Para um fanático por futebol, Copa do Mundo é muito mais do que um evento esportivo. É um período para se tirar férias do trabalho e só sair de casa para tratar de assuntos estritamente necessários. São semanas mágicas, onde um jogador consegue deixar o mundo mortal para fazer parte do panteão dos Deuses da Bola e, de quebra, transformar um país inteiro numa grande festa. É uma época para se rir, chorar, se emocionar. Enfim, é um momento que será guardado para sempre em nossos corações...
Brasileiro gosta mesmo é de vencer
Quando Ayrton Senna colidiu sua Williams na fatídica curva Tamburello, uma parcela dos sonhos de muitos brasileiros se foi junto com o piloto. Sonhos de vitórias, conquistas e, sobretudo, de momentos felizes. Para muitos, os triunfos Senna representavam uma forma de fuga dos problemas do cotidiano, a materialização de um sucesso que provavelmente nunca teriam em suas vidas.
Seguindo a mesma linha, podemos lembrar o “surto” de tênis durante o auge de Gustavo Kuerten, o Guga. Naquela época, pessoas que nunca se interessaram pelo esporte deixaram de lado seus afazeres para acompanhar os jogos do Manezinho da Ilha. E o que dizer do “boom” que o vôlei brasileiro sofreu após a conquista da medalha de ouro nos Jogos de Barcelona em 1992? Não por acaso, a manutenção de grandes gerações do vôlei estabeleceu um público fiel e que sempre se renova. De certo modo, as aspirações dessas pessoas seguem o mesmo padrão: Sentir como sua a vitória de terceiros. Isso é o que move o torcedor.
Logicamente, no futebol não é diferente. No caso dos clubes, a necessidade imediata está na vitória sobre os adversários. Como essa vitória chega está num absoluto segundo plano, uma vez que o importante é comemorar e reunir argumentos para zoar os torcedores rivais. No entanto, quando o assunto é a Seleção Brasileira, vencer não basta. No Brasil, a Seleção é vista como uma espécie de patrimônio mundial do futebol bem jogado. Tem a obrigação de vencer sempre, atuar bem e, quando perde, só aconteceu porque tropeçou em seus próprios erros. Poucas vezes se reconhece a qualidade do outro lado. “Perdemos para nós mesmos” é quase um mantra, apesar de representar um evidente equívoco.
Nos últimos tempos, diante da entressafra de talentos que o futebol brasileiro atravessa e sem grandes resultados, o público se afastou. Hoje, o desdém foi adotado como uma prática natural. Nem a proximidade de uma Copa do Mundo em nosso território parece fazer diferença. Afinal, as tão desejadas vitórias acachapantes rarearam, o País não elege o melhor jogador do mundo desde 2007 e nossa maior esperança é um jovem de 20 anos que ainda tem um longo caminho a percorrer.
Obviamente, a situação pode se reverter em caso de bons resultados. E o primeiro passo para a Seleção trazer sua torcida para perto é faturar a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres. Talento para essa missão não falta, embora o time ainda esteja em formação. Caso essa conquista se realize, tenha a certeza de que a distância para os fãs diminuirá. Afinal, o que não falta é gente buscando uma vitória para chamar de sua.
Os rivais.
No dia 6 de julho, Mano Menezes convocará os 18 atletas que defenderão o Brasil nos Jogos Olímpicos de Londres. Salvo por alguma lesão, dificilmente a lista trará nomes diferentes dos que foram vistos nos quatro amistosos preparatórios. Todavia, seguindo recomendação do COI, o técnico reduziu a lista inicial de 52 nomes para apenas 35, onde as notas positivas são as presenças do volante Fernando e do atacante André, ambos atravessando grande fase atuando por Grêmio e Atlético Mineiro.
A CBF anunciou ainda amistosos com África do Sul e China nos dias 7 e 11 de setembro. A primeira partida marca o retorno da Seleção ao Morumbi e significa a reaproximação da entidade com o São Paulo, clube cuja diretoria havia entrado em conflito com o ex-presidente Ricardo Teixeira após desavenças políticas que culminaram na exclusão do Morumbi da lista de estádios da Copa. O compromisso diante dos chineses ainda não teve seu estádio definido.
De olho na Copa:
Junho também marcou a sanção da Lei Geral da Copa pela presidenta Dilma Rousseff. No último dia 5, Dilma sancionou, com quatro vetos, a lei que define as regras estabelecidas pelo governo federal para a realização do Mundial de 2014. No entanto, a questão mais polêmica que dizia respeito à liberação de bebidas alcoólicas durante o evento teve seu texto aprovado.
Confira abaixo, o andamento das obras nas doze sedes:
Dentro do previsto: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza e Salvador;
Apresentando atrasos: Cuiabá, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo;
Situação preocupante: Curitiba, Manaus e Natal.