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segunda-feira, 31 de março de 2014

Contagem Regressiva: Março de 2014

Para um fanático por futebol, a Copa do Mundo é muito mais do que um evento esportivo. É um período para se tirar férias do trabalho e só sair de casa para tratar de assuntos estritamente necessários. São semanas mágicas, onde um jogador consegue deixar o mundo mortal para fazer parte do panteão dos Deuses da Bola e, de quebra, transformar um país inteiro numa grande festa. É uma época para se rir, chorar, se emocionar. Um momento que será guardado para sempre em nossos corações...
Clima de Seleção*
As torcidas italianas em diversos estádios se levantaram para aplaudir o gol que Ronaldo marcou na tarde de 9 de dezembro de 2001 diante do Brescia. Após mais de dois anos sem balançar as redes numa partida oficial por conta da grave lesão no joelho que quase pôs fim à sua carreira, o Fenômeno voltava a fazer o que mais sabia na vida. Daquele momento até o fim da temporada foram mais seis gols e muitas lesões musculares, algo que colocou em dúvida seu melhor aproveitamento na Copa do Mundo de 2002.
Contudo, se havia a desconfiança de muitos, Luiz Felipe Scolari acreditava no centroavante que escolhera, preterindo um veteraníssimo Romário. No fim, como todos sabemos, Felipão estava certo e Ronaldo foi o artilheiro da campanha brasileira no pentacampeonato mundial tendo Rivaldo, outro nome coberto de dúvidas, ao seu lado. Essa foi apenas uma das vertentes da chamada “Família Scolari”, onde um bom ambiente e um grupo focado foram suficientes para tornar uma conquista que parecia improvável algo real no instante em que o capitão Cafu ergueu a Copa do Mundo.
Esse mesmo clima pode ser visto na atual Seleção Brasileira. Da entrega mostrada na Copa das Confederações até um vídeo simplesonde os jogadores brincam com o baixo desempenho do atacante Hulk no videogame, o que se vê é um grupo de amigos. Atletas que atuam em diversas partes do mundo, enfrentam pressões e situações distintas por seus clubes, mas que servindo a Seleção sentem que, de certo modo, que estão em casa. Um ambiente em que os problemas das agremiações que defendem podem ficar de fora sem que isso represente falta de profissionalismo.
O melhor exemplo disso é Neymar. Ainda em fase de adaptação ao futebol coletivo do Barcelona, sem gozar de privilégios táticos e sendo pivô da queda do ex-presidente do clube catalão, o atacante brasileiro mostra que isso não o afeta em nada quando veste a camisa 10 amarela. É como se houvesse um sentimento de proteção onde Neymar pode mostrar seu melhor futebol sem se preocupar se a última tentativa de drible resultou em desarme. Uma liberdade que ainda precisa ser conquistada no Barça.
*Escrito originalmente para minha nova coluna no site Doentes por Futebol
De olho na Copa
Fábio Hamilton da Cruz foi a terceira vítima fatal nas obras da Arena Corinthians e a oitava em todas as sedes. A título de comparação, foram duas mortes registradas nas construções dos estádios sul-africanos no último Mundial. Logicamente, este é um problema muito mais ligado à construção civil no País do que ao futebol. No entanto, não deixa de chamar a atenção o fato de que grande parte desses acidentes ocorreu no período em que as obras foram aceleradas.
Os atrasos em diversas sedes, sobretudo na construção das estruturas temporárias, fizeram com que a FIFA anunciasse a intenção de rever seu planejamento para os próximos torneios, começando pela Rússia. “Esse foi um grande problema que enfrentamos no Brasil. Essas responsabilidades (estruturas temporárias) são conhecidas há muito tempo. Todas as cidades-sedes assinaram os documentos. Na Rússia esse problema deverá ser minimizado, uma vez que teremos apenas um estádio privado. Os demais são todos do governo. Estádios privados não querem pagar por estruturas temporárias. Temos que achar outro jeito daqui para frente”*, esclareceu o Secretário Geral, Jérôme Valcke, após reunião com membros do governo federal e do Comitê Organizador Local (COL), no Rio de Janeiro.
Com muita coisa a ser finalizada e equívocos na organização, a Arena da Baixada recebeu seu primeiro evento-teste no último sábado. Diante de 10 mil sócios, o Atlético Paranaense recebeu o J. Malucelli e não saíram do zero. A previsão de entrega do estádio é 15 de maio. Até lá, mais um evento deverá ser realizado.       
Depois de uma Copa na África do Sul em que diversas estruturas funcionaram de forma precária, a entidade máxima do futebol vê a possibilidade de tudo se repetir, talvez em maior escala, no Brasil. Quem sabe é a senha para a FIFA retomar a prática anterior onde os países-sedes tinham de apresentar condições para sediar um evento como a Copa para só depois pleiteá-lo. Mas, pelo visto, a ideia é que realmente se construa e se gaste muito.
Confira o andamento das obras para o Mundial de 2014:         
Obras concluídas: Belo Horizonte, Brasília, Ceará, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e Salvador;
Situação preocupante: Cuiabá, Curitiba e Manaus;
Situação alarmante: São Paulo.
Imagens: Placar, site oficial do Atlético-PR.
*Fonte: Globoesporte.com

domingo, 29 de setembro de 2013

Contagem Regressiva: Setembro de 2013

Para um fanático por futebol, a Copa do Mundo é muito mais do que um evento esportivo. É um período para se tirar férias do trabalho e só sair de casa para tratar de assuntos estritamente necessários. São semanas mágicas, onde um jogador consegue deixar o mundo mortal para fazer parte do panteão dos Deuses da Bola e, de quebra, transformar um país inteiro numa grande festa. É uma época para se rir, chorar, se emocionar. Enfim, é um momento que será guardado para sempre em nossos corações...
Na órbita da Seleção
As próximas convocações do técnico Luiz Felipe Scolari serão determinantes para a formação do grupo que estará na Copa. A partir delas será possível apontar, com bom grau de exatidão, quais atletas têm mais ou menos chances de defender a camisa amarela no segundo Mundial a ser disputado em nosso território. Alguns nomes não são difíceis de imaginar. Durante a Copa das Confederações, Felipão montou uma base e todos que a compõe só perderão espaço em caso de lesão ou acentuada queda de rendimento. Neste momento, o time titular do Brasil é composto por Júlio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho e Oscar; Hulk, Fred e Neymar. Uma equipe que pode variar do 4-2-3-1 para 4-3-3 e também para o 4-1-4-1, mas sempre com a marcação por pressão herdada dos tempos de Mano Menezes.
Do onze inicial, Júlio César e Fred são os que mais preocupam. O goleiro, atualmente na reserva do Queens Park Rangers, time da segunda divisão da Inglaterra, recupera-se de uma cirurgia no dedo médio da mão esquerda e já recebeu do técnico Harry Redknapp a senha para deixar o clube londrino assim que a janela de transferências for reaberta. Nesse caso, um retorno ao futebol brasileiro não está descartado. No que diz respeito ao centroavante, o histórico de lesões desperta o estado de alerta na comissão técnica. Em forma, Fred é titular, não resta dúvida. Caso não tenha condições, Jô deve ser a esperança de um ocupante da camisa 9 que tenha como maior característica ser o definidor de um time que trabalha com mais desenvoltura pelos lados do campo. A outra opção, Alexandre Pato, embora tenha o status de grande contratação do futebol brasileiro em 2013, ainda não rendeu o esperado no Corinthians. Por sua vez, Diego Costa, sensação da liga espanhola, segue marcando gols pelo Atlético de Madrid e pode aparecer em breve entre os convocados do espanhol Vicente Del Bosque caso não tenha espaço na lista de Scolari. De certo modo, isso significaria uma derrota estratégica do quase sempre matreiro técnico da Seleção.
Entre os reservas imediatos, Maicon, Ramires e Bernard são aqueles que têm mais chances de se tornarem titulares. Sobretudo o último, admirado pelo técnico brasileiro por ter “alegria nas pernas”, numa alusão ao seu futebol dinâmico, incisivo e cheio de dribles. Entre os convocados da última lista, ressurgem o goleiro Victor, o zagueiro Dedé e o volante Lucas Leiva que pareciam fora dos planos. Enquanto isso, nomes como Miranda, esteio da defesa do Atlético de Madrid, o promissor zagueiro Marquinhos do PSG e os talentosos meias Willian e Philippe Coutinho, este lesionado, seguem aguardando oportunidades.  
Os rivais
Em outubro, a Seleção Brasileira voltará a campo para enfrentar a Coreia do Sul (12) em Seul e o selecionado de Zâmbia (15) no Ninho de Pássaro, estádio construído especialmente para os Jogos Olímpicos de Pequim. Veja a seguir a lista dos convocados:
De olho na Copa
No último dia 21, a Confederação Brasileira de Futebol anunciou o calendário para o futebol em 2014 tendo em vista a realização da Copa do Mundo. Para acomodar o excessivo número de datas, a entidade antecipou o início dos campeonatos estaduais para o dia 12 de janeiro, o que provocou revolta geral com tamanho descaso com os jogadores que praticamente não teriam pré-temporada. Mobilizados, 75 atletas profissionais das séries A e B lançaram uma nota oficial pedindo uma reunião com a CBF para que o assunto seja tratado coletivamente. Além de figuras conhecidas como o goleiro Rogério Ceni do São Paulo, o meia Alex do Coritiba e o zagueiro Paulo André do Corinthians, assinaram o manifesto os convocados Alexandre Pato, Dedé e Diego Cavalieri. Enfim, os principais prejudicados pelo massacrante calendário brasileiro marcaram posição contra os abusos dos dirigentes. A primeira vitória, ainda que pequena, foi o adiamento em uma semana do início dos Estaduais. Que seja apenas o começo.
Confira abaixo o andamento das obras para o Mundial de 2014:         
Obras concluídas: Belo Horizonte, Brasília, Ceará, Recife, Rio de Janeiro e Salvador;
Apresentando atrasos: Cuiabá, Curitiba, Manaus, Porto Alegre e São Paulo;
Situação preocupante: Natal.
Fotos: Bruno Spada/Vipcomm e Agência Estado
Arte: Editoria globoesporte.com

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Contagem Regressiva: Agosto de 2013

Para um fanático por futebol, a Copa do Mundo é muito mais do que um evento esportivo. É um período para se tirar férias do trabalho e só sair de casa para tratar de assuntos estritamente necessários. São semanas mágicas, onde um jogador consegue deixar o mundo mortal para fazer parte do panteão dos Deuses da Bola e, de quebra, transformar um país inteiro numa grande festa. É uma época para se rir, chorar, se emocionar. Enfim, é um momento que será guardado para sempre em nossos corações...
No balanço dos meses tudo pode mudar
Após a conquista da Copa das Confederações, a Seleção Brasileira se reuniu mais uma vez para um inoportuno amistoso contra a Suíça. Inoportuno não pelo adversário, uma seleção conhecida por sua consistência defensiva, mas por ter sido disputado no início de uma temporada onde os jogadores brasileiros mal tiveram tempo para a devida preparação técnica e física em seus clubes. Quem disputou a Copa das Confederações, cuja decisão aconteceu em 30 de junho, teve apenas alguns dias de preparação após as férias de julho. Portanto, a derrota por 1 a 0 deve ser analisada com a reserva cabível.
Bem mais importante do que o revés na Basiléia é a perspectiva para os principais nomes do Brasil até a Copa do Mundo. Transferências, adaptações, lesões. Não faltam fatores que possam se constituir em obstáculos até o Mundial. Titular absoluto e esteio do Santos, Neymar vive no Barcelona a novidade de lutar por mais minutos em campo, começando partidas no banco de reservas. Ter mais oportunidades também foi o que motivou o volante Luiz Gustavo a trocar o campeão europeu Bayern pelo Wolfsburg. Por sua vez, Paulinho, novo contratado do Tottenham, busca seu espaço numa liga em que o nível de exigência é bem maior do que a brasileira, enquanto Bernard deixou a quente Belo Horizonte para reforçar a legião estrangeira do Shakhtar Donetsk na gelada Ucrânia. Isso sem falar em quem ainda tem seus rumos indefinidos como o goleiro Júlio César especulado no Benfica.
Na prática, essas situações devem significar a presença de um grupo heterogêneo nos próximos amistosos da Seleção. Neste semestre, atletas na metade da temporada como os que atuam no Brasil (a minoria) somados a quem inicia sua jornada em gramados europeus. No primeiro semestre de 2014, a situação se inverte com os “estrangeiros” esgotados pelo fim de mais uma temporada. Um cenário que só encontrará solução quando a equipe do preparador Paulo Paixão dispuser de todos os convocados para equilibrar a condição física para finalmente entregá-los a Felipão. Obviamente, isso só será possível durante a preparação final para a Copa.
Os rivais
O técnico Luiz Felipe Scolari divulgou na última quarta-feira a lista com os 22 convocados para os amistosos contra a Austrália (7 de setembro em Brasília) e Portugal (10 de setembro em Boston, EUA). As novidades são os retornos do zagueiro Henrique que disputa a Série B com o Palmeiras, do lateral-direito Maicon recém-contratado pela Roma após passagem apagada pelo Manchester City, e de Ramires, ausente nos últimos chamados por conta de um episódio mal explicado antes do amistoso contra a Rússia em março. Ao que tudo indica, Felipão e o volante do Chelsea acertaram os ponteiros e o versátil jogador é mais um a buscar espaço no meio-campo verde-amarelo.
Confira a lista completa:
Goleiros: Jefferson (Botafogo) e Júlio César (QPR);
Zagueiros: Dante (Bayern), David Luiz (Chelsea), Henrique (Palmeiras) e Thiago Silva (PSG);
Laterais: Daniel Alves (Barcelona), Maicon (Roma), Marcelo (Real Madrid) e Maxwell (PSG);
Volantes/meias: Fernando (Shakhtar Donetsk) Hernanes (Lazio), Luiz Gustavo (Wolfsburg), Oscar (Chelsea), Paulinho (Tottenham) e Ramires (Chelsea);
Atacantes: Bernard (Shakhtar Donetsk), Fred (Fluminense), Hulk (Zenit), Jô (Atlético Mineiro), Lucas (PSG) e Neymar (Barcelona).
Segundo palavras do próprio Scolari, a Seleção ainda não está fechada e outros testes devem ser realizados até a Copa. Deste modo, espera-se que nomes como Rafael da Silva, lateral do Manchester United, Marquinhos, zagueiro do PSG, e os meias Philippe Coutinho, Liverpool, e Willian, novo contratado do Chelsea, ganhem oportunidades.
De olho na Copa
A notícia de que desde 2006 parte do cachê dos amistosos da Seleção Brasileira era desviada para uma empresa pertencente a Sandro Rosell, atual presidente do Barcelona, caiu como uma bomba no noticiário esportivo do País. Não que tal prática não fosse cogitada por quem acompanhou a gestão Ricardo Teixeira à frente da CBF, mas a maneira como tal manobra foi conduzida durante esses anos beirou o escárnio. Para se ter uma ideia, não se sabe dizer que tipo de serviço a Uptrend Development prestava à Seleção – provavelmente nenhum – e muito menos onde fica a sede dessa empresa pertencente a Rosell. O que se sabe, no entanto, é que no endereço nos Estados Unidos fornecido como sendo da Uptrend nunca abrigou, de fato, suas instalações.       
Confira abaixo o andamento das obras para o Mundial de 2014:         
Obras concluídas: Belo Horizonte, Brasília, Ceará, Recife, Rio de Janeiro e Salvador;
Apresentando atrasos: Cuiabá, Curitiba, Manaus, Porto Alegre e São Paulo;
Situação preocupante: Natal.
Fotos: Getty Images, O Globo e Estadão

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Contagem Regressiva: Fevereiro de 2013

Para um fanático por futebol, Copa do Mundo é muito mais do que um evento esportivo. É um período para se tirar férias do trabalho e só sair de casa para tratar de assuntos estritamente necessários. São semanas mágicas, onde um jogador consegue deixar o mundo mortal para fazer parte do panteão dos Deuses da Bola e, de quebra, transformar um país inteiro numa grande festa. É uma época para se rir, chorar, se emocionar. Enfim, é um momento que será guardado para sempre em nossos corações...
O time ideal
Antes da demissão de Mano Menezes, havia a impressão de que o treinador estava se aproximando do time ideal para a Seleção Brasileira. Mesmo sem grandes resultados, Mano definiu grande parte dos titulares e esboçou, sem consolidar, o estilo de jogo que gostaria de implantar. Com a chegada de Luiz Felipe Scolari, é certo que algumas mudanças ocorrerão e algumas medidas adotadas pelo ex-técnico devem ser deixadas de lado.

A primeira mudança está no posicionamento. Mano Menezes queria a equipe sempre à frente, marcando a saída de bola e recuperando a posse o mais próximo possível do gol adversário. Na prática, essa postura resultou em boas vitórias sobre Dinamarca (3 a 1) e Estados Unidos (4 a 1), mas também acarretou derrotas para México (2 a 0) e Argentina (4 a 3), com os rivais aproveitando os fartos espaços às costas da defesa. Com Felipão, a ideia parece ser um time mais postado ou tradicional, com Ramires e Paulinho mais próximos da defesa e meias recuando para fechar os espaços visando recuperar a bola da intermediária para trás e assim ter mais campo para jogar, o que remonta uma característica bem típica da escola brasileira.
Outra alteração está na volta de um centroavante típico ao comando do ataque. Antes, Neymar chegou a ser testado como o homem mais adiantado da Seleção. Mesmo assim, o santista não guardava posição, pois continuava caindo pela esquerda ou recuava para buscar a bola e partir de frente para a defesa. Agora, Luis Fabiano e Fred estão disputando a camisa 9 com Neymar de volta à ponta esquerda. Nesta posição, o jogador voltou a mostrar problemas com a diminuição dos espaços e a distância para o gol. Se a intenção do atual técnico for mantê-lo como a principal arma do time, é conveniente rever esse posicionamento.
Todavia, o principal dilema está na presença de Ronaldinho no onze inicial. No último amistoso contra a Inglaterra, o gaúcho, pouco afeito à marcação, deixou os ótimos volantes britânicos livres para construírem as jogadas expondo demasiadamente a segunda linha verde-amarela. No segundo tempo, com Oscar centralizado na função de Ronaldinho, a Seleção ganhou corpo e se apresentou melhor. Apesar da juventude, Scolari poderia testar uma linha formada por Lucas, Oscar e Neymar atrás de um centroavante e ganhar em dinamismo e movimentação. Caso o corintiano Alexandre Pato recupere sua melhor forma, o Brasil poderia ter um sistema ofensivo rápido, habilidoso e insinuante. Mesmo que falte experiência – que pode ser vista no sistema defensivo – não faltará poder de fogo.

Os rivais


A CBF anunciou que a Seleção enfrentará o Chile duas vezes em 2013. Na primeira, no dia 24 de abril no Mineirão, o técnico Luiz Felipe Scolari não deve contar com atletas que atuam no exterior. Na segunda, 10 de setembro, o confronto voltará a se repetir, desta vez em São Paulo. Outros amistosos agendados são contra Itália (21/03), Rússia (25/03), Inglaterra (02/06), França (09/06) e Suíça (14/08), além da Copa das Confederações que será disputada entre 15 e 30 de junho.                                                                            
De olho na Copa
Neste mês, o Maracanã começou a ganhar sua nova cobertura e seus assentos, mas também sofreu com a paralisação das obras por conta de um início de greve dos operários que reivindicam reajuste de vencimentos e plano de saúde. Essa nova interrupção nas obras prejudica ainda mais o cumprimento do cronograma de entrega do estádio, uma das sedes da Copa das Confederações e da Copa do Mundo.    
Confira abaixo o andamento dessas obras:         
Obras concluídas: Belo Horizonte e Ceará;
Dentro do previsto: Brasília e Salvador;  
Apresentando atrasos: Cuiabá, Porto Alegre e São Paulo;
Situação preocupante: Curitiba, Manaus, Natal, Recife e Rio de Janeiro.
Imagens: AFP, Reuters

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Contagem Regressiva: Janeiro de 2013

Para um fanático por futebol, Copa do Mundo é muito mais do que um evento esportivo. É um período para se tirar férias do trabalho e só sair de casa para tratar de assuntos estritamente necessários. São semanas mágicas, onde um jogador consegue deixar o mundo mortal para fazer parte do panteão dos Deuses da Bola e, de quebra, transformar um país inteiro numa grande festa. É uma época para se rir, chorar, se emocionar. Enfim, é um momento que será guardado para sempre em nossos corações...
Mudança de postura
Perguntado na coletiva de imprensa após sua primeira convocação se a ausência de um volante mais marcador significava sua evolução como treinador, Luiz Felipe Scolari foi direto: “É a evolução do futebol.” Ao contrário do que muitos imaginavam, a lista divulgada no último dia 22 visando o amistoso contra a Inglaterra não indicou alterações drásticas na filosofia assumida pelo antecessor Mano Menezes. A diferença maior está na postura dos comandantes. Enquanto Mano sempre se mostrava resignado, monocórdio, repetindo que o Brasil não tinha protagonistas no futebol mundial, Felipão optou por afirmar que a Seleção Brasileira estará entre os favoritos quando chegar a hora e que o time tem a obrigação de ser campeão. Pode parecer retórica, contudo, essa nova postura é mais do que bem-vinda para um selecionado que nunca pode se eximir de ter ambição.
O sistema tático, provavelmente, seguirá o mesmo 4-2-3-1 que vinha sendo utilizado. Os volantes, todos dotados de bom trato com a bola, sabem sair jogando e chegar ao ataque. Dentro de campo, a mudança mais notável é a possível entrada de um centroavante mais fixo com o deslocamento de Neymar para uma função que lhe dará mais obrigações defensivas.
As principais surpresas foram as convocações do zagueiro Dante e do lateral esquerdo Filipe Luís, além dos retornos do goleiro Júlio César e do meia-atacante Ronaldinho Gaúcho. Com as ausências dos lesionados Thiago Silva e Marcelo, ainda não é possível visualizar com exatidão qual será a defesa brasileira no próximo dia 6, mas este colunista arrisca uma projeção baseada na trajetória de Felipão e nas poucas informações dadas até agora. Na meta, como não faria muito sentido deixar um arqueiro tão experiente no banco, Júlio César deve iniciar a partida. Na lateral direita, Daniel Alves certamente vestirá a camisa 2. A zaga central terá o titular David Luiz e, talvez para aproveitar o entrosamento do clube, Miranda e Filipe Luís do lado esquerdo.
No meio campo, confirmando a dupla de volantes que vinha atuando, Paulinho e Ramires devem continuar entre os onze. Compondo a linha de três, Hulk pelo lado direito, Ronaldinho – barrando Oscar – centralizando e como referência em lances de bola parada e o indiscutível Neymar pela esquerda. Na posição de centroavante, Fred, mais jovem do que Luis Fabiano e artilheiro do último Brasileirão, sai na frente. Logicamente, existem outras formações possíveis, mas em todas elas a impressão de que Felipão optou por uma equipe mais leve e mais indicada para as demandas do futebol atual. Ponto para ele. 
Confira abaixo os 20 convocados:
Goleiros: Diego Alves (Valencia) e Júlio César (Queen’s Park Rangers);
Zagueiros: Dante (Bayern de Munique), David Luiz (Chelsea), Leandro Castán (Roma) e Miranda (Atlético de Madri);
Laterais: Adriano (Barcelona), Daniel Alves (Barcelona) e Filipe Luís (Atlético de Madri);
Volantes: Arouca (Santos), Paulinho (Corinthians) e Ramires (Chelsea);
Meias: Hernanes (Lazio), Oscar (Chelsea) e Ronaldinho (Atlético Mineiro);
Atacantes: Fred (Fluminense), Hulk (Zenit), Lucas (Paris Saint-Germain), Luis Fabiano (São Paulo) e Neymar (Santos).
Os rivais
O ano de 2013 será repleto de desafios para a Seleção Brasileira. Além do amistoso em Wembley no próximo dia 6 e da Copa das Confederações, o Brasil enfrentará a Itália em 21 de março e a Rússia quatro dias depois. Antes da competição oficial da FIFA, haverá dois compromissos em junho diante de França e Inglaterra. No segundo semestre, será a vez da Alemanha, provavelmente em agosto. Sem dúvida, uma sequência pesada que proporcionará à Seleção enfrentar quase todos os campeões mundiais antes da Copa de 2014. Tal iniciativa pode não ser a ideal, porém, se torna explicável diante da necessidade de afirmação da equipe.      
Sub-20
O vexame do mês ficou por conta da eliminação da Seleção Brasileira sub-20 ainda na primeira fase do sul-americano da categoria. Muito se comentou sobre o desarranjo técnico e tático da equipe comandada por Émerson Ávila, sobre a falta de união e empenho do grupo, mas o que mais chama a atenção nesse fracasso foi a maneira como a própria CBF vem tratando suas categorias inferiores. Como alerta o site especializado Olheiros, o trabalho de base vem sendo deixado de lado desde a saída do técnico Ney Franco para o São Paulo em julho do ano passado. Para piorar, a confirmação de Bebeto para o cargo de coordenador das divisões de base do Brasil mostra o nível de amadorismo de José Maria Marin e sua trupe. Até onde se sabe, o ex-jogador não tem a experiência necessária para a função, o que configura mais uma indicação política da cartolagem cebeefeana.  
De olho na Copa
Há 500 dias para a Copa do Mundo, apenas a Arena Castelão e o Mineirão estão prontos para receber partidas oficiais. Os atrasos nas obras das demais sedes já começam a preocupar a cúpula da FIFA e, em visita ao Brasil, o secretário-geral Jerome Valcke declarou que os prazos se encontram no limite. Ainda em janeiro, o governo estadual do Rio de Janeiro informou que o Maracanã só será entregue no dia 28 de maio quando restarão apenas 19 dias para o início da Copa das Confederações.
Confira abaixo o andamento dessas obras:         
Obras concluídas: Belo Horizonte e Ceará;
Dentro do previsto: Brasília e Salvador;  
Apresentando atrasos: Cuiabá, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo;
Situação preocupante: Curitiba, Manaus, Natal e Recife.
Imagens: Estadão e AP

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Contagem Regressiva: Novembro de 2012

Para um fanático por futebol, Copa do Mundo é muito mais do que um evento esportivo. É um período para se tirar férias do trabalho e só sair de casa para tratar de assuntos estritamente necessários. São semanas mágicas, onde um jogador consegue deixar o mundo mortal para fazer parte do panteão dos Deuses da Bola e, de quebra, transformar um país inteiro numa grande festa. É uma época para se rir, chorar, se emocionar. Enfim, é um momento que será guardado para sempre em nossos corações...
Os prós e os contras
Parece piada, mas, infelizmente, não é. Justamente quando Mano Menezes dava sinais de que estava encontrando um caminho para a Seleção Brasileira visando a Copa do Mundo de 2014, o presidente da CBF, José Maria Marin, e seus aliados decidiram demitir o treinador sem dar muitas explicações. A versão oficial de que a intenção da entidade é mudar os métodos de trabalho não convenceu ninguém e o anúncio da demissão ter acontecido após uma reunião realizada na Federação Paulista de Futebol dá sinais de que a iniciativa foi muito mais política do que técnica.
Sem a definição do sucessor de Mano, esta coluna analisa os principais candidatos ao cargo mais cobiçado do futebol brasileiro, pontuando os prós e contras de cada um:
Luis Felipe Scolari – Ao que tudo indica, é o favorito ao posto. É o preferido do presidente da Federação Paulista, Marco Polo Del Nero - mais forte do que nunca dentro da CBF - mas alega não ter recebido um convite oficial.
Pontos Positivos: No currículo, além dos bons trabalhos na década de 1990, levou o Brasil ao pentacampeonato mundial em 2002 tendo, como agora, pouco tempo para a missão. Posteriormente, mesmo sem conquistar nenhum título, conseguiu fazer de Portugal uma seleção competitiva durante toda sua passagem. Seu estilo “paizão” pode servir como escudo dos jogadores em momentos turbulentos, coisa que Mano Menezes não foi capaz de fazer;
Pontos Negativos: Na sequência da boa passagem por terras lusitanas, Felipão não emplacou mais nenhum projeto relevante. Em 2008, foi uma vítima de máquina de moer treinadores conhecida como Chelsea, refugiou-se por algum tempo no futebol do Uzbequistão e retornou ao Palmeiras após dez anos de sua primeira passagem. No caótico ambiente palestrino, não conseguiu impor-se como imaginado. O título da Copa do Brasil deste ano não apagou a má campanha que culminou com o rebaixamento do time paulista.       
Muricy Ramalho – Convidado por Ricardo Teixeira em 2010, recusou a proposta e foi campeão brasileiro pelo Fluminense. Depois, foi bicampeão paulista e ainda conquistou a Copa Libertadores 2011 pelo Santos. É o menos cotado entre os brasileiros listados.
Pontos Positivos: Trabalho. Essa sempre foi a marca desse técnico que coloca as vitórias sempre em primeiro plano. Com Muricy, a Seleção provavelmente resolveria os problemas defensivos que tantos danos causaram durante a Era Mano Menezes. Seu currículo recente é o mais vitorioso entre todos os treinadores brasileiros;
Pontos Negativos: O massacre sofrido pelo Santos no último Mundial Interclubes poderia ter sido visto como normal diante de um adversário como o Barcelona. Todavia, os equívocos táticos cometidos na decisão e as declarações desconectadas da realidade após a partida denunciaram um técnico ultrapassado em relação ao futebol que é praticado pelas melhores equipes do planeta. O hábito de se eximir de responsabilidade quando seus times atravessam momentos ruins também pesa contra.
Tite – Disputará o Mundial de Clubes em dezembro com o Corinthians e, se for campeão, provavelmente haverá um grande clamor popular por seu nome. Já declarou que sonha chegar à Seleção um dia, mas, por ora, evita abordar diretamente o assunto.    
Pontos Positivos: É um dos técnicos brasileiros mais atualizados e está sempre disposto a observar e aprender. No Corinthians, implantou uma filosofia moderna e colheu bons frutos como a conquista do Brasileiro de 2011 e a Libertadores deste ano. A marcação adianta implantada no Timão se assemelha ao que Mano vinha tentando fazer na Seleção, mas com uma grande diferença: Ela funciona no Corinthians;  
Pontos Negativos: Tite sempre precisou de algum tempo para organizar suas equipes e isso não é algo que a Seleção oferece. Quem assumir terá de colocar ordem na casa rapidamente se aprontar para a Copa das Confederações. Além disso, não há evidências de que o tão solicitado futebol-arte encontrará vez com o gaúcho. Sua equipe se caracteriza pela intensidade na marcação. Com a bola, é um time normal.
Pep Guardiola – Embora nomes estrangeiros tenham sido praticamente descartados pelo presidente Marin, a suposta receptividade mostrada pelo catalão ao saber que a Seleção Brasileira estava sem treinador animou muita gente no País.  
Pontos Positivos: Guardiola seria um sopro de inovação no cenário empobrecido do futebol brasileiro. Multicampeão com o Barcelona, sempre demonstrou respeito pelo que nossa escola representa e seria uma escolha de impacto no momento atual. E, como referência, os profissionais que aqui estão só teriam a ganhar;  
Pontos Negativos: O tempo até a Copa do Mundo é muito curto para mudanças mais profundas. Além disso, o fato de se não estar ligado à cultura do nosso futebol pode atrasar ainda mais a preparação da Seleção. Pep seria uma grande opção para o início de um ciclo. Agora, mesmo com todas suas qualidades, seria uma aposta.
Segundo as palavras do presidente da CBF na Soccerex, o novo técnico deverá ser anunciado até o início de janeiro. Até lá, haja especulações e boatos sobre quem deverá suceder Mano Menezes.
E para você, qual seria o técnico ideal para a Seleção? Vote na enquete ao lado!
De olho na Copa
Além da inoportuna demissão de Mano Menezes, a situação interna da CBF também não anda nada boa. Especula-se que Andrés Sanchez, diretor de seleções, deve deixar o cargo nos próximos dias e, ao que tudo indica, para se tornar oposição à cúpula da entidade. Simultaneamente, o braço direito de José Maria Marin, Marco Polo Del Nero, deve ser indiciado pela Polícia Federal por envolvimento com a máfia de comercialização de informações sigilosas recentemente desmontada pela operação Durkhein.
A mascote da Copa de 2014 teve seu nome divulgado no último domingo. Fuleco, nome escolhido por 48% dos 1,7 milhão de votantes, mistura as palavras futebol e ecologia. Enquanto isso, a bola oficial da Copa das Confederações será apresentada no próximo dia 1º de dezembro quando também ocorrerá o sorteio dos dois grupos do torneio. Além do Brasil, país-sede, estarão presentes Espanha, Itália, Japão, México, Taiti e Uruguai. O representante da confederação africana será conhecido em 2013 após a Copa Africana de Nações. Infelizmente, não haverá um técnico para comentar sobre o grupo em que o Brasil foi sorteado.         
Confira abaixo, o andamento das obras nas doze sedes:         
Dentro do previsto: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza e Salvador;  
Apresentando atrasos: Cuiabá, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo;
Situação preocupante: Curitiba, Manaus, Natal e Recife.
Imagens: Agência Estado, Gazeta Press, Sportv, Reuters e FIFA.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Contagem Regressiva: Outubro de 2012

Para um fanático por futebol, Copa do Mundo é muito mais do que um evento esportivo. É um período para se tirar férias do trabalho e só sair de casa para tratar de assuntos estritamente necessários. São semanas mágicas, onde um jogador consegue deixar o mundo mortal para fazer parte do panteão dos Deuses da Bola e, de quebra, transformar um país inteiro numa grande festa. É uma época para se rir, chorar, se emocionar. Enfim, é um momento que será guardado para sempre em nossos corações...
Seleção encontra um caminho
Apesar de ter sido apenas um amistoso, Brasil 4x0 Japão foi uma partida auspiciosa para a Seleção Brasileira. Diante de um bom adversário, não mais do que isso, a Seleção Canarinho se comportou bem, venceu com autoridade e deu a torcedores e imprensa um sinal de que o técnico Mano Menezes pode ter encontrado um caminho a ser seguido.
Escalada num sistema 4-2-3-1, a Seleção apresentou a manutenção da dupla Paulinho-Ramires, dois volantes capazes de marcar e sair para o jogo com qualidade, Kaká formando uma linha de três de muita mobilidade com Hulk e Oscar, deixando Neymar mais à frente. Aqui, vale ressaltar a movimentação do santista, saindo da área, abrindo espaços para quem vinha de trás e servindo seus companheiros. De certo modo, Mano montou um time novo, mais leve e que espelha melhor as referências técnicas e táticas do futebol atual.
Logicamente, é preciso ter calma antes de afirmar que esta Seleção já está pronta para desafios mais pesados. O sistema defensivo - com dois volantes que saem muito para o jogo, laterais que não marcam tão bem e meias pouco combativos - ainda não foi testado e o ataque ainda precisa se deparar com adversários mais fortes. No entanto, é difícil não ver a fluidez mostrada contra os japoneses com bons olhos.
Os rivais
Falando em oponentes mais fortes, a Colômbia, adversária do próximo dia 14, tem tudo para ser um desses. Contando com sua melhor geração desde Rincón/Valderrama/Asprilla, los Cafeteros ocupam a terceira colocação das Eliminatórias Sul-Americanas e têm tudo para ser um adversário perigoso para o Brasil. Os principais destaques são o volante Fredy Guarín, da Internazionale, o talentosíssimo meia-atacante James (pronuncia-se “Rames”) Rodríguez, do Porto, além do astro Radamel Falcao Garcia, um dos centroavantes mais perigosos da atualidade e que vem marcando gol atrás de gol com a camisa do Atlético de Madrid.
Para o duelo diante da equipe comandada por José Pékerman, o técnico Mano Meneses terá à disposição os seguintes jogadores:
Goleiros: Diego Alves (Valencia) e Jefferson (Botafogo);
Zagueiros: David Luiz (Chelsea), Leandro Castán (Roma), Réver (Atlético Mineiro) e Thiago Silva (PSG);
Laterais: Adriano (Barcelona), Alex Sandro (Porto) e Daniel Alves (Barcelona);
Volantes: Arouca (Santos), Paulinho (Corinthians), Ramires (Chelsea) e Sandro (Tottenham);
Meias: Giuliano (Dnipro), Kaká (Real Madrid), Lucas Moura (São Paulo), Oscar (Chelsea) e Thiago Neves (Fluminense);
Atacantes: Hulk (Zenit), Leandro Damião (Internacional) e Neymar (Santos).       
De olho na Copa
Como era de se esperar, os gastos com a construção do Itaquerão, palco de abertura da Copa Mundo de 2014, devem alcançar a cifra de R$ 1 bilhão, segundo o ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez. Inicialmente, o orçamento da obra previa que os gastos girassem em torno de R$ 780 milhões. Após a péssima repercussão do caso, o clube paulista emitiu nota oficial informando que a arena custará “apenas” R$ 820 milhões.   
Confira abaixo, o andamento das obras nas doze sedes:         
Dentro do previsto: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza e Salvador;  
Apresentando atrasos: Cuiabá, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo;
Situação preocupante: Curitiba, Manaus e Natal.
Imagens: CBF e Reuters

domingo, 26 de agosto de 2012

Contagem Regressiva: Agosto de 2012

Para um fanático por futebol, Copa do Mundo é muito mais do que um evento esportivo. É um período para se tirar férias do trabalho e só sair de casa para tratar de assuntos estritamente necessários. São semanas mágicas, onde um jogador consegue deixar o mundo mortal para fazer parte do panteão dos Deuses da Bola e, de quebra, transformar um país inteiro numa grande festa. É uma época para se rir, chorar, se emocionar. Enfim, é um momento que será guardado para sempre em nossos corações...
O saldo dos Jogos Olímpicos
Após a medalha prata conquistada em solo inglês, a Seleção Brasileira volta seus olhos totalmente para o Mundial de 2014. Com a manutenção do técnico Mano Menezes, chegou o momento de avaliar quais jogadores que estiveram nos Jogos de Londres devem fazer parte da preparação para a Copa do Mundo.
Seguem com o grupo: Thiago Silva, Marcelo, Oscar, Hulk, Neymar e Leandro Damião são figuras certas. O portista perdeu espaço na reta final da competição olímpica, mas seu prestígio não parece abalado. Sandro, Lucas Moura e Rômulo também continuam. Inclusive, o último tem grandes chances de manter seu posto entre os titulares.
Podem retornar: Apesar de ter seu nome mantido na última convocação, o lateral esquerdo Alex Sandro é uma incógnita, pois não parece reunir condições técnicas para atuar pela seleção principal. Indiretamente criticado pela CBF em nota oficial, o lateral direito Rafael da Silva tem potencial para ser o reserva imediato de Daniel Alves caso Maicon realmente esteja fora dos planos. Enquanto isso, Paulo Henrique Ganso e Alexandre Pato precisam voltar a atuar em alto nível para merecerem o chamado. Talento não lhes falta.     
Devem ficar de fora: Os goleiros Gabriel e Neto provavelmente não serão mais chamados. Rafael Cabral, cortado por lesão antes da competição, pode reaparecer em breve. Os zagueiros Juan Jesus e Bruno Uvini e o lateral/volante Danilo devem seguir caminho parecido.  
O amistoso disputado contra a Suécia em Estocolmo - na última partida internacional do lendário Estádio Rasunda - marcou uma nova etapa da preparação. Em campo, o time olímpico recebeu os reforços de Daniel Alves, David Luiz, Paulinho e Ramires no que pode ser considerado o primeiro esboço da equipe titular do Brasil. Taticamente, Mano Menezes armou o mesmo 4-4-2 em linha (com derivação para o 4-2-3-1) que já havia sido mostrado nos Jogos. Deste modo, o meio-campo canarinho foi composto por Ramires, Paulinho, Rômulo e Oscar, um sistema que dá a Neymar a liberdade para se movimentar pelo ataque e formar dupla com Leandro Damião. Se a memória não trai este blogueiro, a última vez que a Seleção principal atuou dessa forma data da Copa do Mundo de 1994, quando, em várias situações, Mazinho e Zinho atuaram abertos enquanto a faixa central era preenchida por Dunga e Mauro Silva.   
Os rivais
Seguindo a agenda da Seleção, Mano Menezes convocou os 22 jogadores que participarão dos amistosos diante de África do Sul e China nos dias 7 e 10 de setembro. A primeira partida, diante dos africanos, será disputada em São Paulo no estádio do Morumbi. Três dias depois, o Brasil encara a equipe asiática em Recife. Os atletas chamados foram:
Goleiros: Cássio (Corinthians), Diego Alves (Valencia) e Jefferson (Botafogo);
Zagueiros: David Luiz (Chelsea), Dedé (Vasco da Gama), Réver (Atlético Mineiro) e Thiago Silva (PSG);
Laterais: Adriano (Barcelona), Alex Sandro (Porto), Daniel Alves (Barcelona) e Marcelo (Real Madrid);
Volantes: Arouca (Santos), Paulinho (Corinthians), Rômulo (Spartak Moscou) e Sandro (Tottenham);
Meias: Lucas Moura (São Paulo), Oscar (Chelsea) e Ramires (Chelsea);
Atacantes: Hulk (Porto), Jonas (Valencia), Leandro Damião (Internacional) e Neymar (Santos).
A polêmica da vez foi o nome do goleiro Cássio incluído na lista. Reserva do Corinthians até pouco tempo, Cássio tem como empresário Carlos Leite, o mesmo de Mano Menezes. A princípio, isso não significa nada. Porém, este não era o momento para o treinador levantar suspeitas sobre a honestidade de seu trabalho. Sem julgar especificamente os méritos de Cássio, é possível dizer que o País tem pelo menos três goleiros que reúnem mais condições de servirem o selecionado.        
De olho na Copa
O mês de agosto também reservou espaço para a briga entre Mano Menezes e Romário, seu novo desafeto. Comentarista da TV Record durante os Jogos de Londres, O Baixinho criticou duramente o trabalho do técnico e chegou a comemorar sua possível demissão após a derrota para o México na final. Chamado de “aproveitador” por Mano em entrevista ao jornal Marca Brasil, o deputado federal respondeu de forma ainda mais dura em seu site, chegando a se referir ao profissional como “imbecil”, “idiota” e “vergonha para o país”. Todavia, de forma educada, o técnico preferiu não replicar.
Uma das principais vozes contra os gastos exorbitantes com a Copa do Mundo, o deputado mostrou mais uma vez que educação nunca foi o seu forte. Gênio dos gramados, Romário mostrou que como comentarista é apenas um parlamentar ausente.    
Confira abaixo, o andamento das obras nas doze sedes:         
Dentro do previsto: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza e Salvador;  
Apresentando atrasos: Cuiabá, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo;
Situação preocupante: Curitiba, Manaus e Natal.
Imagens: AFP