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domingo, 18 de março de 2012

A4L recomenda: Revistas ESPN, FUT! e Placar.

Apesar de vivermos em tempos de internet e TV por assinatura, não abro mão do bom e velho jornal e nem das revistas. Embora não seja assinante de nenhuma publicação, coleciono as revistas Placar, ESPN e FUT! e compro o jornal Lance! sempre que a ocasião pede. Eles são uma ótima companhia nos ônibus que tomo para ir e voltar do trabalho, tanto para me distrair, quanto para me informar.
Em comum, as três revistas têm a qualidade de trazer matérias, reportagens e entrevistas que fogem do conteúdo que vemos diariamente nos noticiários. Entretanto, cada uma tem seu próprio estilo, seu jeito. Abaixo, as principais características das publicações e a indicação para cada tipo de leitor:
Placar – 84 páginas, R$ 10,00
A mais tradicional revista esportiva do País também é a primeira a chegar às bancas. Antes mesmo de o mês terminar, a edição seguinte já está na prateleira. Em 42 anos de existência, a Placar já foi semanal, mensal, esporádica e também se apresentou em diversos formatos. Atualmente, a publicação parece ter encontrado sua fórmula definitiva com matérias, artigos curtos e entrevistas.   
Pontos positivos: Boas matérias e entrevistas exclusivas. E a coluna “Mortos-Vivos”, assinada por Dagomir Marquezi que traz a história de algum saudoso personagem de nosso futebol;
Pontos negativos: Repleta de matérias curtas (muitas delas desinteressantes) assinadas por jovens jornalistas, a revista muitas vezes se torna uma imensa colcha de retalhos, sem ligação entre as partes. Também sinto falta da verve investigativa que sempre a caracterizou;
Recomendo para: Para quem se apega ao tradicional e valoriza o peso de uma revista com quatro décadas de existência a Placar é a melhor pedida. Além, é claro, da diversidade exposta em suas páginas.  
Revista FUT! – 100 páginas, R$ 9,90
Pontos positivos: Das três, é a publicação com mais informações sobre futebol internacional, reservando páginas para as principais ligas europeias e América do Sul. A opção por uma grande matéria por edição é outra característica positiva desse produto do Lance!;
Pontos negativos: Apesar de estar na edição de número 40, a FUT! ainda parece não ter encontrado seu rumo, tal as constantes mudanças. As dispensáveis dicas de moda – principalmente para o bolso do brasileiro – também ocupam mais páginas do que o ideal;
Recomendo para: Quem curte grandes matérias e quem se interessa por notícias do futebol internacional que não encontraram espaço no noticiário diário.
Revista ESPN – 84 páginas, R$ 9,90
Derivada dos EUA, mas ao mesmo tempo herdeira da extinta revista Trivela, também aborda outros esportes, sobretudo os norte-americanos. É a publicação mais recente das três, porém, é a mais ágil e moderna.    
Pontos positivos: Preserva o espírito crítico e o estilo da revista Trivela. Outro grande trunfo é conseguir ser realmente a versão impressa do ótimo canal de esportes do qual se origina; 
Pontos negativos: O maior problema – que não é necessariamente um problema – é o fato de ser uma revista de esportes e não de futebol. No meu caso, resolvo folheando essas páginas sem nenhum remorso. Também sinto falta de um espaço maior para os bons colunistas da casa;
Recomendo para: Quem se interessa por outros esportes além do futebol e/ou está em busca de uma revista com a cara de nossos tempos.
E você, tem uma revista de esportes preferida?

domingo, 25 de setembro de 2011

Só dá Barça!

Após a grande participação dos amigos do blog A4L, chegou o momento de conferir nossos favoritos nas principais ligas europeias e comparar com a opinião dos especialistas convidados pela revista Placar. Na edição 2011/2012 do Guia Europeu da publicação, onze jornalistas apontaram seus preferidos nos campeonatos espanhol, inglês, italiano, alemão, francês e português, além da UEFA Champions League. O resultado final é o seguinte:
Espanha: Barcelona (6 votos);
Inglaterra: Manchester United/Manchester City (5 votos);
Itália: Milan (6 votos);
Alemanha: Bayern (11 votos);
França: PSG (7 votos);
Portugal: Benfica (6 votos);
UCL: Barcelona (7 votos).      
Como é possível notar, os dois times de Manchester dividiram o favoritismo na Inglaterra, o Bayern de Munique foi unanimidade na Bundesliga e o Benfica é considerado o favorito em Portugal. Basicamente, essas são as únicas diferenças em relação aos nossos palpites. Confira abaixo:
Espanha: Barcelona (28 votos), Real Madrid (8 votos);
Inglaterra: Manchester United (28 votos), Manchester City (5 votos), Chelsea (2 votos) e Liverpool (1 voto);
Itália: Milan (25 votos), Inter (9 votos) e Juve (2 votos);
Alemanha: Bayern (25 votos), Borussia Dortmund (11 votos);
França: PSG (25 votos), Lyon (3 votos), Lille (3 votos), Marseille (3 votos) e Saint-Etienne (1 voto);
Portugal: Porto (25 votos), Benfica (5 votos) e Sporting (5 votos);
UCL: Barcelona (19 votos), Real Madrid (14 votos), Manchester United (2 votos) e Bayern (1 voto).
A maior dúvida registrada em nossos palpites reside no vencedor da Liga dos Campeões. Para 19 pessoas, o Barcelona será o primeiro bicampeão desde que o torneio mudou de nome e formato. Para outras 14, José Mourinho será capaz de conduzir o Real Madrid à tão sonhada La Decima.  

Na oportunidade, agradeço a todos que participaram deste “palpitômetro” e até a próxima!

terça-feira, 10 de maio de 2011

A4L recomenda:

Placar – Maio de 2011.
O futebol argentino está pedindo socorro. É isso o que revela a reportagem assinada por Elias Perugino (El Gráfico) para a revista Placar deste mês. Submersa numa crise técnica, financeira e até mesmo de formação de jovens atletas, o futebol de nossos vizinhos enfrenta neste momento uma crise como há muito não se via.
Por trás dos elogios fáceis como “torcidas que cantam o jogo todo” e “produção em massa de enganches” existe uma realidade dolorosa: “Me incomoda muito que o melhor jogador do futebol argentino seja Giovani Moreno, um colombiano” Palavras de Sergio Batista, técnico da Argentina.
Até mesmo as categorias de base, antes verdadeiras fábricas de talento, enfrentam problemas: “Ninguém se preocupa com a formação. Os garotos de 9 anos têm tantas pressões como jogadores de primeira divisão. Não se divertem, não brincam com a bola” afirma o treinador.  
O nível técnico, sempre elogiado, desta vez dá lugar a uma análise mais dura: “Uma partida do futebol argentino está mais parecida com um jogo de pinball. A bola voa pelo ar, rebate entre pés que não sabem tratá-la e que se livram dela com desprezo e indolência” descreve Perugino. “Se o futebol argentino fosse uma planta, poderíamos dizer que tem problemas na raiz, nos ramos e nos frutos”, prossegue o jornalista.
Ao contrário do que muitos imaginam, Conca e Montillo não deixaram o país por falta de espaço devido ao excesso de qualidade, mas por falta paciência com o tempo de maturação dos jogadores. Hoje, segundo Perugino, River Plate e San Lorenzo choram as ausências dos dois.
A questão econômica também preocupa. Para sobreviver, um clube argentino precisa negociar dois ou três jogadores por semestre. E, diferente de outros tempos, mercados em melhor posição como México, Brasil e Ucrânia tornaram-se alternativas mais interessantes. Lamentavelmente, um cenário desolador.
Ainda nesta edição:
Kaká vai renascer? Placar reconstrói o momento do craque e aponta o que podemos esperar de seu futuro.
O Twitter no Futebol. Em tempos de declarações politicamente corretas, o microblog ainda é um oásis para declarações polêmicas e até mesmo bombásticas.