaria que preservassem o simpático urso.  

Imagem: Wikipédia e Vipcomm

domingo, 12 de outubro de 2014

Com a cara de Dunga

Foram apenas três amistosos, algumas horas de treino e períodos de convivência. Contudo, os primeiros jogos da Seleção Brasileira sob as ordens de Dunga deram mostras de que seu estilo de comandar não mudou. Vimos uma equipe aguerrida, buscando fechar os espaços, renunciando à posse de bola em diversos momentos e vencendo com alguma dose de sofrimento. Fora de campo, um técnico vibrante e irritadiço como sempre. De certo modo, é como se os quatro anos que se passaram desde a eliminação para a Holanda em 2010 não tivessem existido. Mas existiram.
Sendo pragmático, é elogiável ver o treinador de um selecionado conseguindo impor suas ideias em tão pouco tempo. A título de comparação, Mano Menezes só conseguiu esboçar algo parecido quando chegou a dois anos no cargo. No entanto, há uma diferença crucial: Enquanto Mano almejava alterar o perfil da Seleção, tentando reimplantar o protagonismo perdido, Dunga optou pelo mais simples, buscando jogar no erro do adversário, algo que corresponde ao tipo de jogador que o Brasil produziu nos últimos anos.
Embora seja difícil saber se Dunga realmente enxerga todo o cenário do futebol brasileiro e mundial ou se apenas implanta sua visão desse esporte, a verdade é que ele conseguiu atingir seu objetivo inicial, ou seja, venceu seus primeiros duelos e viu sua equipe atuar de modo semelhante ao que fazia quando de sua passagem anterior. Dentro desse cenário, melhor impossível. Porém, dentro dos anseios do público, a distância para o modelo tido como ideal é grande.
A começar por sua relação com a imprensa. Pelo menos desde 1990, Dunga vive às turras com os jornalistas esportivos. Nunca digeriu ter visto seu nome batizando o fracasso da Seleção no Mundial da Itália. Tanto que fez questão de “dedicar” o tetracampeonato conquistado nos EUA a esse segmento. E a recíproca é verdadeira. Na última sexta-feira, no programa “Linha de Passe”, o comentarista José Trajano fez questão de lembrar que não gosta do técnico. Pouco depois da vitória por 2 x 0 sobre a Argentina, Mauro Cezar Pereira criticou Dunga pelo entrevero com a comissão técnica rival mesmo sem saber direito o que tinha acontecido.
Todavia, mais importante do que vencer a desconfiança da imprensa é o resgate da competitividade da Seleção. Dunga conseguiu isso em sua primeira passagem, mas sua equipe tinha como ponto fraco a incapacidade de romper defesas mais fechadas, preferindo o contragolpe. O problema é que este provavelmente será o comportamento de 90% dos adversários daqui por diante. Para o Brasil, propor o jogo é também uma obrigação histórica que um peso de cinco estrelas impõe. Sem dúvida trata-se do maior desafio deste ciclo.
Coluna escrita originalmente para o site Doentes por Futebol.
Imagem: Fred Dufour/AFP

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

7 x 1 eterno


Ele está em toda parte. Nas ruas, no trabalho, na fila do banco, na padaria. Durante qualquer assunto mais prolongado, alguém toca no tema. Não adianta. Anos, décadas irão se passar e os 7 x 1 sofridos para a Alemanha serão como uma ferida aberta na alma do torcedor brasileiro. Contudo, no que tange o comando do futebol nacional e a imprensa esportiva, mais importante do que relembrar o massacre de 8 de julho é ter a percepção do que aconteceu naquela tarde em Belo Horizonte.

A CBF agiu rápido. Ao que tudo indica, sua cúpula entendeu que o único problema estava em Luiz Felipe Scolari e demais profissionais. Ao demitir o treinador e anunciar Dunga como seu substituto pouco tempo depois, Marin deu mostras de que a Seleção Brasileira não carece de grandes reparos. Basta nomear alguém capaz de manter a ordem e controlar as vaidades que tudo se resolve. Mexer na estrutura local, nem pensar. Afinal, foi exatamente ela que o colocou ali.

Por sua vez, grande parte da imprensa esportiva preferiu voltar seus canhões para o futebol brasileiro. A goleada alemã foi explicada de diversas formas, como a qualidade do jogo aqui praticado, o baixo público nos estádios, até chegar a uma suposta defasagem de nossos técnicos. Do jogo em si, da apresentação dos jogadores, da formação do grupo que disputou o Mundial, falou-se pouco ou menos do que deveriam. Era como se as justas reivindicações do dia a dia tivessem encontrado o terreno fértil de que se buscava. E que, portanto, não deveríamos perder tempo analisando a equipe quando uma grande oportunidade de mudança se faz presente.

Impossível aceitar integralmente as duas posturas. A primeira, obviamente, pela ausência de qualquer projeto esportivo. A ideia de promover um seminário ou algo parecido para se rediscutir os rumos do futebol brasileiro, incluindo a Seleção, provavelmente nunca foi discutida. Desse modo, não há a adoção de uma filosofia, mas de um escudo contra críticas. No máximo, oferecem apoio logístico e não economizam com instalações. Todo o resto é por conta da comissão técnica. Foi assim com Felipão e assim será com Dunga.
No que se refere ao time canarinho, é preciso observar que sua ligação com o que acontece no Brasil é bem menos estreita do que os analistas afirmam. A maior parcela dos convocados atua com destaque nas maiores equipes da Europa sob as ordens dos principais técnicos. Em entrevista concedida à ESPN há alguns meses, Jürgen Klinsmann, treinador dos Estados Unidos, disse que o que falta ao seu selecionado é justamente o que os brasileiros têm de sobra: Experiência e relevância nas maiores ligas. Sem isso, o alemão acredita ser difícil competir no mais alto nível.

A nova missão do capitão 1994 no ciclo que se inicia está muito mais atrelada ao desempenho dos principais atletas brasileiros espalhados pelo mundo – e isso também inclui avaliar nomes da Série A – do que ao desenvolvimento do futebol praticado no Brasil. Ambas são questões importantes, porém distintas. Essa jornada se assemelha muito mais a de Alejandro Sabella na Argentina do que a de Joachim Löw na campeã mundial. Assim como Sabella, Dunga precisa reunir jogadores que militam nos mais diferentes campeonatos e transformá-los num time. Löw, ao contrário, pode se concentrar mais na Bundesliga e monitorar um grupo mais restrito fora da Alemanha.

Logicamente, não se trata de desconsiderar as mudanças fundamentais pelas quais o futebol nacional deverá passar caso pretenda atingir um maior grau de desenvolvimento. Os 7 x 1 não revelaram atraso nenhum, pois, para quem queria enxergar, ele estava lá há uns bons anos. Para recuperá-los, faz-se primordial um plano de reestruturação que, provavelmente, nossos atuais dirigentes são incapazes de organizar. Por outro lado, Dunga, de volta à condição de técnico da Seleção, tem obrigações de curto prazo que independem dos passos de cágado da cartolagem. Esquecer a vexatória campanha no Mundial ninguém vai. Todavia, poucos remédios surtirão melhor efeito do que vermos uma Seleção Brasileira competitiva novamente.

Coluna escrita originalmente para o site Doentes por Futebol.
Imagem: Ueslei Marcelino/Reuters

domingo, 30 de setembro de 2012

Contagem Regressiva: Setembro de 2012

Para um fanático por futebol, Copa do Mundo é muito mais do que um evento esportivo. É um período para se tirar férias do trabalho e só sair de casa para tratar de assuntos estritamente necessários. São semanas mágicas, onde um jogador consegue deixar o mundo mortal para fazer parte do panteão dos Deuses da Bola e, de quebra, transformar um país inteiro numa grande festa. É uma época para se rir, chorar, se emocionar. Enfim, é um momento que será guardado para sempre em nossos corações...
O que aproveitar dos amistosos contra a Argentina
Pensando no inchado calendário do futebol brasileiro, o melhor era que o chamado “Superclássico das Américas” não existisse. Além de Brasil e Argentina não poderem contar com jogadores que atuam na Europa, os dois amistosos são um risco desnecessário para um técnico tão contestado quanto Mano Menezes. Se a Seleção vencer, terá feito a obrigação por derrotar um adversário tão fragilizado. Se perder, terá sido para um rival que não pôde contar com seus principais destaques.
Isso posto, ainda é possível tirar algo proveitoso das partidas. A primeira delas está na defesa. Dedé é considerado por muitos o companheiro de zaga ideal para Thiago Silva. No entanto, até o momento, o vascaíno havia tido poucas oportunidades com a camisa amarela e sua pouca experiência internacional ainda é vista com reservas. Obter mais horas de voo é fundamental para um zagueiro de Seleção. Mais a frente, os entrosados Ralf e Paulinho mostram que podem ser aproveitados também no time principal. No caso do segundo, a titularidade parece cada vez mais próxima.
Enquanto isso, a garantia dada por Mano de quatro jogos para Lucas pode ser o que faltava para o meia-atacante do São Paulo finalmente deslanchar. Por sua vez, a escalação de Luis Fabiano indica que o técnico ainda não está convicto de que a camisa 9 pertence a Leandro Damião. Infelizmente, graças a mais uma lesão, o Fabuloso não estará na Argentina para o jogo de volta nesta quarta-feira. Por fim, as partidas também servem para observar atletas com pouco espaço em convocações regulares como Wellington Nem e Bernard, duas opções que atuam pelos lados do campo.    
Não era o momento de Kaká
Este blogueiro sempre defendeu que a renovação da Seleção foi feita de maneira precipitada e que os maus resultados colhidos até o momento também eram fruto da baixa média de idade do grupo. E é justamente por essa falta de experiência - e também de uma referência - que Kaká voltou à lista de convocados. Carismático, o meia pode dividir os holofotes com Neymar e tirar do santista a obrigação de carregar o time. Porém, este não é o momento ideal. Sem atuar em nenhuma partida oficial nesta temporada, Kaká não tem ritmo de jogo para ser uma figura importante dentro de campo. E, ao que tudo indica, esse cenário não deve mudar enquanto ele permanecer no Real Madrid.
A convocação para os amistosos diante de Iraque (dia 11/10 em Malmö, Suécia) e Japão (dia 16/10 em Wroclaw, Polônia) também contou com outras polêmicas. O retorno de Giuliano levanta e velha desconfiança de que alguns chamados não obedecem apenas a critérios técnicos, parecendo mais uma versão da apelidada “quota Shakhtar”, onde jogadores em situação obscura são chamados visando futuras negociações. Logicamente, não há aqui a pretensão de se afirmar nada sem provas, mas é impossível não notar essa questão.
Outra situação desconfortável foi a convocação de diversos jogadores que atuam em times envolvidos na disputa da reta final do Brasileirão. Para evitar um impacto maior, Mano Menezes chamou apenas um jogador por clube. Aliás, no caso de Thiago Neves, a ideia pareceu muito mais incluir alguém do líder para evitar mais chiadeira do que propriamente acreditar na contribuição que um jogador assumidamente em má fase pode trazer para o selecionado.
Também chamou a atenção a capa do diário Lance! que sob um viés sensacionalista defendeu o descontentamento dos clubes diante da perda de nomes importantes durante uma fase tão decisiva do campeonato. Trata-se do típico caso de ignorar a causa e atacar o efeito. Obviamente, o problema não é da Seleção, mas do calendário. Enquanto a bola rolar no Brasil em datas FIFA, nada disso irá mudar. Porém, chama bem mais a atenção escrever “abaixo a Seleção” do que “abaixo o calendário”.
Confira a seguir a lista completa:  
Goleiros: Diego Alves (Valencia), Jefferson (Botafogo) e Victor (Atlético Mineiro);
Zagueiros: David Luiz (Chelsea), Dedé (Vasco da Gama), Leandro Castán (Roma) e Thiago Silva (PSG);
Laterais: Adriano (Barcelona), Alex Sandro (Porto), Daniel Alves (Barcelona) e Marcelo (Real Madrid);
Volantes: Fernando (Grêmio), Paulinho (Corinthians), Ramires (Chelsea) e Sandro (Tottenham);
Meias: Giuliano (Dnipro), Kaká (Real Madrid), Lucas Moura (São Paulo), Oscar (Chelsea) e Thiago Neves (Fluminense;
Atacantes: Hulk (Zenit), Leandro Damião (Internacional) e Neymar (Santos).
De olho na Copa
Para quem achou de gosto duvidoso a escolha de “Brazuca” como nome da bola que será utilizada na Copa do Mundo, o mês de setembro reservou outras surpresas. O mascote do próximo mundial, representado por um tatu-bola, terá sua alcunha definida através de votação do público no site da FIFA. Todavia, os nomes Amijubi (Amizade + Júbilo), Fuleco (Futebol + Ecologia) e Zuzeco (Azul + Ecologia) não caíram no gosto das pessoas. E como tudo que está ruim ainda pode piorar, a caxirola, instrumento que produz um som semelhante a um chocalho criado pelo músico Carlinhos Brown, promete ser a substituta da odiosa vuvuzela nos estádios brasileiros.
No último dia 27, a FIFA anunciou os horários dos jogos da Copa. A abertura, que terá a Seleção Brasileira, acontecerá na Arena Corinthians e terá início às 17 horas. As partidas da fase de grupos começarão às 13h, 17h, 18h, 19h e 21h, enquanto as oitavas-de-final e quartas-de-final acontecerão às 13h e 17h. As semifinais serão às 17h e a final será às 16h do dia 13 de julho de 2014 no Maracanã. As escolhas das datas e dos horários levaram em conta diversos critérios com o descanso equitativo dos selecionados, as temperaturas médias das sedes e o público internacional.         
Confira abaixo, o andamento das obras nas doze sedes:         
Dentro do previsto: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza e Salvador;  
Apresentando atrasos: Cuiabá, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo;
Situação preocupante: Curitiba, Manaus e Natal.
Imagens: Yahoo Brasil, Reuters, Lance e FIFA.

domingo, 3 de junho de 2012

Sem euforia antes, sem desespero agora

O México fez a lição de casa. Contra o novo e super ofensivo Brasil, o selecionado tricolor fechou-se na defesa e explorou os generosos espaços concedidos pela retaguarda verde-amarela. Mesmo assim, a derrota por 2 a 0 não deveria ser vista como alarmante.
Antes de tudo, é preciso ter em vista que o Brasil entrou em campo com seu time olímpico enfrentando a equipe principal do México. Em condições normais, o estabanado Juan dificilmente teria lugar na zaga central da Seleção. Além disso, os gols sofridos saíram em lances fortuitos e num momento em que os comandados de Mano Menezes estavam bem na partida.
Por outro lado, a derrota serviu para expor alguns problemas. O principal deles é como lidar com a vulnerabilidade do setor direito da defesa, onde Danilo vem oferecendo generosos espaços aos atacantes adversários. Talvez seja o momento de testar Rafael Silva na posição. Outra questão a ser observada está no comando do ataque. Até este momento, nem Damião, nem Alexandre Pato se mostraram capazes de garantir os gols que a Seleção precisa. Por último, mas não menos importante, tem sido o aprisionamento de Neymar do lado esquerdo do campo. Se existe um jogador neste grupo capaz de desequilibrar uma partida, este é o santista. Todavia, atuando tão aberto e tão distante do gol, Neymar tem sempre uma barreira de marcadores pela frente.
Deste modo, o próximo amistoso contra a Argentina acontecerá num cenário mais tenso do que se imaginava. Completo, o ataque albiceleste deve criar muitas dificuldades para uma defesa que mostrou insegura em alguns momentos. Em caso de nova derrota, muitos irão soar as trombetas do apocalipse e dizer que esta versão da Seleção Brasileira é incapaz de conquistar o ouro olímpico, o que seria uma análise precipitada. Tão precipitada quanto a euforia que começou a se instalar após as vitórias sobre Dinamarca e Estada Unidos.    
Foto: Mowa Press.

domingo, 27 de maio de 2012

Contagem Regressiva: Maio de 2012

Para um fanático por futebol, Copa do Mundo é muito mais do que um evento esportivo. É um período para se tirar férias do trabalho e só sair de casa para tratar de assuntos estritamente necessários. São semanas mágicas, onde um jogador consegue deixar o mundo mortal para fazer parte do panteão dos Deuses da Bola e, de quebra, transformar um país inteiro numa grande festa. É uma época para se rir, chorar, se emocionar. Enfim, é um momento que será guardado para sempre em nossos corações...
Da teoria para a prática.
Uma das maiores críticas que Mano Menezes, técnico da Seleção Brasileira, recebe diz respeito à enorme distância entre seu discurso e o futebol praticado em campo pelo Brasil. Nas entrevistas concedidas, Mano declarava que, historicamente, a Seleção sempre procurou praticar um futebol de imposição ofensiva e que, por sediar o próximo Mundial, terá a obrigação de sair para o jogo contra qualquer adversário. Todavia, na prática, o que se via era um time que não era tão consistente defensivamente quanto o Brasil de Dunga e, ao mesmo tempo, não era capaz de se impor diante dos melhores adversários.
Pois esse cenário pode estar mudando. Na vitória por 3 x1 sobre a Dinamarca em Hamburgo, o Brasil deu mostras de que as teorias de Mano Menezes podem estar entrando em sintonia com a realidade. Apresentando uma marcação forte no campo de ataque, muita movimentação e, sobretudo, talento, a Seleção anotou três gols ainda no primeiro tempo contra o selecionado de Morten Olsen.  O grande nome da partida foi Hulk, autor do primeiro e do terceiro gols e com participação decisiva no segundo, marcado contra por Zimling. Com essa atuação, o portista espera garantir sua vaga entre os jogadores acima dos 23 anos que estarão nos Jogos Olímpicos de Londres.
Assim como quase tudo no futebol, o cenário da Seleção está mudando rapidamente. Antes, devido às carências defensivas, Mano sinalizava que os três reforços acima da idade limite seriam escolhidos entre os defensores Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo. Agora, com as lesões de Daniel e David e as atuações de Juan Jesus e Hulk é provável que Mano Menezes esteja reavaliando suas opções. Outro que vem ganhando espaço é o meia Oscar. Após o imbróglio jurídico entre Internacional e São Paulo, o jovem colorado que via sua vaga nos Jogos mais distante agora aproveita a ausência do recém-operado Paulo Henrique Ganso para mostrar trabalho. Contra a Dinamarca, Oscar armou, marcou e atacou como gente grande e dificilmente estará fora da lista final para as Olimpíadas.
Os rivais.
Os próximos compromissos da Seleção acontecerão nos dias 30 de maio diante dos Estados Unidos em Washington, 3 de junho contra o México em Dallas e, por fim, enfrenta a Argentina no dia 9 em New Jersey. Dessas partidas, o técnico Mano Menezes definirá os dezoito atletas que representarão o futebol brasileiro em Londres. Dos três amistosos, sem dúvida, o que mais chama a atenção será o duelo contra nossos hermanos. Atuando completa, a Argentina terá antes do Brasil partida válida pelas Eliminatórias contra o Equador, em Buenos Aires, no dia 2 de junho.     
De olho na Copa:
A situação dos estádios brasileiros segue complicada. Segundo o Ministério do Esporte, somente quatro estados (Bahia, Ceará, Minas Gerais e o Distrito Federal) estão em dia com seus cronogramas de obras dos estádios para a Copa de 2014. Somente as citadas arenas cumpriram 50% ou mais de suas construções, todas financiadas por recursos do BNDES.
Quanto aos aeroportos, dos 13 considerados prioritários para o Mundial, apenas cinco já foram entregues: Cuiabá, Porto Alegre, Campinas e dois em São Paulo. Em relação às obras de mobilidade urbana, nove das 12 sedes estão com os trabalhos em andamento. Todavia, 81% dessas obras só serão concluídas no segundo semestre de 2013.     
Confira abaixo, o andamento das obras nas doze sedes:         
Dentro do previsto: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza e Salvador;  
Apresentando atrasos: Cuiabá, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo;
Situação preocupante: Curitiba, Manaus e Natal.
Imagem: Lancenet

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A terceira vez de Messi.

Será uma grande surpresa se Lionel Messi não abocanhar a Bola de Ouro FIFA nesta segunda-feira. Favoritíssimo ao prêmio, o argentino deve chegar ao seu terceiro troféu de melhor jogador do mundo, igualando Ronaldo e Zidane. Mas, ao contrário das duas lendas, o atacante do Barcelona receberia o prêmio pela terceira vez seguida, um feito inédito desde que a entidade decidiu condecorar o melhor jogador do planeta.
Essa conta se inicia em 1991 quando a entidade máxima do futebol decidiu eleger anualmente seu número um. Até então, o troféu individual mais cobiçado do mundo era a Bola de Ouro da revista France Football, porém, até 1995, esta só era entregue a jogadores europeus ou naturalizados. Deste modo, o mundo não viu craques como Pelé e Maradona sendo laureados. Confira a seguir todos os ganhadores do prêmio, seus clubes e nacionalidade:
1991: Lothar Matthäus (Internazionale/Alemanha)
1992: Marco van Basten (Milan/Holanda)
1993: Roberto Baggio (Juventus/Itália)
1994: Romário (Barcelona/Brasil)
1995: George Weah (Milan/Libéria)
1996: Ronaldo (Barcelona/Brasil)
1997: Ronaldo (Internazionale/Brasil)
1998: Zinedine Zidane (Juventus/França)
1999: Rivaldo (Barcelona/Brasil)
2000: Zinedine Zidane (Juventus/França)
2001: Luis Figo (Real Madrid/Portugal)
2002: Ronaldo (Real Madrid/Brasil)
2003: Zinedine Zidane (Real Madrid/França)
2004: Ronaldinho (Barcelona/Brasil)  
2005: Ronaldinho (Barcelona/Brasil)  
2006: Fabio Cannavaro (Real Madrid/Itália)
2007: Kaká (Milan/Brasil)
2008: Cristiano Ronaldo (Manchester United/Portugal)
2009: Lionel Messi (Barcelona/Argentina)
2010: Lionel Messi (Barcelona/Argentina)
2011: Lionel Messi (Barcelona/Argentina)*
Se a competição fosse por clubes, a classificação seria:
Barcelona: 8*
Real Madrid: 4
Juventus: 3
Milan: 3
Internazionale: 2
Manchester United: 1
Como se pode notar, apenas um seleto grupo de clubes tiveram seus atletas reconhecidos como melhores. Caso a conquista de Messi se confirme, o Barcelona abrirá ainda mais sua distância para a concorrência.
Todavia, se a competição fosse entre países, o Brasil estaria na frente:
Brasil: 8  
França: 3
Argentina: 3*
Itália: 2
Portugal: 2
Alemanha: 1
Holanda: 1
Libéria: 1  
Apesar de liderar com folga, o Brasil não tem um eleito desde 2007 quando Kaká conduziu o Milan aos títulos continental e mundial. Curiosamente, a Espanha, atual campeã do mundo, nunca teve um jogador premiado. Em grande parte, isso se deve ao fato de que normalmente as maiores estrelas de La Liga são estrangeiras. Por sua vez, a Argentina deve chegar ao seu terceiro prêmio e, como se trata de Messi, não é difícil imaginar mais troféus vindo por aí.
*A confirmar.
Imagem: Gastau Nacarino/LANCEPRESS

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Um 9, um 10 e uma lista estranha.

Nas últimas décadas o futebol brasileiro se acostumou a contar com centroavantes que, além de goleadores, eram técnicos e habilidosos. Mais do que isso, Careca, Romário e Ronaldo eram craques na acepção da palavra. Jogadores capazes de decidir grandes partidas ou mesmo Copas do Mundo.
Não é novidade para ninguém que isso mudou. Após o reinado do “apenas” bom Luís Fabiano, a Seleção Brasileira passou um ano inteiro em busca de um atacante capaz de colocar a bola para as redes. A princípio, o nome de Alexandre Pato era a escolha mais óbvia. Mesmo não sendo um centroavante nato, o milanista parecia reunir boas condições para a tarefa. No entanto, a hesitação em momentos-chave e uma certa falta de vibração colocaram uma pulga atrás da orelha de Mano Menezes. Fred, com um Mundial nas costas, era a escolha do técnico para uma alternativa tática diferente, porém, a má fase do jogador do Fluminense torna seu chamado imerecido.
Mas ainda havia outra opção. Oriundo dos campeonatos varzeanos de São Paulo, Leandro Damião praticamente não teve trabalho de base. Era muito “cru”, diziam. Só que isso não impediu o sucesso do camisa 9 do Internacional. Após intensos trabalhos de fundamento com Ortiz, ex-jogador da Seleção Brasileira de Futsal, Damião foi lapidado para a vida profissional. Hoje, é daquele tipo de centroavante que não precisa de muitas oportunidades para marcar. Contra Gana, foi às redes nas duas boas oportunidades que teve. Numa delas, um impedimento milimétrico invalidou o gol. Na vez seguinte, um forte chute cruzado garantiu a vitória brasileira pelo placar mínimo. Vai ser difícil tirar a 9 dele agora.
Nunca escondi minhas restrições ao retorno de Ronaldinho à Seleção. Mesmo com a ótima fase no Flamengo, não via razão para o gaúcho de 31 anos ser chamado uma vez que o objetivo do trabalho de Mano Menezes é preparar o time para 2014. Além disso, se era para haver um veterano que fosse Kaká, dois anos mais novo e duzentas vezes mais interessado na própria carreira. Entretanto, existe um fator que deve ser observado. Falta bagagem ao jovem grupo da Seleção. Mesmo brilhantes, não é justo colocar todo o peso do processo de montagem de um novo Brasil nas costas de garotos como Neymar e Ganso. Faltava alguém que aliviasse essa tensão e chamasse a atenção de torcida, imprensa e adversários. No momento, não há nome melhor do que o de Ronaldinho.
Logo após o encerramento do amistoso no estádio Craven Cottage, coube a Mano Menezes anunciar a lista dos 24 atletas convocados para os dois amistosos que o Brasil fará contra a Argentina nos dias 14 (Córdoba) e 28 de setembro (Belém). Como acordado, a convocação contou apenas com jogadores que atuam no País. Todavia, algumas ausências e presenças causaram grande surpresa. Entre os ausentes, Willians (Flamengo) Elkeson (Botafogo) e Borges (Santos) são os mais comentados. Presentes no chamado, Réver em má fase no Atlético/MG, Renato Abreu de 33 anos e Fred também atravessando um mau momento, causaram maior desconforto.
Confira a seguir a lista completa:      
Goleiros: Fábio (Cruzeiro), Jefferson (Botafogo) e Rafael (Santos);
Laterais: Bruno Cortês (Botafogo), Danilo (Santos), Mário Fernandes (Grêmio) e Kleber (Internacional);
Zagueiros: Dedé (Vasco), Henrique (Palmeiras), Réver (Atlético Mineiro) e Rhodolfo (São Paulo);
Volantes: Casemiro (São Paulo), Paulinho (Corinthians), Ralf (Corinthians) e Rômulo (Vasco);
Meias: Cícero e Lucas (ambos do São Paulo), Oscar (Internacional), Renato Abreu e Thiago Neves (ambos do Flamengo);
Atacantes: Fred (Fluminense), Leandro Damião (Internacional), Neymar (Santos) e Ronaldinho (Flamengo).  
E você, o que achou da convocação de Mano Menezes?
Imagens: Mowa Press

terça-feira, 12 de julho de 2011

Enfim, Messi.

Até a vitória da Argentina por 3 a 0 sobre a Costa Rica na última rodada da fase de grupos da Copa América, um dilema atormentava a seleção comandada por Sergio Batista: Por que Lionel Messi não joga bem na Argentina?
Em busca de uma resposta, inúmeras hipóteses foram ventiladas. Desde uma improvável falta de patriotismo (manifestada no hino não entoado), passando pela falta de entrosamento, até a qualidade inferior de seus compatriotas quando comparados com os companheiros de Barcelona. Difícil afirmar qual é a razão, no entanto, era evidente que essa situação estava incomodando o jogador e que a atuação de ontem pelo menos diminui a pressão sobre seus ombros.
Que Messi é um craque não se discute. Sua agilidade, capacidade de descortinar jogadas com dribles e fintas e seu poder de finalização o colocam entre os melhores jogadores de todos os tempos. Porém, atuar bem pela seleção também é importante. Faz parte da construção de sua lenda pessoal. Ser campeão ou não depende da ajuda de seus companheiros, mas suas apresentações individuais são de sua responsabilidade quase exclusiva.
Não estou entre aqueles que defendem que a Argentina copie a maneira de atuar do Barcelona para simular o ambiente perfeito para Messi. A escola de futebol é outra, o tempo de treinamento é muito menor e as características dos atletas são distintas. Antes de tudo, o técnico Batista deve buscar a formação de um time, explorando as peças que tem à disposição. E, dentro desse time, dar ao seu camisa 10 toda liberdade que ele precisa para brilhar. Depois é com ele.
Imagem: Fernando Vergara, AP.

sábado, 21 de maio de 2011

Contagem Regressiva: Maio de 2011

Para um fanático por futebol, Copa do Mundo é muito mais do que um evento esportivo. É um período para se tirar férias do trabalho e só sair de casa para tratar de assuntos estritamente necessários. São semanas mágicas, onde um jogador consegue deixar o mundo mortal para fazer parte do panteão dos Deuses da Bola e, de quebra, transformar um país inteiro numa grande festa. É uma época para se rir, chorar, se emocionar. Enfim, é um momento que será guardado para sempre em nossos corações...
Os ausentes.
Na última quinta-feira, Mano Menezes, técnico da Seleção Brasileira, convocou 28 jogadores que participarão dos amistosos diante de Holanda (4 de junho em Goiânia) e Romênia (7 de junho em São Paulo). Esta última partida também marcará a despedida do atacante Ronaldo da Seleção. Confira e lista:
Goleiros: Fábio (Cruzeiro), Jefferson (Botafogo) Júlio César (Internazionale) e Victor (Grêmio);
Zagueiros: David Luiz (Chelsea), Lúcio (Internazionale), Luisão (Benfica) e Thiago Silva (Milan);
Laterais: Adriano (Barcelona), André Santos (Fenerbahçe), Daniel Alves (Barcelona) e Maicon (Internazionale);
Volantes: Elias (Atlético de Madrid), Henrique (Cruzeiro), Lucas Leiva (Liverpool), Ramires (Chelsea), Sandro (Tottenham);  
Meias: Anderson (Manchester United), Elano (Santos), Jadson (Shakhtar Donetsk) Lucas (São Paulo) e Thiago Neves (Flamengo);
Atacantes: Alexandre Pato (Milan), Fred (Fluminense), Leandro Damião (Internacional), Neymar (Santos), Nilmar (Villarreal) e Robinho (Milan);
Desta lista sairão os 23 convocados para a Copa América. No entanto, o meia santista Paulo Henrique Ganso também poderá fazer parte do grupo caso se recupere a tempo da lesão muscular que o afasta dos gramados por cerca de 40 dias.
Curiosamente, a lista foi mais comentada pelos ausentes do que pelos presentes. Marcelo, Hernanes, Kaká e Hulk foram os nomes mais lembrados. A começar pelo lateral do Real Madrid, que apesar da grande fase que atravessa, parece não fazer parte dos planos de Mano Menezes após o episódio em que rebateu os comentários do técnico brasileiro.
Expulso ainda no primeiro tempo do amistoso contra a França, o meia Hernanes da Lazio também não figurou na lista. Difícil afirmar, mas o nervosismo e a insônia declarados pelo jogador antes da partida contra os Bleus podem ter significado o aparecimento de uma pulga atrás da orelha de Mano. Afinal, se Hernanes sente tanto um simples amistoso o que sentiria numa competição de verdade?
Por sua vez, Kaká teve sua ausência explicada pelo treinador. Segundo Mano Menezes, o meia do Real Madrid disse que ainda necessita de alguns cuidados a mais para que possa retornar aos gramados em sua melhor forma. Deste modo, um possível retorno à camisa amarela só acontecerá na próxima temporada.
Por último, Hulk é outro que aguardará uma oportunidade após a Copa América. Campeão da Liga Europa e artilheiro da Liga Sagres pelo Porto, o atacante, que atua mais pelos lados do campo, perdeu espaço com o surgimento do jovem Lucas e da boa fase atravessada por nomes como Robinho, Nilmar e Neymar.     
Os rivais.    
A polêmica da vez na Argentina é a possível não convocação de Carlos Tévez pelo técnico Sergio Batista. Como justificativa para a ausência, Batista declarou que o atacante do Manchester City disputa posição com Lionel Messi e Gonzalo Higuaín. Porém, o que se diz na Argentina é que Tévez e Batista se desentenderam após a ausência do jogador do amistoso contra o Brasil. Na ocasião, El Apache ficou de fora por lesão, mas atuou pelos Citizens poucos dias depois.
Sempre polêmico, Maradona saiu em defesa do ex-comandado, dizendo que o atual treinador a seleção albiceleste só pode estar bêbado ou drogado ao ignorar  Tévez. Uma piada pronta vindo de El Pibe ainda mais quando lembramos que o próprio não convocou Javier Zanetti e Esteban Cambiasso, ambos em grande forma, para a Copa de 2010. De qualquer forma, qualquer um que acompanhou a temporada de Tévez sabe que há poucos argumentos para Batista não levá-lo.
De olho na Copa.  
A FIFA e o Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014 definiram as cinco sedes da Copa das Confederações que será disputada em 2013 no Brasil. São elas: Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Salvador.
Como era de se esperar devido ao atraso das obras do “Fielzão”, São Paulo não apresentará seu estádio a tempo para servir como sede do evento. Não por acaso, muitos temem que a nova arena do Corinthians não fique pronta até o Mundial.
Em linhas gerais, podemos classificar o andamento das obras nas sedes da seguinte forma:
Dentro do previsto: Belo Horizonte, Brasília;
Apresentando atrasos: Cuiabá, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e Salvador;
Situação preocupante: Curitiba, Manaus, Natal e São Paulo.    
Créditos das imagens: Marca e Olé.

terça-feira, 29 de março de 2011

Enquete: Qual é a melhor seleção de todos os tempos?

Depois de perguntar aos amigos qual é o melhor time de todos os tempos, decidi emendar logo com a seguinte pergunta obrigatória: Qual é a melhor seleção de todos os tempos?
Embora a Seleção Brasileira tricampeã mundial em 1970 largue como favorita, há quem diga que a campeã de 1958 com Pelé e Garrincha foi melhor. Isso sem contar o Brasil de 1982 que até hoje tem sua derrota no Sarriá tida como uma das maiores injustiças dos deuses da bola.
Logicamente, nem só de Brasil vive o futebol de seleções. Assim, a Alemanha de Beckenbauer, a Holanda de Cruyff e a França de Zidane também não poderiam ficar de fora. E como não considerar o carrasco verde-amarelo em 1982? Sim, a Itália de Paolo Rossi era muito mais que um catenaccio bem executado. Quatro anos depois, Maradona e sua amada argentina também deixariam sua marca no Olimpo do futebol.
Passado e futuro também se encontram nesta enquete, na forma da poderosa Hungria de 1954 e da atual campeã Espanha. Por sua vez, a Inglaterra de 1966 comandada em campo pelo craque Bobby Charlton também pede passagem.
Para tentar responder a essa pergunta, peço aos amigos que utilizem a enquete ao lado, mas sem deixar de fazer os comentários de sempre neste post.
Obrigado.
Crédito da Imagem: IG