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domingo, 6 de setembro de 2015

Uma questão de mentalidade

Nos últimos anos, o futebol brasileiro vem sendo marcado por uma ideia bastante clara: Com raras exceções, nossos técnicos vêm se notabilizando por armar equipes voltadas para o contra-ataque. Jogar no erro do adversário costuma ser o caminho mais prático e menos trabalhoso para alcançar as vitórias. E isso passa a fazer mais sentido quando constatamos que nossos treinadores precisam defender seu emprego a cada rodada. Nesse cenário, tornou-se comum vermos times defendendo a vantagem mínima a partir do momento em que ela se estabelece. O problema é quando tal mentalidade se estende também à Seleção.
No amistoso de sábado diante da Costa Rica, tal prática ficou bastante evidente. Após um início onde o pressing foi aplicado com relativo sucesso, o gol de Hulk fez o Brasil passar a se defender com todos os jogadores no campo de defesa especulando contragolpes em bolas longas. Deste modo, nem mesmo a grande fase vivida por Douglas Costa pôde ser aproveitada, uma vez que sua maior qualidade é o excepcional desempenho no um contra um. No Bayern, Guardiola organiza seu time de forma que a posse de bola é utilizada para atrair os oponentes para o lado oposto do campo até que alguém inverta a jogada para o ponteiro decidir contra, invariavelmente, um único adversário.
Douglas, mesmo se quisesse, não encontraria tal situação na Seleção Brasileira porque a equipe trabalha pouco a bola. A carta de intenções de Dunga é claramente voltada para a verticalização das jogadas e o problema crônico na saída de bola – algo observado desde os tempos de Felipão – não só é um empecilho na criação como uma das razões para os frequentes apuros defensivos. Sem dúvida, um aspecto que deveria ser trabalhado após a pífia participação na Copa América. Mas, ao que tudo indica, o principal diagnóstico realizado pela comissão técnica diz respeito ao lado psicológico de alguns atletas e isso explica a ausência de Thiago Silva na última lista de convocados.

Todavia, o real motivo para a Seleção atuar abaixo das expectativas está na mentalidade de Dunga, que é a mesma marca da esmagadora maioria dos treinadores brasileiros. O trabalho é voltado para o resultado imediato e nunca para o aperfeiçoamento do futebol praticado. Durante a partida contra os costa-riquenhos, houve um breve instante de alento quando o comandante mandou o meia Rafinha a campo no lugar do volante Luiz Gustavo. Acostumado ao toque de bola barcelonista, o filho do tetracampeão Mazinho fez o jogo fluir e a Seleção melhorou sensivelmente. Resta saber se o técnico fez a mesma leitura de um momento tão fugaz e, ao mesmo tempo, tão auspicioso. Ainda há tempo para mudar.  
Coluna escrita originalmente para o site Doentes por Futebol
Crédito das imagens: Leo Correa/Mowa Press e Rafael Ribeiro/CBF

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Contagem Regressiva: Maio de 2013

Para um fanático por futebol, Copa do Mundo é muito mais do que um evento esportivo. É um período para se tirar férias do trabalho e só sair de casa para tratar de assuntos estritamente necessários. São semanas mágicas, onde um jogador consegue deixar o mundo mortal para fazer parte do panteão dos Deuses da Bola e, de quebra, transformar um país inteiro numa grande festa. É uma época para se rir, chorar, se emocionar. Enfim, é um momento que será guardado para sempre em nossos corações...
O Brasil na Copa das Confederações
Restam apenas duas semanas para a estreia da Seleção Brasileira na Copa das Confederações. Antes de a bola rolar diante do Japão no dia 15 de junho, os comandados de Luiz Felipe Scolari terão pela frente amistosos contra Inglaterra (02/06) no Maracanã e França (09/06) na nova Arena do Grêmio. O grupo completo só deverá se reunir nesta sexta-feira graças ao imbróglio que envolveu a CBF e o Bayern de Munique, clube de Dante e Luiz Gustavo, que pretendia contar com a dupla para a disputa da final da Copa da Alemanha contra o Stuttgart.
Com as chegadas do zagueiro e do volante, além dos jogadores do Atlético Mineiro que estavam liberados para o compromisso pela Copa Libertadores, Felipão contará com os seguintes atletas:
Goleiros: Diego Cavalieri (Fluminense), Jefferson (Botafogo) e Júlio César (QPR);
Zagueiros: Dante (Bayern de Munique), David Luiz (Chelsea), Réver (Atlético/MG) e Thiago Silva (PSG);
Laterais: Daniel Alves (Barcelona), Filipe Luís (Atlético de Madrid) Jean (Fluminense) e Marcelo (Real Madrid);
Volantes: Fernando (Grêmio), Hernanes (Lazio), Luiz Gustavo (Bayern de Munique) e Paulinho (Corinthians);
Meias: Bernard (Atlético/MG), Jádson (São Paulo), Lucas (PSG) e Oscar (Chelsea);
Atacantes: Fred (Fluminense), Hulk (Zenit), Leandro Damião (Internacional) e Neymar (Barcelona).
Ao que tudo indica, o time titular será formado por Júlio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Paulinho e Fernando; Hulk, Oscar e Neymar; Fred. A princípio, a característica do 11 inicial sugere um 4-2-3-1 com variação para o 4-4-2. Em ambos os módulos, os laterais terão liberdade para apoiar o ataque, talvez simultaneamente, enquanto o volante Fernando fica encarregado de proteger os zagueiros. Enquanto isso, Paulinho deve ter liberdade para se juntar aos meias e chegar à área rival. A maior mudança tática fica reservada ao setor ofensivo onde Neymar se junta a Fred como um segundo atacante deixando o lado esquerdo do meio campo para Oscar. Por sua vez, Hulk será o responsável pela faixa direita do ataque de onde poderá partir em diagonal e desferir seus conhecidos disparos de canhota. Provável reserva, Lucas tem todas as condições de ocupar esse espaço caso aproveite os treinamentos e as chances que provavelmente receberá com a sequência de jogos. Principal goleador da era Felipão, Fred segue como titular absoluto do ataque, tanto pelos gols quanto pela ajuda que sempre oferece à defesa em lances de bola parada.
No planejamento para o Mundial, a Copa das Confederações tem papel crucial na montagem da equipe. Scolari terá cerca de um mês ao lado dos jogadores e as principais conclusões sobre o grupo que representará o Brasil em 2014 serão tiradas deste período de convivência e do desempenho na competição.   
Os rivais
Os demais participantes da Copa das Confederações já divulgaram suas pré-listas e deverão entregar as convocações definitivas no início da próxima semana. Clique sobre o nome de cada país para conhecer os atletas convocados e acompanhe abaixo uma breve análise de cada seleção:
Grupo A
Itália: Esqueça o velho clichê do catenaccio. A Azzurra de Cesare Prandelli é uma equipe de DNA ofensivo e tem na juventude e habilidade de seus atacantes um grande trunfo. Como não poderia deixar de ser, as atenções estarão voltadas para o milanista Mario Balotelli, excelente finalizador, mas dono de um temperamento instável.
Japão: Campeão asiático, o adversário brasileiro na estreia é, pelo menos em tese, o selecionado mais frágil do grupo A. Seu maior destaque é o meia Shinji Kagawa, atualmente na reserva do Manchester United.
México: Pedra no sapato brasileiro nos últimos anos, a seleção norte-americana tem boas condições para avançar às semifinais do torneio. Rápido e goleador, Javier “Chicharito” Hernández é o grande nome da equipe chefiada por José Manuel de la Torre. Ao todo, o atacante já anotou 30 gols com a camisa da Tricolor.
Grupo B
Uruguai: Quarta colocada no Mundial de 2010 e atual campeã sul-americana, a Celeste Olímpica sofre com o envelhecimento da melhor geração produzida nas últimas décadas e a classificação para as semifinais da Copa das Confederações, caso ocorra, não deve ser fácil. Os astros Luis Suárez e Edinson Cavani são a grande esperança do técnico Oscar Tabárez.
Espanha: Bicampeã europeia e campeã mundial, a Espanha chega como favorita ao título. Todavia, a alta média idade dos principais nomes da Roja pode começar a pesar e a próxima geração ainda não parece apta para assumir o posto. O choque pela eliminação na UEFA Champions League também pode interferir no desempenho das estrelas de Real Madrid e Barcelona.
Nigéria: Uma geração jovem, ainda sem grande promoção internacional e dirigida por um técnico local. Foi assim que as Super Águias conquistaram a Copa Africana de Nações e assim pretendem surpreender no grupo B. Obi Mikel e Victor Moses, ambos do Chelsea, são os protagonistas da equipe organizada pelo técnico Stephen Keshi.
Taiti: Grande surpresa da competição, o Taiti chamou a atenção do planeta bola quando venceu a Copa das Nações da Oceania em 2012. Composto por atletas semi-amadores em sua maioria, o Taiti conta com Marama Vahirua, experiente atacante do Panthrakikos da Grécia, como o único jogador que atua fora do país. Dentro de condições normais, não deverá superar nenhum adversário do grupo B.
De olho na Copa
Nem mesmo os estádios da Copa já inaugurados parecem livres de problemas. Primeiro foi a Arena Fonte que teve rompimento de parte de sua cobertura. O incidente foi provocado pelas fortes chuvas que caíram em Salvador no início desta semana. A falha estrutural que resultou na queda na cobertura foi atribuída a um “erro humano”.
Em seguida foi a vez de o Maracanã sofrer proibição de realização de eventos em suas dependências por não oferecer segurança para o público. A liminar foi assinada pela juíza Adriana Costa dos Santos e, até o momento, suspende o amistoso entre Brasil e Inglaterra. Por sua vez, a CBF garantiu ter todos os laudos necessários e o governo do estado do Rio de Janeiro afirmou ter recorrido da decisão.   
Confira abaixo o andamento das obras:         
Obras concluídas: Belo Horizonte, Brasília, Ceará, Rio de Janeiro e Salvador;
Apresentando atrasos: Cuiabá, Curitiba, Manaus, Recife;
Situação preocupante: Natal, Porto Alegre, e São Paulo.
Fotos: Estadão, Reuters e Gabriel Gonçalves.

sábado, 4 de maio de 2013

O Barça está morto. Longa vida ao Barça!

Nos últimos dias discutiu-se bastante sobre o momento atual do Barcelona e se a eliminação da UEFA Champions League pelo poderoso Bayern de Munique representou o fim de um ciclo vitorioso do time catalão. Para muitos, o ciclo de Messi & Cia. só se encerrará quando a atual geração deixar o clube ou mesmo ser substituída por outra gradativamente. Discordo dessa visão. Para este blogueiro, um ciclo do Barcelona se encerrou ainda em 2012, quando o técnico Pep Guardiola anunciou que aquela seria sua última temporada. Naquele momento, o ex-jogador colocou um ponto final numa história que começou em 2008, redefinindo uma nova era após o exitoso período em que o holandês Frank Rijkaard esteve no comando, época em que Ronaldinho Gaúcho brilhou intensamente, muito bem assessorado por Deco, Eto’o e outros. Em outras palavras, a era Rijkaard e a era Guardiola, por suas singularidades, já representaram ciclos distintos.
Deste modo, é possível dizer que a chegada de Tito Vilanova no Barça representa o reinício dos trabalhos no reino blaugrana. Uma retomada onde algumas providências típicas de Guardiola como a constante variação de esquemas táticos e a solidez defensiva ficaram para trás e o time assumiu uma visão ligeiramente mais vertical na busca do gol. São essas particularidades somadas à troca de treinador que indicam um reinício. Como paralelo é possível citar o Milan que revolucionou o futebol com Arrigo Sacchi no fim dos anos 1980 quando contava com craques italianos como Baresi e Maldini aliados ao fabuloso trio holandês composto por Rijkaard, Gullit e Van Basten, sucedido pelo Milan de Fabio Capello, uma equipe mais dura, mas ainda assim vencedora.
É justamente esse processo que o Barcelona vive neste momento. Depois de vencer tudo, chegou o momento de re-oxigenar o plantel – nomes como Thiago Silva e Neymar vêm sendo fortemente especulados – e quem sabe avaliar se Vilanova é realmente o profissional capaz de conduzir essa transição. O certo é que uma nova era se inicia para o Barça e provavelmente começará com a conquista do título espanhol deste certame. Contudo, se ela terá tanto sucesso quanto suas versões anteriores só o tempo dirá.
Crédito da Imagem: Getty Images

sábado, 13 de abril de 2013

Ciclos

Após ver sua Juventus ser eliminada da UEFA Champions League pelo Bayern de Munique, o técnico Antonio Conte foi enfático ao dizer que os clubes italianos estão estagnados perante as grandes potências europeias. Citou ainda os investimentos e projetos dos rivais continentais, o atraso do Calcio e observou que só a união da sociedade italiana será capaz de resgatar o outrora melhor futebol do planeta. Quem se interessou pelo esporte nos anos 1990 sabe bem a qual período Conte se refere. Da década de 1980 até o início dos anos 2000, a Itália foi a Meca do futebol, abrigando todos os craques da época com raras exceções. No entanto, amarga agora seu terceiro ano seguido sem nenhum representante nas semifinais da Liga dos Campeões.
Não é difícil explicar o que aconteceu com os italianos. Atualmente, futebol de alto nível se faz com dinheiro. E, óbvio, é preciso haver um bom planejamento para saber utilizá-lo, mas os tempos em que um Ajax era capaz de montar uma equipe imbatível usando quase que exclusivamente suas categorias de base ficaram para trás. Mesmo o Barcelona com suas famosas canteras precisa de uma receita gigantesca para manter tantos astros em sua folha de pagamento. Todavia, a diferença entre o clube catalão e seus pares italianos está na origem dessas receitas. Enquanto o Barça se sustenta a partir de um excepcional planejamento estratégico traçado a partir de 2003, as agremiações da Velha Bota vivem, em grande parte, do dinheiro de seus mandatários. Quando a crise que assola a Europa chegou, as torneiras se fecharam e os clubes ainda não têm ideia de como lidar com isso.
A primeira e natural reação foi o corte nos gastos. Times como Milan e Internazionale que se notabilizavam por suas monstruosas contratações, repentinamente, se viram obrigados a realizar apenas negócios de ocasião. A Intenção, a princípio, parece ser a adequação ao Financial Fair Play buscando fazer uso apenas das receitas obtidas pela própria associação. Em outras palavras, os clubes teriam de andar com suas próprias pernas, configurando uma nova situação. O que ainda não perceberam é que para se equipararem novamente às principais forças do continente será preciso investir e colher os frutos mais adiante. Apenas recuar pode significar o redimensionamento do próprio clube, reduzindo suas metas e, consequentemente, ficando para trás na corrida internacional por títulos.
Semelhante, embora menos traumática, é a situação dos clubes britânicos. Há alguns anos o domínio inglês na Europa era mais do que evidente. Apesar de o atual campeão europeu ser o londrino Chelsea, as quartas-de-final desta edição da UCL não contaram com nenhum inglês e cenários como a classificação de três ingleses para as semifinais como ocorreu entre 2007 e 2009 parece coisa do passado. Ou de outro ciclo. Ciclo que agora é dominado pelos gigantes Real Madrid, Barcelona e Bayern, também presentes na mesma fase da edição passada. O “intruso”, desta vez, é o Borussia Dortmund respaldado pelo excelente trabalho do técnico Jürgen Klopp e apoiado por sua fanática torcida. Quanto tempo este ciclo vai durar não se sabe, mas é bom que os italianos ouçam os conselhos de Conte se quiserem participar dessa festa.
Crédito das imagens: EFE e AFP

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Palpites para as Oitavas-de-final da UEFA Champions League 2012/13

A UEFA sorteou em Nyon, Suíça, os confrontos das oitavas-de-final da UEFA Champions League 2012/13. No direcionamento do sorteio, equipes que se enfrentaram na fase de grupos ou do mesmo país não podem ser alinhadas no chaveamento.
Como já se tornou tradição no blog “Além das Quatro Linhas” chegou o momento de uma breve análise dos embates e de apontar os favoritos (em negrito) em cada duelo onde os primeiros colocados de cada grupo aparecem na primeira posição:
Schalke 04 x Galatasaray – Talvez o confronto com maior grau de imprevisibilidade desta fase. Contudo, a demissão do técnico Huub Stevens mostra que o momento do Schalke não é dos melhores. Portanto, a aposta é que a equipe do brasileiro Felipe Melo pode repetir o feito do rival Fenerbahçe em 2008 e também alcançar as quartas;
Juventus x Celtic – Aqui o favoritismo é todo da Vecchia Signora. Consistente, o time comandado por Antonio Conte conheceu poucas derrotas na temporada e ainda está invicto na UEFA Champions League. Passa a Juve;
Bayern x Arsenal – Em comparação com a temporada passada, é possível dizer que o Bayern melhorou enquanto o Arsenal caiu de produção com a saída de jogadores como Song e, sobretudo, Van Persie. Amplo favoritismo alemão;
Borussia Dortmund x Shakhtar Donetsk – Duelo das equipes que mostraram o futebol mais atraente da fase de grupos. Como está a alguma distância da disputa pelo título da Bundesliga, é provável que os aurinegros foquem a disputa continental para quem sabe alcançar sua primeira final desde 1997;  
Barcelona x Milan – Duas das agremiações mais vencedores do planeta se reencontram em situação totalmente diversa. Enquanto o Barça lidera La Liga com folga, só agora os Rossoneri dão sinais de recuperação na Serie A. E, com a atual fase de Messi, não há muito que pensar na hora de apontar o provável classificado;
Manchester United x Real Madrid – Sem dúvida, o confronto mais “pesado” desta fase. Em termos de elenco, os Merengues levam. Por outro lado, o momento vivido pela equipe de José Mourinho é o mais turbulento desde a sua chegada. Mesmo assim, aposto na consistência, sobretudo do meio-campo, do time espanhol;
Paris Saint-Germain x Valencia – Campeão do grupo A, o PSG possui um dos elencos mais fortes da Europa e ainda receberá reforços na próxima janela de transferências. O primeiro deles já foi anunciado: Lucas, ex-São Paulo. Enquanto isso, na 11ª posição do campeonato espanhol e de técnico (Ernesto Valverde) recém-contratado, o Valencia ainda procura se organizar. Portanto, avança o time de Carlo Ancelotti;   
Málaga x Porto – Apesar da primeira colocação num grupo que continha Milan e Zenit, o Málaga deve sentir a experiência internacional do Porto. Favoritismo português neste último duelo.
Na ocasião, aproveitei para eleger minha equipe ideal do ano de 2012 que, depois de pronta, notei que havia bastante diversidade nas escolhas. A Espanha foi o único país a ter mais de um representante com os barcelonistas Jordi Alba e Andrés Iniesta. Confira abaixo meu “XI ideal” que teria o comando de Vicente Del Bosque:
E para você, quais são os favoritos em cada confronto?

Foto: AFP

sábado, 19 de maio de 2012

Não existe só uma forma de jogar

Confesso que minha expectativa para a decisão desta edição da UEFA Champions League era baixa. Nada contra os finalistas Bayern e Chelsea, mas era difícil acreditar que Real Madrid e Barcelona, as duas melhores equipes do mundo, não conseguiram passar das semifinais. Mesmo assim, sabia que algo especial poderia acontecer.
A partida em si não foi das melhores. Ao seu modo, os Blues procuraram se fechar e aproveitar os poucos espaços concedidos pela defesa bávara. O Bayern, atuando em seus domínios, procurou mais o jogo, criou mais situações e poderia ter vencido ainda no tempo normal. O Chelsea, visitante indigesto, esteve quase morto após perder para o Napoli na Itália e acabou renascendo das cinzas após a demissão do técnico André Villas-Boas e a efetivação de Roberto Di Matteo. Difícil acreditar que o mesmo time que se arrastava sob o comando do treinador português era o mesmo que eliminou o mítico Barcelona de maneira heróica. Mas era. E não era só isso. Ainda havia um título para conquistar.
Não faço parte daqueles que acham que só os times ofensivos devem ganhar. Acredito que cada equipe é livre para traçar suas estratégias, medir seus limites e escolher seu comportamento dentro de campo. Como sempre digo, a Grécia nunca seria campeã europeia se buscasse o ataque. Este Chelsea, provavelmente, também não. Deste modo, nada mais emblemático do que vermos o time londrino levando a decisão para a marca do pênalti. Um título merecido, mesmo que muitos achem que só existe uma maneira legítima de se jogar.
Imagem: Reuters

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Question – 14

Descubra o nome do ex-jogador descrito na(s) afirmativa(s) abaixo.
I – É considerado um dos melhores goleiros sul-americanos de todos os tempos;
II – Tem um título de campeão do mundo no currículo;
III – Defendeu clubes da Argentina, Brasil e Espanha;
IV – Fez parte da comissão técnica argentina na Copa de 2006.
Atenção: Serão quatro alternativas ao todo. Uma por dia. Cada uma revela determinada informação do personagem que, reunidas, formam uma resposta única. Agora, cuidado ao arriscar, pois cada participante só tem direito a uma opção.
Regulamento: O primeiro acertador receberá três pontos. Os demais acertadores receberão um ponto pela participação. Na próxima sexta, a resposta deste Question e a postagem de um novo desafio.
Premiação: O participante que somar o maior número de pontos ao final de quinze edições receberá em casa um livro à sua escolha sobre o tema futebol.
Boa sorte a todos!
Anterior:
Quem é o ex-jogador retratado ao lado?
Resposta: Ele é Josef “Jupp” Heynckes. Ex-atacante de Borussia Mönchengladbach, Hannover 96 e seleção alemã. Treinador de sucesso, Heynckes passou por equipes como Real Madrid, Benfica e Schalke 04. Atualmente no comando do Bayern de Munique, é finalista desta edição da UEFA Champions League. 
Classificação: Congratulações ao Luciano que assumiu a liderança de maneira espetacular ao acertar dois desafios seguidos! Agora, restando apenas dois desafios, Luciano só pode ser alcançado por Yuri ou Arthur.
Confira abaixo a classificação de momento:
1º - Luciano – 21 pontos;
2º - Yuri – 19 pontos;
3º - Arthur Barcelos – 15 pontos;
4º - Johnny – 13 pontos;
5º - Gustavo Carratte e Joe William – 12 pontos;
6º - Eduardo Jr – 11 pontos;
7º - Alexandre Rodrigues Alves e Prisma – 10 pontos;
8º - Fernando Clemente e Victorino Netto – 9 pontos;
9º - Leonardo Bandeira – 8 pontos;
10º - Marcus Buiatti e Thiago Fernandes – 6 pontos;
11º - André Chasee – 5 pontos;
12º - Danilo – 4 pontos;
13º - Guilherme Siqueira – 3 pontos;
14º - Ismail Filho – 2 pontos;
15º - Alexandre Aníbal – 1 ponto.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Ela está de volta!

Para boa parte dos brasileiros a chegada do Carnaval marca o verdadeiro início do ano no País. Embora eu sempre tenha condenado esse pensamento, não deixa de ser irônico constatar que, para mim, o ano futebolístico só recomeça verdadeiramente quando a UEFA Champions League retorna. E, para marcar o reinício do maior torneio interclubes do mundo, nada melhor do que reunir breves pitacos sobre os confrontos antes de a bola rolar. Acompanhe abaixo um breve resumo dos duelos com os favoritos deste blogueiro destacados em negrito...    
Lyon x APOEL (14/02 e 07/03): Após sua polêmica classificação, o time francês encara o adversário que todos os segundos colocados sonharam antes do sorteio. No entanto, se engana quem pensa que a equipe dos brasileiros Manduca, Marcinho e Aílton será presa fácil. Primeiros colocados no grupo G, os cipriotas eliminaram os  badalados Porto e Shakhtar; 
Bayer Leverkusen x Barcelona (14/02 e 07/03): Apesar da má fase (para os padrões barcelonistas) os catalães seguem favoritos no confronto. E como a liga espanhola está praticamente decidida em favor do Real Madrid, só resta ao Barça a luta pelo bicampeonato da competição continental; 
Zenit x Benfica (15/02 e 06/03): O líder do campeonato português contra o líder do campeonato russo. Neste duelo, opto pela maior experiência e tradição dos Encarnados;
Milan x Arsenal (15/02 e 06/03): No confronto mais equilibrado desta fase, aposto no sistema defensivo dos comandados de Massimiliano Allegri. Na frente, Ibrahimovic quer deixar para trás sua eterna fama de amarelão na UCL se defrontando com o gunner Robin Van Persie na melhor fase de sua carreira; 
CSKA X Real Madrid (21/02 e 14/03): Para este blogueiro, trata-se do duelo mais desequilibrado desta fase. Pelo momento dos Merengues e pela obsessão pelo décimo título de sua história, só um milagre salva o time russo;
Napoli x Chelsea (21/02 e 14/03): Certamente, Azzurri e Blues já viveram momentos melhores na temporada. Em sétimo lugar na Serie A, os Partenopei encaram o time londrino que, amargando a quinta colocação na Premier League, há muito não via sua classificação para a próxima UCL tão ameaçada. Apesar do momento incomum, o bom retrospecto do Chelsea na competição diante do novato Napoli deve fazer a diferença;  
Basel x Bayern (22/02 e 13/03): Historicamente, uma das estratégias preferidas do Bayern na Bundesliga é contratar astros de seus principais adversários para se reforçar e, consequentemente, enfraquecer os rivais. Pelo visto, tal artimanha também está sendo utilizada na Champions League, pois os bávaros anunciaram o acerto com o jovem Xherdan Shaqiri destaque do próprio Basel na fase de grupos. Pelo menos, a revelação só se juntará ao elenco alemão na próxima temporada;   
Marseille x Internazionale (22/02 e 13/03): Após esboçar uma reação na Serie A, os Nerazzurri voltaram a apresentar velhos problemas e estão há cinco partidas sem vencer. Como novidade, os comandados de Claudio Ranieri receberam a adesão do uruguaio Diego Forlán, ausente na fase de grupos por ter defendido o Atlético de Madrid na etapa anterior. Por sua vez, o OM, apesar da sexta colocação na Ligue 1, vem em franca ascensão.    
E então, quais são os seus favoritos?

quarta-feira, 16 de março de 2011

Lembra desse?!

Aquele lance ou momento que você, por um motivo ou outro, nunca esqueceu.
Os bons tempos do Calcio.
Após a dramática classificação diante do Bayern de Munique, a Internazionale é a única equipe italiana que ainda sobrevive nas competições europeias. Apesar desse triunfo nerazzurro, a Itália segue despencando no ranking da UEFA, algo muito diferente da época em que os times da Velha Bota dominavam o cenário europeu e eram presença constante nas decisões.
Entre 1985 e 2005 os clubes italianos estiveram presentes em doze finais de Champions League, conquistando seis títulos. Nesse mesmo período, quase todos os craques do planeta vestiram a camisa de alguma agremiação da Serie A: Falcão, Zico, Platini, Maradona, Sócrates, Careca, Michael Laudrup, Boniek, Rijkaard, Gullit, Van Basten, Matthaus, Brehme, Klinsmann, Hagi, Stoichkov, Batistuta, Bergkamp, Weah, Nedved, Zidane, Ronaldo, Henry, Ibrahimovic e Kaká, sem contar os nativos, transformaram a Itália na maior vitrine do futebol mundial em todos os tempos.
Coincidentemente, o ápice – em termos de resultado – italiano na Europa deu-se justamente no momento em que a liga já vivia o início de seu declínio. Na temporada 2002/3, três equipes do país estiveram presentes na semifinal do torneio (algo realizado pela Espanha três anos antes e pela Inglaterra cinco anos depois) quando Milan e Inter fizeram um derby pela vaga na final, enquanto a Juventus de Nedved despachava os Galácticos do Real Madrid na outra chave.  
Bons tempos...   
  

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