Salvo por torcedores alienados e os oportunistas de sempre, não restam mais dúvidas de que Ricardo Teixeira é um mal para o futebol brasileiro. Envolvido em inúmeras denúncias e, supostamente, com problemas de saúde, o presidente da CBF vem dando sinais de que pode deixar a entidade e se mudar para os Estados Unidos. Mesmo que tal hipótese seja oficialmente negada, tudo indica que alguma coisa está prestes a acontecer.
Ainda nesta semana, Bebeto foi confirmado como membro do COL.
Curiosamente, essa possibilidade está sendo vista como uma grande vitória da justiça e das pessoas de bem. Ok, é sempre positivo quando percebemos que nem tudo fica impune no Brasil. Talvez a simples ideia de não termos mais que conviver com a figura de Teixeira nos noticiários seja um alívio. Todavia, não há nada que mostre uma melhora no cenário futebolístico brasileiro em virtude desse possível afastamento.
Senão, vejamos: José Maria Marin, o primeiro na linha sucessória da CBF, é simplesmente o dirigente que embolsou uma medalha na final da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Mais simbólico impossível. Se houvesse uma eleição, o principal candidato provavelmente seria Andrés Sanches, ex-presidente do Corinthians e um dos maiores aliados de Teixeira. Além disso, todos os outros nomes especulados fazem parte da mesma estrutura, do mesmo esquema. Portanto, simplesmente não há o que comemorarmos diante da saída do ex-genro de João Havelange. Deste modo, é melhor guardarmos os fogos para o dia em que a desratização do esporte for mais ampla. Se é que veremos esse dia chegar.

